Educação inclusiva nas escolas públicas, de que forma realmente acontece?

Através das minha experiências como profissional de educação, em algumas escolas públicas, venho observando, que pelo menos nas escolas em que frequentei e tive como observar o tratamento dado á essas crianças e adolescentes. Observei que a inclusão não exisiti e sim a exclusão, pois alguns professores não tem o devido preparo para lidar com essas ditas "crianças inclusivas", pois muitas não respeitam a sua deficiência e muitas vezes ofendem essas crianças na sala de aula frente aos outros colegas e também rotulam-nas como incompetentes. Acredito que esses educadores necessitam de um melhor preparo como cursos, palestras e acima de tudo respeito para com essas crianças e adolescentes, que chegam as escolas muitos deles para descobrir a importância de aprender a se relacionar com o mundo e com o meio em que eles estão inseridos.Um acerta vez, em uma escola em que trabalhei a professora em um determinado momento em que convidei uma de suas alunas com paralisia cerebral, para realizar um teste no computador com o meu auxílio, disse o seguinte:

-Você vai levar, mas essa aí é não faz um "ó" com o copo!

Não respondi nada a ela, e levei a garota para o laboratório de informática e ela realizou o teste com a minha ajuda, mas mesmo com paralisia celebral ela respondia ao que lhe perguntava  e que estava na tela fazendo gestos com os seus braços, balbuciando algumas falas,olhos e mãos apontando para a tela do computador.

Agora eu digo: - Que educadora é essa que não procura compreender e auxiliar essa aluna a avançar, ainda assim com as suas limitações?

Deixo aqui a minha indignação e também um alerta para os nossos governantes que nada fazem para mudar essa realidade nua e crua  que muitas vezes vivenciamos, pois a discriminação existe em todas as esféras deste mundo, precisamos nos unir para mudarmos essa realidade.

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Parabéns pela sua postura Andrea!

 

Também fico indignada com acontecimentos como este. A criança ou o adulto aprendiz precisa estar em contato com o outro, independente de quem seja e se tem ou não deficiência mental/fisica. Sou a favor das crianças deficientes mentais estarem na mesma sala de aula que crianças não deficiêntes, isso estimula o contato com o "diferente", e consequentemente evita estigmas, preconceitos. Na minha opinião os professores não precisam terem bola de cristal pra saber como ensinar e envolver a criança deficiente no contexto educacional, basta que o educador tenha conhecimento cientifico acerca das deficiênicas, as diferenças entre elas. Tendo esta base, ele terá instrumentos para lidar com elas respeitando sempre o tempo de cada criança internalizar o seu conhecimento. E respeitar a forma como ele é praticado.

 

Outra questão que ando observando, é o fato de muitos educadores rotularem as crianças com dificuldades de aprendizagem, como crianças com limitações ou até mesmo deficientes mentais. Por exemplo, muitas crianças recebem o diagnósticos de dislexia, sendo que muitas não são, onde muitas vezes suas dificudades poderiam ser resolvidas junto com o próprio professor e famíliar.

 

A questões são: A pedagodia oferece este prepararo? De que forma? O professor formado que não tem conhecimento, já pensou em procurar?

 

A questão educacional de fato é sempre muito problemática!!

 

 

 

Oi, Andrea. Entendo sua indignação e sou solidário, mas será que se pode pedir ao professorado já tão oprimido nesse país que faça mais do que tem feito?! Uma criança especial numa sala de aula, muito mais do que os outros que também são especiais ao seu modo e que aprendemos a lidar, é uma tarefa herculea. Infelizmente, nós, professores de ontem e de hoje, acumulamos responsabilidades, deveres, obrigações para com todo mundo. E quem cuida de nós?! Quem nos prepara - sem a espada das punições sobre nossas cabeças - para lhe dar com realidades tão sofridas, dolorosas, deslocadas e amargas quanto a nossa?! Sou da opinião que realmente existe professores ruins entre nós, mas o pior deles, ainda assim, é um mártir inocente da cultura educacional desse país ! Oxalá, algum dia, consigamos o direito de exercer nossa profissão pacificamente !

"Oi, Andrea. Entendo sua indignação e sou solidário, mas será que se pode pedir ao professorado já tão oprimido nesse país que faça mais do que tem feito?!" (claudio)

 

Então é justo deixar que a criança seja prejudicada nas mãos de professores mal preparados ou revoltados com o sistema?

 

Eu não acho justo, nós precisamos pensar que quem vai sofrer nessa estória toda, não são os professore mal pagos, não é o governo irresponsável, é a criança, que é o futuro desse país. E quem sabe se tornar um futuro professor também.

 

Por mais que o professor esteja esgotado, estressado, com toda essa problemática que envolve sálarios, má qualidade de ensino, etc. Ele deve exercer sua profissão da forma mais especial possível, as pessoas preisam sentir prazer pelo que faz, por mais que seja difícil.

 

Só o fato da pessoa escolher essa profissão já tem que ficar claro pra ela, todas essas questões, pra que ela se sinta preparada em lidar com elas.

 

 

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