Um debate fundamental no dias atuáis diz respeito ao Estado moderno e o monopólio da violência. 

Séculos atrás os senhores feudais espancavam seus servos, asim como chefes militares açoitavam seus subalternos. Hoje quem monopoliza a vilência é o Estado. Agora só ele deteem esse direito, e o exerce sem pestanejar.

O Estado pode legalmente nos suprir a liberdade, cassar-nos os direitos, vasculhar nossas contas, grampear nosso telefone, nos banir, e em muitas nações lhe decretar a pena capital.

Mas quero aqui abordar um aspecto da violência, o qual é tão cruel quanto às demais formas. Me refiro à exclusão  racial, que é uma característica marcante, sobretudo nessa etapa neoliberal, onde a especulação financeira se sobrepõe ao investimento produtivo. moendo o chamado exército de reserva.

Basta dar-mos uma olhada na questão fundiária em nosso pais, o rico Brasil, aqui há muita terra para poucos e pouca terra para muitos. Resultando uma enorme pressão demográfica sobre os centros urbanos.

Esta violência não se ampara em leis, ela se legitima pelo deus "mercado". Assim  somos lançados literalmente aos leões. Os ajustes fiscais, os  superávitis, o balanço de pagamento. Somos moidos e totalmente privados de acesso à renda ao trabalho, à terra, aos bens essênciais, e à propia vida.

Miserabilizados somos empurrados para os mocambos, favelas e moradias indígnas, sem direito à saúde, à educação e à informação ( assim nos mantemos anestesiados ).

Parcela significativa destes excluídos são abatidos pelo álcool, pelo desemprego, pelas drogas e pela desesperança, são por fim encarcerados e por lá esquecidos.

Na minha visão, a política se amesquinha quando perde o necessário horizonte da utopia, com nossas vidas acontece o mesmo, a utopia é  o combustível da luta.

A conquista da cidadania é na verdade o exercício quotidiano da plenitude de direitos, de tal sorte que a realização pessoal  e comunitária seja posta como um valor acima do Estado. O Contrário disto é um Estado autoritário, despótico, ditatorial e coercitivo.

Estamos numa sinuca de bico, pois até  mesmo as leis o Estado é capaz de burlar, pelo fato de ser este o responsável pela aplicação das leis e das respectivas sanções aos transgressores.

Para nos do andar de baixo ( como dizia o saudoso Milton Santos ), resta-nos a luta e mais luta, temos que derrotar este estado racista e violento, temos que construir um Estado que faça do combate à discriminação racial e de gênero uma prioridade de fato, mesmo que essa postura desagrade os donos do dinheiro e do poder," o povo do andar de  cima"

O episódio do malfadado acordo que mutilou mortalmente Estatudo da Igualdade Racial, nos da a dimensão do quão hercúlea é a luta do povo nergro.

 

Xangô é rei

 

Oshé Kaô Cabiecile 

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