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Grupo para discussão sobre relações internacionais e, em especial, dos países africanos. Com script especial de informações da CNN e Brasil de Fato.

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Fórum de discussão

Quando falamos de pan-africanismo acham ruim, mas o pan-caucasianismo pode!? humpf!

"Dilma Rousseff – uma história búlgara”, diz a manchete da revista Uma nova revista búlgara, a “Hello!”, produto da marca espanhola de periódicos de fofoca “Hola!”, aproveitou a onda de popularidade…Continuar

Tags: Brasil

Iniciado por Paulo Rogério 13 Jan, 2011.

Qual a causa de tantas guerras civis no continente africano? Dê sua opinião.

Conflitos étnicos, pobreza, falta de democracia, interesses neocoloniais? Qual desses motivos causa mais problemas em termos de conflito no continente africano?

Tags: guerras, africa

Iniciado por Instituto Mídia Étnica 7 Jan, 2011.

Qual sua opinião sobre a política do governo Lula para o continente africano? 1 resposta 

No governo Lula as relações sul-sul têm se itensificado, em especial com o continente africano. Temos grandes empresas públicas lá como Embrapa e Petrobras e outras privadas como a Odebrecht.. Qual…Continuar

Iniciado por Paulo Rogério. Última resposta de Michel Chagas 19 Abr, 2010.

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Comentário de Paulo Rogério em 11 maio 2011 às 22:56
Cooperação interparlamentar
Constituído grupo parlamentar Angola/Brasil

Brasília - Um Grupo Parlamentar Brasil/Angola foi constituído em Abril último com o objectivo de desenvolver acções de cooperação interparlamentar, permitindo o intercâmbio tecnológico e científico para os dois países.

Constituído a 13 de Abril deste ano na Sala da Presidência de Relações Exteriores e de Defesa Nacional da Câmara dos Deputados, o grupo vai trabalhar também para o estreitamento das relações culturais e comerciais, o aperfeiçoamento do uso da língua portuguesa e o desenvolvimento de estudos sobre questões sociais e económicas de mútuo interesse.

O Grupo Parlamentar Brasil/Angola é presidido pelo deputado federal Edson Santos, e composto pelas deputadas Janete Rocha Pietá e Benedita da Silva, assim como pelos deputados Márcio Marinho e Luiz Alberto.


http://www.portalangop.co.ao
Comentário de Instituto Mídia Étnica em 19 abril 2011 às 11:37
Olá companheir@s!

Essa semana temos uma boa notícia!
Através do nosso amigo Carlos Vasconcelos (Peninha), que nos cedeu gentilmente a filmagem, temos uma entrevista exclusiva do companheiro Lula e do governador Sérgio Cabral.

Essa entrevista foi feita em Washington, durante o Fórum de Líderes da América Latina e Caribe, no dia 05 de Abril.
Lula e Sérgio Cabral falam sobre Copa do Mundo, prestígio internacional e da ausência de Lula no almoço com Obama.
Para assistir o vídeo, clique aqui.
http://www.mobilizacaobr.com.br/profiles/blogs/entrevista-exclusiva...

Abraços,

Equipe MobilizaçãoBR
Comentário de Instituto Mídia Étnica em 14 abril 2011 às 16:01
Comentário de Instituto Mídia Étnica em 14 abril 2011 às 14:50
Brazil's foreign-aid programme - Speak softly and carry a blank cheque
In search of soft power, Brazil is turning itself into one of the world's biggest aid donors. But is it going too far, too fast?

http://www.economist.com/node/16592455?story_id=16592455&CFID=1...
Comentário de Instituto Mídia Étnica em 1 abril 2011 às 12:44
CONVITE PARA PALESTRA


O Centro de Relações Internacionais CPDOC/FGV convida para a palestra O que há de novo na ordem global: a última década em perspectiva, com Walter Russell Mead e Josef Joffe.

Josef Joffe é pesquisador na Universidade de Stanford, Senior Fellow do Stanford's Freeman Spogli Institute for International Studies e Marc and Anita Abramowitz Fellow em Relações Internacionais na Hoover Institution. Desde 2009, é associado ao Olin Institute for Strategic Studies da Universidade de Harvard. Joffe é também editor do jornal semanal alemão Die Zeit.

Walter Russell Mead é o Henry A. Kissinger Senior Fellow no Council on Foreign Relations (CFR) e um dos maiores especialistas em política externa americana. É autor de Special Providence: American Foreign Policy and How It Changed the World (2004) e God and Gold: Britain, America and the Making of the Modern World (2007).

A palestra marca o início das aulas da turma de 2011 do MBA em Relações Internacionais da FGV. O evento contará com tradução simultânea, é aberto a todos e não há necessidade de inscrição.

O que há de novo na ordem global: a última década em perspectiva
com Josef Joffe (Universidade de Stanford) e Walter Russell Mead (CFR)


Apoio: Consulado Geral dos EUA no Rio de Janeiro
7 de abril, 18h30
Local: Fundação Getulio Vargas - auditório do 12º andar
Praia de Botafogo 190, Rio de Janeiro

A FGV não permite o acesso de pessoas com shorts ou bermudas
nem com sandálias tipo havaiana.
Comentário de Instituto Mídia Étnica em 15 março 2011 às 23:20
A série Entenda o Mundo da Coleção de Bolso da Editora FGV acaba de lançar novo livro: Campanha Permanente: o Brasil e a reforma do Conselho de Segurança da ONU, de João Augusto Costa Vargas.


A reforma do Conselho de Segurança da ONU voltou à agenda global. Em parte, trata-se do déficit de legitimidade pós-Iraque. Também resulta de importantes transformações no equilíbrio de poder mundial que beneficiam países emergentes sem presença permanente no Conselho. Nesta obra, João Vargas delineia os principais argumentos e linhas interpretativas por trás das ambições do Brasil.


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Comentário de Instituto Mídia Étnica em 14 março 2011 às 23:18
O jornalista David Remnick afirmou que Barack Obama se interessou por Jeremiah Wright porque ele era uma espécie de intelectual. Para ele, o presidente está ficando cada vez mais forte.

Comentário de Instituto Mídia Étnica em 15 fevereiro 2011 às 15:56
A primeira revolução do século
A situação na Tunísia, no Egipto e na Argélia é o destaque da edição de Fevereiro da revista África21.

Da Redação, com Revista África21


A Tunísia depois de Ben Ali
Brasília - Passo a passo, sem precipitações mas igualmente sem paragens, o movimento popular que provocou a fuga de Zinedine Ben Ali, no poder há 23 anos, prossegue o desmantelamento do aparelho do regime e encaminha a Tunísia para a instauração de um Estado de direito, democrático e moderno.

Árabes e africanos seguem com particular atenção esta primeira revolução do século XXI que constitui uma fonte de inspiração para os democratas e um aviso à navegação para os governantes.

Cada experiência é única, a democracia não é contagiosa, e não basta um fósforo para fazer cair os regimes repressivos como dominó.

Mas como observava a televisão Al Jazeera em Dezembro, a revolta que começou na Tunísia é a consequência «de uma mistura letal de pobreza, desemprego e repressão política, três traços comuns à maioria das sociedades árabes».

Por isso, manifestações de solidariedade com o povo tunisino eclodiram espontaneamente, da Mauritânia ao Iémen, passando por Marrocos, Argélia, Egipto e Jordânia. Em quase todos houve tentativas de imolação pelo fogo, na vã esperança de suscitar os mesmos efeitos que na Tunísia; os governos do Cairo, Amã e Argel apressaram-se a tomar medidas para fazer baixar os preços dos bens alimentares e dos combustíveis; os líderes da oposição islamista foram presos no Sudão e na Argélia.

Todos os dirigentes árabes percebem que uma transição democrática bem sucedida na Tunísia será o fim dos tabus e preconceitos que lhes serviam de álibi aos olhos do Ocidente; Israel também lastimou a queda de Ben Ali e a atitude dos Estados Unidos a seu respeito. Abriu-se uma janela e, e seja qual for o próximo futuro da Tunísia, o Magrebe e o mundo não voltarão a ser o que eram antes.

A situação na Tunísia, no Egipto e na Argélia é o destaque da edição de Fevereiro da revista África21, onde pode ler na íntegra os artigos assinados pelas jornalistas Nicole Guardiola e Augusta Conchiglia.

http://www.africa21digital.com/noticia.kmf?cod=11502946&canal=401
Comentário de Instituto Mídia Étnica em 14 fevereiro 2011 às 21:19
CHINA SUPERA JAPÃO: 2ª ECONOMIA MUNDIAL
15:35:57



O PIB da China foi o segundo maior do mundo em 2010, superando o Japão no conjunto do ano, segundo anunciou nesta segunda-feira (14) o governo japonês. O fato confirma uma previsão de vários meses atrás. Saiba mais na Coluna Infoinveste!
Comentário de Instituto Mídia Étnica em 1 fevereiro 2011 às 12:54
nternacional| 31/01/2011 | Copyleft
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Jornalista e blogueiro egípcio fala sobre rebelião

Hossam el-Hamalawy é um jornalista e blogueiro do site 3arabawy. Mark LeVine, professor da Universidade da Califórnia, conseguiu contactar Hossam por meio do Skype e conseguiu um informe em primeiro mão sobre os eventos que estão ocorrendo no Egito. Hossam destaca o papel que a juventude e o movimento sindical estão desempenhando nos protestos contra a ditadura egípcia e prevê momentos difíceis nas relações com os EUA. "Qualquer governo realmente limpo que chegue ao poder na região, entrará em um conflito aberto com os EUA, porque proporá uma redistribuição racional da riqueza e terminará com o apoio a Israel e a outras ditaduras".

Mark LeVine – Al- Jazeera

Hossam el-Hamalawy é um jornalista e blogueiro do site 3arabawy. Mark LeVine, professor da Universidade da Califórnia, conseguiu contactar Hossam por meio do Skype e conseguiu um informe em primeiro mão sobre os eventos que estão ocorrendo no Egito.

Por que foi necessária uma revolução na Tunísia para tirar os egípcios das ruas em uma quantidade sem precedentes?

No Egito dizemos que a Tunísia foi mais um catalisador que um instigador, porque as condições objetivas para um levantamento existiam no país e durante os últimos anos a revolta estava no ar. Já tivemos duas mini-intifadas, ou “mini-Tunísia” em 2008. A primeira foi um levantamento em abril de 2008 em Mahalla, seguido por outro em Borollos, no norte do país.

As revoluções não surgem do nada. Não temos mecanicamente uma amanhã no Egito porque ontem ocorreu uma na Tunísia. Não é possível isolar esses protestos dos quatro últimos anos de greves de trabalhadores no Egito ou de eventos internacionais como a intifada al-Aqsa e a invasão do Iraque pelos EUA. A eclosão da intifada al-Aqsa foi especialmente importante porque nos anos 80 e 90 o ativismo nas ruas havia sido efetivamente impedido pelo governo como parte da luta contra insurgentes islâmicos. Só seguiu existindo nos campus universitários ou nas centrais dos partidos. Mas quando estourou a intifada em 2000 e a Al Jazeera começou a transmitir suas imagens, isso inspirou a nossa juventude a tomar as ruas, da mesma maneira que hoje a Tunísia nos inspira.

Como se desenvolvem os protestos?

É muito cedo para dizer como se desenvolveram. É um milagre que continuaram ontem depois da meia noite, apesar do medo e da repressão. A situação chegou a um ponto em que todos estão fartos, seriamente fartos. E mesmo que as forças de segurança consigam aplastar os protestos hoje não poderão aplastar os que ocorrerão na próxima semana, no próximo mês ou, mais adiante, durante este ano. Definitivamente há uma mudança no grau de coragem do povo. O Estado usou a desculpa do combate ao terrorismo nos anos 90 para acabar com todo tipo de dissenso no país, um truque utilizado por todos os governos, incluindo os EUA. Mas uma vez que a oposição formal a um regime passa das armas a protestos massivos, é muito difícil enfrentar esse tipo de dissenso. Pode-se planejar a liquidação de um grupo de terroristas que combate nos canaviais. Mas o que vão fazer diante de milhares de manifestantes nas ruas? Não podem matar a todos. Nem sequer podem garantir que os soldados o façam, que disparem contra os pobres.

Qual a relação entre eventos regionais e locais neste país?

É preciso entender que o regional é local no Egito. No ano de 2000, os protestos não começaram como protestos contra o regime, mas sim contra Israel e em apoio aos palestinos. O mesmo ocorreu com a invasão dos EUA no Iraque três anos depois. Mas uma vez que se sai para as ruas e se enfrenta a violência do regime, a pessoa começa a se fazer perguntas: por que Mubarak envia soldados para enfrentar os manifestantes ao invés de enfrentar Israel? Por que exporta cimento para Israel, que o utiliza na construção de assentamentos, ao invés de ajudar os palestinos. Por que a política é tão brutal conosco quando só tratamos de expressar nossa solidariedade com os palestinos de maneira pacífica? E assim os problemas regionais como Israel e Iraque passaram a ser temas locais. E, em poucos instantes, os manifestantes que cantavam slogans em favor dos palestinos começaram ma fazê-lo contra Mubarak. O momento decisivo em termos de protestos foi em 2004, quando o dissenso se tornou interior.

Na Tunísia, os sindicatos desempenharam um papel crucial na revolução, já que sua ampla e disciplinada organização assegurou que os protestos não fossem sufocados facilmente. Qual o papel do movimento dos trabalhadores do Egito no atual levantamento?

O movimento sindical egípcio foi bastante atacado nos anos oitenta e noventa pela polícia, que utilizou munição de guerra contra grevistas pacíficos em 1989 durante greves nas plantas siderúrgicas e, em 1994, nas greves das fábricas têxteis. Mas, desde dezembro de 2006, nosso país vive continuamente as maiores e mais sustentadas ondas de ações grevistas desde 1946, detonadas por greves na indústria têxtil na cidade de Mahalla, no delta do Nilo, centro da maior força laboral do Oriente Médio, com mais de 28 mil trabalhadores. Começou por temas trabalhistas, mas se estendeu a todos os setores da sociedade com exceção da polícia e das forças armadas.

Como resultado dessas greves, conseguimos obter dois sindicatos independentes, os primeiros de sua classe desde 1957, o dos cobradores de contribuições de bens imóveis, que inclui mais de 40 mil funcionários públicos e o dos técnicos de saúde, mais de 30 mil dos quais lançaram mês passado um sindicato independente daqueles controladas pelo Estado.

Mas é verdade que há uma diferença importante entre nós e a Tunísia. Ainda que fosse uma ditadura, a Tunísia tinha uma federação sindical semi-independente. Mesmo que sua direção colaborasse com o regime, os seus membros eram sindicalistas militantes. De modo que, quando chegou a hora das greves gerais, os sindicatos puderam se somar. Mas aqui no Egito tempos um vazio que pretendemos preencher rapidamente. Os sindicalistas independentes foram alvo de uma caça ás bruxas desde que trataram de se estabelecer; já há processos iniciados contra eles pelos sindicatos estatais e respaldados pelo Estado, mas eles seguem se fortalecendo apesar das continuadas tentativas de silenciá-los.

É certo que, nos últimos dias, a repressão foi dirigida contra os manifestantes nas ruas, que não são necessariamente sindicalistas. Esses protestos reuniram um amplo espectro de egípcios, incluindo filhos e filhas da elite. De modo que temos uma combinação de pobres e jovens das cidades junto com a classe média e os filhos filhas da elite. Penso que Mubarak conseguiu agrupar todos os setores da sociedade com exceção de seu círculo íntimo de cúmplices.

A revolução tunisiana foi descrita como fortemente liderada pela juventude e dependente para seu êxito da tecnologia das redes sociais como Facebook e Twitter. E agora as pessoas se concentram em torno da juventude no Egito como um catalisador importante. Trata-se de uma “intifada juvenil” e ele poderia ocorrer sem o Facebook e outras novas tecnologias midiáticas?

Sim, é uma intifada juvenil na rua. A internet desempenha um papel na difusão da palavra e das imagens do que ocorre no terreno. Não utilizamos a internet para nos organizar. A utilizamos para divulgar o que estamos fazendo nas ruas com a esperança de que outros participem da ação.

Como deve ter ouvido, nos EUA, o apresentador de programas de entrevistas Glenn Beck atacou uma acadêmica, Frances Fox Piven, por um artigo que ela escreveu chamando os desempregados a realizar protestos massivos por postos de trabalho. Ela recebeu inclusive ameaças de morte, algumas de pessoas sem trabalho que parecem mais felizes fantasiando sobre usar uma de suas numerosas armas do que lutando realmente por seus direitos. É surpreendente pensar no papel crucial dos sindicatos no mundo árabe atual, tendo em conta as mais de duas décadas de regimes neoliberais em toda a região, cujo objetivo primordial é destruir a solidariedade da classe trabalhadora. Por que os sindicatos seguiram sendo tão importantes?

Os sindicatos sempre são o remédio mágico contra qualquer ditadura. Olhe a Polônia, a Coréia do Sul, a América Latina ou a Tunísia. Os sindicatos sempre foram úteis para a mobilização das massas. Faz falta uma greve geral para derrotar uma ditadura, e hoje não há nada melhor que um sindicato independente para fazê-lo.

Há um programa ideológico mais amplo por trás dos protestos, ou o objetivo é mesmo livrar-se de Mubarak?

Cada um tem suas razões para sair às ruas, mas eu suponho que se nosso levante tiver êxito e derrubarmos Mubarak aparecerão divisões. Os pobres querem impulsionar a revolução para uma posição muito mais radical, impulsionar a redistribuição radical da riqueza e combater a corrupção, enquanto que os chamados reformistas querem colocar freios, pressionar mais ou menos por mudanças “desde cima” e limitar um pouco os poderes, mas mantendo alguma essência do Estado atual.

Qual é o papel da Irmandade Muçulmana e como influencia o cenário atual o fato de ter permanecido até aqui distante dos atuais protestos?

A Irmandade sofreu divisões desde a eclosão da intifada al-Aqsa. Sua participação no Movimento de Solidariedade à Palestina quando se enfrentou com o regime foi desastrosa. Basicamente, cada vez que seus dirigentes chegam a um compromisso com o regime, especialmente os acólitos do atual guia supremo, desmoralizam seus quadros da base. Conheço pessoalmente vários jovens que abandonaram o grupo. Alguns deles se uniram a outros grupos, outros seguem independentes. A medida que cresce o atual movimento de rua e os militantes da base participam, haverá mais divisões porque a direção superior não pode justificar por que não toma parte desse novo levante.

[N.T. Nesta segunda-feira (31), a Irmandade Muçulmana divulgou um comunicado rejeitando o novo governo e pedindo que prossigam as manifestações para a queda do regime do presidente Hosni Mubarak]

Qual o papel dos EUA neste conflito? Como as pessoas na rua avaliam suas posições?

Mubarak é o segundo maior beneficiário da ajuda externa dos EUA, depois de Israel. Ele é conhecido como o capanga dos EUA na região; é um dos instrumentos da política externa dos EUA, que implementa seu programa de segurança para Israel e assegura o fluxo sem problemas do petróleo enquanto mantem os palestinos confinados. De modo que não é nenhum segredo que esta ditadura goza do respaldo de governos dos EUA desde o primeiro dia, inclusive durante a enganosa retórica em favor da democracia protagonizada por Bush. Por isso, não há surpresa diante das risíveis declarações de Clinton, que mais ou menos defendiam o regime de Mubarak, já que um dos pilares da política externa dos EUA é manter regimes estáveis a custa da liberdade e dos direitos civis.

Não esperamos nada de Obama, a quem com sideramos um grande hipócrita. Mas esperamos que o povo estadunidense – sindicatos, associações de professores, uniões estudantis, grupos de ativistas – se pronunciem em nosso apoio. O que queremos é que o governo dos EUA se mantenha completamente fora do assunto. Não queremos nenhum tipo de apoio, simplesmente que corte imediatamente a ajuda a Mubarak e retire o apoio a ele, e também que se retire de todas as bases do Oriente Médio e deixe de apoiar o Estado de Israel.

Em última instância fará tudo o que for preciso para se proteger. De repente, pode adotar a retórica mais anti-americana que se possa imaginar se isso puder ajudar a salvar sua pele. No final das contas, está comprometido com seus próprios interesses e se avaliar que perderá o apoio dos EUA, se voltará em outra direção. A realidade é que, qualquer governo realmente limpo que chegue ao poder na região, entrará em um conflito aberto com os EUA, porque proporá uma redistribuição racional da riqueza e terminará com o apoio a Israel e a outras ditaduras. De modo que não esperamos nenhuma ajuda dos EUA. Só que nos deixem em paz.

(*) Mark LeVine é professor de história na universidade da Califórnia Irvine e pesquisador visitante sênior no Centro de Estudos do Oriente Médio na Universidade Lund, na Suécia. Seus livros mais recentes são
Heavy Metal Islam (Random House) e Impossible Peace: Israel/Palestine Since 1989 (Zed Books).

Fonte: http://english.aljazeera.net/indepth/features/2011/01/2011127927282...

Traduzido do inglês para o Rebelión por Germán Leyens

(*) Traduzido do espanhol para a Carta Maior por Marco Aurélio Weissheimer
 

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