Cabelo ruim? Por que a sociedade ainda impõe esse estigma aos cabelos afro?

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     A discriminação contra tudo que tem ligação com a população negra se faz presente na história há séculos. Antônio Sérgio A. Guimarães em seu livro Preconceito Racial, diz que a primeira fonte de sentimento negativo, ou preconceito contra os negros se deu logo nos primeiros contatos entre europeus e africanos e foi respaldado no simbolismo das cores [... no Ocidente cristão o negro significa a derrota, a morte, o pecado enquanto o branco significa o sucesso, a pureza e a sabedoria...] Essa idéia foi reafirmada ao longo do tempo não só com relação à cor da pele, mas também com a idéia do “cabelo ruim” e foi se incorporando na sociedade com expressões igualmente pejorativas como, “fulano é a ‘ovelha negra’ da família”, ou mesmo na triste expressão “nuvem negra” e ainda posso dar um exemplo pior, quando alguém quer dizer que o fulano teve um passado suspeito, criminoso aí faz uso da infeliz expressão “fulano tem um ‘passado negro’.“

Após essa breve analise percebo que a questão não é o cabelo afro e sim, o fato de ser afro.

A mídia e a sociedade brasileira embora seja repleta de preconceitos começaram a investir em maquiagem e cremes específicos para pele negra e cabelos crespos, não acredito que essa postura representa aceitação a beleza negra, acredito sim, que mesmo que eles não aceitem e de certa forma não acreditem em nosso potencial, reconhecem que mesmo tendo “cabelos ruim” estamos cada vez mais- não sem muita luta e dificuldade- conquistando espaços que antes eram reservados aos brancos, logo, nos tornamos um público em potencial e repito, com muita luta e dificuldade, um público em expansão.

Respeite os meus cabelos, brancos! (Chico César)

 

 

 

 

"Move on" pessoal! Essa discussão de cabelo ou nariz relacionado com aceitar etinicidade...isso é muito antigo. O importante é a consciência dentro da cabeça, não fora dela. Hoje temos tantas caras e tantas características diferentes por causa da miscigenação forçada (escravidão) e miscigenação voluntária (depois da escravidão), sem contar com as diferentes características dos africanos no continente africano e  dos africanos descendentes no mundo; somos altos, baixos, tom da pele mais escuro ou claro, com cabelo ou sem, com olhos claros ou escuros,ou seja, os bantus, têem características diferentes do etíopes, ou dos ganeses; no grupo de  africanos descendentes; os brasileiro  têem características diferentes dos americanos ou dos europeus. O importante é a consciência dentro da cabeça não fora dela.

Olha esse reportagem e vejam o mundo da moda fora do país como anda e vejam as apresentadoras, o que vcs diriam...? http://www.essence.com/fashionweek/

Então! Cada um pensa de uma forma, e se é para se dizer o que pensa ..., penso sim que devemos preservar a nossa "identidade" negra, pois historicamente, esteticamente, e me atrevo a dizer até biologicamente, algumas práticas nos são próprias e por conseguinte mais apropriadas a nossa etnia.

Digo isso pensando entre outras situações,  no "sofrimento" a que uns  e outras se submetem para ficar com cabelos lisos. Concordando com tudo o que foi dito pela Silvana, muito bem dito diga-se de passagem, acrescento que a cada dia surgem novas modalidades e manifestações de preconceito e,  uma dessas modalidades, talvez a que mais cresce, seja o preconceito do negro contra sua condição de negro; o negro que não se aceita, o negro que pensa que o preconceito acabou ...

E como estamos falando da etinicidade, tenho ouvido de alguns que fulano de tal tem "traços finos", e que nem parece negro, apesar de ser. 

É duro gente...

Abraços.

Wences

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