Colegas,

Vocês já leram o livro "Pai Rico, Pai Pobre"? Esta é  uma fantástica obra  que fala sobre a "mentalidade" do pobre e a do rico. Os primeiros buscando serem "empregados" de alguém - justificando seu fracasso ao colocar a culpa sempre nos "outros", em geral, os "ricos". Já estes últimos estão sempre poupando e fazendo os investimentos corretos. É claro que o livro não entra no mérito da divisão social (ou racial) do trabalho e como as heranças fazem a diferença em uma sociedade como a brasileira, marcada pela escravidão.

 

Apesar disso, é fato que com a melhora da renda da classe C estamos vendo uma rápida, porém pequena, mudança nesse paradigma. Hoje é fato que consumimos mais e temos mais acesso a bens simbólicos e a um capital pequeno, mas que nos dá uma certa mobilidade se pensado de maneira estratégica. Não estou aqui falando daqueles que estão abaixo da linha da pobreza e que a presidente Dilma elencou com prioridade da suas gestão e  que a situação é mais crítica. Me refiro aos nossos que conseguiram sair desse patamar lastimável e hoje enchem as periferias do Brasil com laptops, celulares 2 chips,  TVs LCD e veículos automotores, tudo fielmente parcelado em dezena de vezes. São os chamados fruto da era Lula. 

 

Segundo matéria da Revista Época, "Juntas, as classes C, D e E gastaram R$ 864 bilhões em 2009, o equivalente a 78% do volume consumido pelas classes A e B no mesmo ano, segundo a pesquisa, batizada de “Consumo das Famílias Brasileiras até 2020”. Até 2013, projeta o estudo, o consumo das famílias brasileiras poderá alcançar R$ 2,42 trilhões, chegando a R$ 3,29 trilhões em 2020".

 

Fico a me perguntar, será que a comunidade negra tem sido "inteligente economicamente"? Será que juntando nosso potencial econômico não podemos conseguir nossa libertação da opressão econômica sistema branco? Fica a pergunta! Somos mais 90 milhões de pessoas que consumimos moda, alimentação, entretenimento e damos de "mão beijada" esses recursos para as empresas nacionais ou estrangeiras  do opressor. Sem questionar, compramos em suas lojas pouco reagimos quando lá somos discriminados.

 

Mas, voltando ao livro, esse bestseller fala de algo relativamente simples: o rico  pensa em investir e o pobre em gastar. Isso é fato! Por questões até mesmo psicológicas, somos instados a comprar bens de pequeno valor agregado (TV LCD, por exemplo) apenas para rivalizar com o vizinho, ou adquirir aquele carro "possante" para ser bem aceito na sociedade. Isso, do ponto de vista da sustentabilidasde financeira é suicídio!! Não sabemos a diferença entre "Ativo", o que nos pode gerar rendimento, um imóvel, por exemplo; E optamos pelos "Passivos", o que nos gera despesa, como um "carro do ano". Quantas pessoas você conhece que se encaixam exatamente nesse perfil??

 

Então ocorre que "O alto nível de consumo já registra seu impacto nas finanças pessoais da classe C: 61% dos brasileiros desse segmento dizem precisar cortar gastos, 46% atrasam o pagamento de crediário e 34% se endividam para cobrir seus gastos". 

 

O passivo vira para a maioria dos membros da Classe C, um terror!

 

Voltando ao lado político do dinheiro, o líder negro jamaicano Marcus Garvey já disse, em 1930, que "Somos demasiadamente numerosos  para não sermos um grande povo e uma grande nação". Não devemos esperar que somente o Estado resolva nossos problemas, é preciso criar estratégias de empoderamento financeiro. Termos empresas, cooperativas, dominarmos a Bolsa de Valores, enfim, criarmos um legado de riqueza para as próximas gerações. Esse é o desafio de nosso tempo, deixar um patrimônio para  os nossos.

 

Recentemente tivemos um evento interessante em Salvador que discutiu esse tema  chamado "Circuito Real Rotação - Cultura Negra da dinheiro para o bolso de quem?" - http://realrotacao.blogspot.com. Veja abaixo um "fala povo" sobre o...



 

Voltando ao livro "Pai Rico, Pai Pobre', vejam link abaixo, lá você pode fazer o download do livro gratuitamente. Frases do livro:

 

"Os ricos compram ativos.
Os pobres só têm despesas.
A classe média compra passivos pensando que são ativos".

 

"A maioria das pessoas trabalha para todo o mundo menos para elas próprias. Elas trabalham,
em primeiro lugar, para os donos das empresas, depois para o governo
ao pagar impostos e finalmente para o banco onde fizeram a hipoteca."

 

"Comece a cuidar de seus negócios. Fique no seu emprego, mas comece a comprar ativos reais, não passivos ou objetos pessoais que não têm valor real, uma vez que você os leva para dentro de casa. Um carro novo perde cerca de 25% do preço que você paga no momento em que sai da concessionária. Não é um ativo verdadeiro, mesmo que seu banco permita que você o liste entre
seus ativos"

 

"O problema é que as pessoas que perdem não têm informação. Se elas entendessem a maneira
como os ricos jogam, também poderiam jogar. Então estariam a caminho de sua independência financeira. É por isso que me arrepio toda vez que ouço um pai aconselhar seu filho a estudar para poder conseguir um bom emprego seguro. Um empregado com um emprego bom e seguro não tem
escapatória".

 

DOWNLOAD AQUI

Pai Rico_Pai Pobre.pdf

 


Por Paulo Rogério  

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Respostas a este tópico

"Fica a pergunta! Somos mais 90 milhões de pessoas que consumimos moda, alimentação, entretenimento e damos de "mão beijada" esses recursos para as empresas nacionais ou estrangeiras  do opressor. "

 

Nesse passagem, vc quer dizer que o povo negro precisa criar seus próprios empreendedorismo? ou seja, párar de comprar as roupas, alimentação, entretenimento de empresas "brancas" e passar a criar uma rede de empreendorismo entre nós? Tipo, de comprar e vender entre nós? um mercado do negro!!

 

Eu sou totalmente a favor disso!

 

Mas o que podemos fazer pra isso se torne prática?

 

Alguém tem alguma idéia?

 

Não vejo outra saíde, se não, divulgar esse pensamento!

desculpe os errinhos de português!

 

rsrs

Por exemplo se nos trabalhadores negros quisessemos poderiamos montar um mega partido politico negro, bastava que todos os negros investissem a quantia minima de 10,00 em uma sigla criada por nos mesmos. Poderiamos criar uma mega rede de tv para negros com filiais em todo o brasil, investir em empresas e univesidades de negros e etc. com o tempo dominariamos a midia sem usar de violencia.

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