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Observatório das telenovelas. Neste espaço, vamos analisar a presença d@ negr@ nas novelas brasileiras e debater sobre o preconceito e o racismo.

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Comentário de Jr Borges em 3 junho 2013 às 0:06
Comentário de Otacílio Favero de Souza em 10 fevereiro 2013 às 18:11

Pesssoal, estamos pedindo, nós da UNEGRO e outros movimentos, que possam estar acompanhando o que está acontecendo na mais antiga cidade do Brasil Sao Vicente , no litoral paulista. Assumiu, no dia primeiro, o prefeito Blli, evengelico de carteirinha. Depois de lerem a matéria solicitamos manifestacoes para que possamos barra mais essa avalance de discriminacao contra o povo negro de SP.

Abraco a todas e todos.

São Vicente, cidade sem carnaval


Quem convive com o prefeito de São Vicente, Luis Claudio Bili, sabe que ele não gosta de carnaval. Evangélico que não falta aos cultos ele e todos os milhões de brasileiros, que contribuem religiosamente com seu dízimos mensalmente para engordar as milionárias contas bancárias de seus pastores, consideram o carnaval uma festa satânica. Coerente com sua fé religiosa, o prefeito não procurou os recursos jurídicos para bloquear a decisão judicial que impede a realização de eventos que causem transtornos ao trânsito no município, resultado de uma sentença do juiz Eurípides Gomes Faim Filho, que acatando ação civil do Ministério Público, manda que sejam impedidas manifestações populares, como o desfile de blocos carnavalescos.

Bili passa a semana declarando que está obrigado por lei a impedir a realização de desfiles, como o do tradicional Bloco Carnavalesco Ba-Baianas sem Tabuleiro, um dos mais antigos do país, que sempre teve como enredos a crítica social e como alvo principal a classe política. Por meio de sua assessoria, o

prefeito lamenta a proibição dos desfiles carnavalescos e garante que não há nenhum fundo religioso na disposição de punir quem desobedecer à lei. Em nota divulgada ontem, ele afirma que a Prefeitura trabalha para derrubar a decisão judicial e espera que em 2014 os vicentinos, como os demais milhões de brasileiros, possam passar quatro dias na folia, esquecendo que vivem em uma cidade de imensas carências sociais.



Embora jamais tenha advogado, passei cinco anos na Faculdade de Direito da Universidade Católica de Santos. Esqueci quase tudo que aprendi há 31 anos. Mas não esqueci que existem ferramentas jurídicas capazes de suspender a decisão do juiz Eurípides Gomes Faim Filho. Ferramentas que foram propositadamente ignoradas pelo prefeito evangélico. Resta esperar que ele não ignore as necessidades dos habitantes que governa, da cidade que não terá carnaval, que ostenta um dos maiores índices brasileiros de falta de leitos hospitalares. Uma cidade onde o saneamento é para poucos, muitos serviços públicos são precários e faltam vagas em escolas e creches. Uma cidade proibida de ser feliz, pelo menos durante quatro dias.

Comentário de Otacílio Favero de Souza em 28 dezembro 2012 às 8:46

Ao menos na cabeça da 'emissora' é isso. É sério, isso não deveria ser uma surpresa para mim. Não após anos e anos de representações estereotipadas, textos racistas e a ínfima presença de atores negros em suas peças de teledramaturgia. Mas depois de tantos anos, pressupõe-se que uma emissora com tantos recursos, ao menos atualizaria sua equipe técnica, roteiristas, atualizaria seu caderno sobre movimentos civis e posturas politicamente incorretas.

E para além da crítica do 'politicamente correto' não é possível que algumas posturas permaneçam sem que entendamos que isso é uma nítida e 'clara' orientação de pauta da 'emissora'. SUBURBIA tem uma qualidade técnica invejável. Melhorias na direção de arte, fotografia linda para a pele negra (algo que vem sendo apontado pelos movimentos negros e artísticos há anos como deficiência e displicência deliberada da indústria cultural), atores negros em sua maioria e etc. Já havia mencionado isso em outro post falando da novela Avenida Brasil.

Contudo parece que todas as melhorias técnicas nada tem a ver com o avanço nas representações e conteúdo da história. A 'fábula negra' de época (algo entre o governo Collor para frente) traz a história da 'pobre' 'menina negra' de outro estado (não se sabe ao certo, mas deduz-se ser mineiro) que chega ao Rio de Janeiro. Ao chegar, 'por acaso' é confundida com uma menina de rua, é presa e levada a um 'abrigo'. Em um trecho da série sugere-se que a menina é abusada por outra menina mais velha.

Destaque para o extremo mau gosto das imagens de nudez de crianças tomando banho no momento da violência. SIM é isso, não acreditei, isso é legal? Nudez de crianças não é crime? Não satisfeito com a insinuação do abuso a direção tenta aliviar nas câmeras, sugerindo algo mais leve. Depois disso a direção insiste na tentativa da violência dentro de uma cela, mas dessa vez a criança tira forças não se sabe de onde e afugenta sua algoz (outra menina negra).

Ao fugir nossa 'heroína' é 'salva' por uma mulher branca que a leva para casa e lhe da um lar (leia-se casa, comida e trabalho). ISSO MESMO, nossa 'heroína' vira a empregada da família com apenas 12 anos. Depois de crescer Conceição, 'quase' da família, visita o 'subúrbio' e lá conhece o romântico 'churrasco na laje' e o 'samba de fundo de quintal'. Depois volta a casa da patroa para ser estuprada ao som do leve e romântico Roberto Carlos.

Essa discussão é legal para percebermos s forma subliminar com que o racismo transparesse pernamentemente na telinha.

abraço

Comentário de Otacílio Favero de Souza em 27 dezembro 2012 às 11:26

Acho de extrema importância esse debate, pois é fundamental que todos os negros percebamos que nesse processo de disputa por espaço na sociaedade economisistas os negros tem adquirido uma certo ganho e por isso a globo não está perdendo tempo. Bem mais que no inicio dos anos 2000 a globo vem assintosamente impondo aos negros e negras papel suplemntar nas novelas com papel e mensagens que subliminarmente parecem não serem danosas , mas tem um poder de destruição de nossa auto estima e acirramento do racismos muito grande. Por isso estarei aqui querendo sempre fazer esse debate e ja quero propor um projeto para fazermos um encontro nacional de artistitas negros e negras e militantes e intelectuais para analisarmos essa questão e colocarmos na ordem do dia essa forma descarada que estamos sempre sendo submetidos pelo poder midiático.

 

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