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Comentário de Sérgio Cumino em 3 abril 2013 às 16:17 AOS HOMOFÓBICOS DE PLANTÃO
Desculpa-me caro leitor
A falta de malandragem
De golpes milionários
Mídias sanguinárias
Exuberância do banal
É o que passa por essas paragens
Uma moral ordinária
Com, deputado homofóbico.
Que faz a fé passar mal
Bate fundamentalismo no pleito
Afronta a inteligência do cidadão
Nivelada por baixo
Escreve com mão de chagas
Sem linhas de peregrinação
Ignoram que o país é laico
Sem nenhuma objeção
Multiplicam-se como pragas
Não interessa a eles minha religião
A questão não são as crenças
Há também as diferenças
Esperança de mundo novo
E a oportunidade bate
As portas corta fogo
Com isolante de ofensas
Para fazer parte da cota
E não estatística do abate
E garantir sua vaga
Sobreviver nessa vida ingrata
Onde mais idade padece desigualdade
Montante da discriminação
De um sistema que ralha
Uma sociedade de chacotas
Quem precisa não ha acessibilidade
Prestativo missionário
Preservativo de broxa
Maquiavélico em cristo
O Sanguessuga prosaico
Fogo no rabo do negro
É lareira de muita Carlota
E as lady das paradas
Com bandeiras listradas
Vive constante risco
De serem mortas como baratas
A mando desse bispo
Entre os falidos de falo
“ Muller te esbofeteio”
O resumo da opera
Democracia é para minorias
Numa ditadura de massas
Parece que sou otário
Dentro desse cenário
O mórbido é o descaso
Marca-se cada talho
Das mesas do plenário
Nem tenho talento para tanto
Mas quero que me veja
Sendo assim saio vociferando
Solto aos quatro cantos
E que ecoa esse chega
A indignação dos solitários
Um, puta que o pariu e dois caralhos
SÉRGIO CUMINO
convido a todos para conhecerem meu blog http://poesiasergiocumino.blogspot.com.br/
Comentário de Gel Santos em 3 abril 2013 às 6:51 NAS ESQUINAS DA MINHA CIDADE
Nas esquinas da minha cidade o abandono
cheira a morte!
Gente comendo lixo no silêncio da noite!
Papelão virando camas nos passeios gelados.
Em cada corpo caído uma execução!
Ao som do trio elétrico, carnaval e futebol!
Mas tudo bem!
Essas cenas não são cartões postais
Porquê representa as sujeiras dos grandes...
refletida na miséria da população.
Gel Santos,2013
Série: Poema Curta-Metragem
Salvador-Bahia
Comentário de Sérgio Cumino em 26 março 2013 às 2:17 MINHA FAUNA AFLORA
Olhar busca o etéreo
Recebe o que arrepia
É horizonte e interno
Nas profundezas do mim
É o sonho que assovia
E da paz à vontade
Sentido aos infernos
Altivez ao que deprecia
Como sons de clarins
Espirito dos viajantes
Ao mundo que não sabia
Onde não depende
Senha, pauta, petição.
Contrapondo o que é afim
É seguir doravante
Sentidos têm outras vias
O provir esta além
E tudo que deliciam
Para liberdade amar
Viver é participar de cada aula
Sol muda em instantes
E o degrade radia
Clarividência e a mente
Agora somos que vemos
Integra-se a fauna
Na arte da lente
Desejos na fotografia
Vive-se um novo ventre
Projetado ao mirante,
Planície da alma
E sua supremacia
E põe-se a meditar
E aquela cachoeira adiante
Onde a vista pode alcançar
Há véu de essências
Do meu bem querer
O segredo é dizer
Para o suspiro banhar
Sem reticências.
Avante se vê o mar
Imergi no seu oceano
Útero do inconsciente
Laboratório do caos
E vir novos signos da fé
E torna-se catedral
Entende o ser que é
Avista o que se tem
Respeita o que vê.
Com respirar profundo
Testemunha o crepúsculo
Meu equilíbrio para o mundo
SÉRGIO CUMINO
convido a todos para conhecerem meu blog http://poesiasergiocumino.blogspot.com.br/
Comentário de Sérgio Cumino em 16 março 2013 às 22:41 CADE VOCE MULHER?
Cade voce mulher?
Que tanto anseia, e não arreda pé.
Não tira o véu para se sentir
Procura-se e esquece-se do que é
De uma espiada por trás da cortina
E sinta os caminhos que está por vir
E assim quem sabe ao invéz de,
Na ciranda do despetalar da margarida
tremer quando puxa o bem me quer
Veja que o te reservas vai além do manto
Percebas que através do pranto
A mãe terra que hidrata suas raizes
Os ventos a faz guerreira
O pulsar de suas inquietudes cria o mar
E seu amor como cachoeira
Berço da intuição divina
E dominas a magia do amar
É fruto abençoado desde menina
Em qualquer cultura é matriz
É a força que o homem inveja
Por isso a birra de reizinho
E participa do circulo de giz
Bate o pé emburra o menino
E acredita ter o mando da peleja
E até na subserviência e generosa
Olha contemplativa e diz assim seja
No fundo nesse jogo imaturo do meu
Que por muitas vezes deixa-se jogar
No íntimo da fé sabes o que Deus lhe deu
Porque sabes a hora da ribalta terminar
Nao são suas mãos, mas o coração que caleja.
E sabes quando chamar sua cria para jantar
SÉRGIO CUMINO
Homenagem a todas mulheres do correio nago e convido a todos a conhecerem meu bog http://poesiasergiocumino.blogspot.com.br/
Comentário de Gel Santos em 16 março 2013 às 11:13 TUMBEIROS
Que navios foram esses?
Que tingiram os oceanos
de vermelhos, misturando
corpos as correntes no
mundo inteiro.
Tumbeiros, prisões flutuantes
por mares sempre navegantes.
Levando vidas para morte!
Banzo, saudade!
Moites carregadas de ventos...
despedaçando seres humanos
como se fosse objetos.
Genocídios, estupros,
desigualdades,racismo,
impunidades.
Situações que ainda se vivem nos
dias de hoje
Gel Santos,2010
Série: Poema Curta-Metragem
Salvador-Bahia
Comentário de Otacílio Favero de Souza em 16 março 2013 às 10:18 Quero também parabenisar o Paulo Rogério e a amiga Gel santos. Vocês dois são maravilhosos.
Comentário de Otacílio Favero de Souza em 16 março 2013 às 10:17 Minhas queridas e meus queridos amigos. Tenho estado muito feliz por estar nesse site e nesse grupo. Tenho lido as poesias. Lindas pelas formas brilhantes pelos enfoque e maravilhosas pelas mensangens e pelo teor de sensibilidades.
Obrigados por vocês estarem me brindando com tanta beleza. Gostaria de propor, pois não sei se há, um seminário nacional de poetas e poetisas negras e negros. Que acham.
Comentário de Sérgio Cumino em 14 março 2013 às 23:28 NOTAS DA FÉ
As notas que invocam
Rochas do incerto
As marés dos desertos
Rios do que nos somos
Os coros dos quadrupedes
Cantam a opera dos deuses
Assim como sino dos ventos
Coreografam bambuzais
Na batuta das varas magicas
Pelas ondas que ninguém vê
Rezam-se sobre a cabaça
O rito dos ancestrais
Fiel declarando amor
Na pele mítica do tambor
Os pés saltitam solo abençoado
Pela força do rum é celebrado
Saudação intima do xirê
Encantos do que é encantado
O que torna útero o ilê
Cifras do alem sem engano
São as sete renda do bailado
Pés do caboclo no seu xaxado
A devoção de quem tem rumbe
Dimensões sem tamanho
Vibrações dos gregorianos
Cítaras do povo alado
Violino do cigano
Seja no universo onírico
Ou a beira do fogo sagrado
Em comunhão com afoxé
De ouvintes a canto mítico
A música que banha alma
Inflama e acalma
os mistérios do coração
De quem tem fé
SÉRGIO CUMINO
BLOG SÉRGIO CUMINO : http://poesiasergiocumino.blogspot.com.br/
Comentário de Belezas de Kianda em 13 março 2013 às 17:19 Legal! Valeu por compartilhar aqui com a gente!
Comentário de Gel Santos em 12 março 2013 às 16:56 PALAVRAS
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