Aparecido Raimundo de Souza
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Presentes recebidos (1)

De Nyyra
 

Página de Aparecido Raimundo de Souza

Esparrela (*) Texto de Aparecido Raimundo de Souza. “O amor abre portas e janelas, a burrice, fecha” Pachá. Não adianta meu amor, você ligar de cinco em cinco minutos, dizer que está indo aqui e ali, me dar relatório de um peido solto às carreiras, as oito, minutar uma cagada intransigente, as nove, expor em detalhes ter coçado a cabeça da cachorrinha de estimação, as dez, e, as onze, informar alguém ter batido em seu portão, lhe assustando, se o momento mais sublime foi jogado fora. No lixo, no ralo... Igualmente remediar a lacuna deixada e ligar para saber se eu almocei, se tomei café, se jantei, quantas mijadas meu pinto mijou desde a hora em que acordei até a hora em que voltei para a cama, se o instante que seria o mais importante do nosso relacionamento se perdeu no vazio da frustração. E que frustração!... Não justifica, não fundamenta, não reabilita, não legitima, após caso consumado, sessenta telefonemas de dois em dois minutos, não sei quantas mensagens cheias de palavrinhas melosas, ou uma enxurrada de correio de voz, para ouvir lamurias, se logo em nosso primeiro mês (que seria o da comemoração de um mês de namoro) você me deixou a ver – não navios, mas uma frota de ônibus chegando de todas as localidades possíveis e imagináveis - e eu, ali, procurando seu rosto na multidão, ansioso, oprimido, angustiado, ofegante, cheio de amor pra dar e a sua ausência, falando alto, um lapso anormal gritando em meus ouvidos, “eu não estou, eu não estou, eu não estou, te fiz de besta...” Nós, homens, somos realmente animais indomáveis quando entra no meio o amor. Nos transformamos em uma espécie de besta fera. E, como tal, nos tornamos estúpidas e quadradas. Gostamos, e, nesse gostar, entregamos o coração, empenhamos o sangue em troca de meia dúzia de besteiras no pé do ouvido... E logo a decepção chega como uma bordoada dolorida. Aflora ensandecida, deixa marcas como um soco potente no meio do rosto... Não foi diferente comigo. Você acredita meu amor, que a nossa conversa ao telefone ainda está remoendo em meus tímpanos como um látego martirizante? Por mais que tampe os ouvidos, por mais que procure esquecer, deixar de lado, ela se faz repetitiva, maçante, mal vinda, mal resolvida. -“... Onde você está? - Em casa. E você? - Na rodoviária. Acabei de chegar. - Que vergonnnnnnnnnnha...! - E agora? Que ônibus pego? - Você está em que lugar da rodoviária? - Na entrada principal. - Então vai indo. Atravessa a passarela e pega o Edem...”. Meu amor, você não imagina que eu, em sã consciência, sairia da rodoviária àquela hora da manhã feito um panaca, cheio de bagulhos nas mãos e cruzaria a avenida para tomar um ônibus do outro lado. Não falando ao telefone, evidentemente... Ainda assim, arrisquei. Desliguei o aparelho e apressei os passos. O tal Edem passou. Aliás, minha querida, contei seis ônibus num intervalo de meia hora. Edem. Viação Mageli. Deparei, entretanto, com um probleminha. Os motoristas passavam por fora, não paravam... Mais uma vez – pela segunda, num curto intervalo, entrava em cena aquela história de ficar boquiaberto feito um desmiolado observando os coletivos... E naquela pressa desenfreada, passageiros iam se maldizendo na saudade de terem ficado para trás. Era como se cada condutor, ao volante, precisasse tirar o pai da forca... Encapelado, me enchi, ou melhor, me abundei de razão. Pintou um 322 prenho, até a boca e eu, pá, pulei dentro. Lasquei com meu ódio para a Ilha do Governador. No caminho liguei para a Carina, minha secretária. Ao descer no Tom Jobim (depois de baldear de condução), ela me disse que a esperasse, pois logo chegaria com os bilhetes para voarmos São Paulo. Enquanto isso, remoendo minha cabeça... “... - Pega o Edem! Esqueceu? Passa aqui na porta de casa...” Ora, doce amada! Se quisesse, realmente que eu fosse para o paraíso, dar com a Eva, acredito que você estaria lá no terminal Novo Rio esquentando o banco, me esperando incansável e cheia de segundas intenções. Seu Adão, coitado, diante desse súbito e inopinado acontecimento, ficou pelado, sonhando com as delicias e prazeres voluptuosos, o pau murcho, mortalhado, inerte, insensível, escondido entre as pernas, a viola no saco e, para piorar o quadro, uma porra de uma cobra vestida com a camisa do PT querendo que eu mordesse um pedaço da maça... Quero que você saiba não somos obrigados a marcar coisa alguma. Todavia, se damos a nossa palavra, se a entalhamos, se a esculpimos, ela deve ser cumprida, à risca. Evita contratempos, chateações, estresse, desconfortos, entre outros entreveros intragáveis. No meu caso, particularmente, esses entraves todos não me tiraram o brilho do coração, a alegria contagiante da alma, ou o viço do momento. O que magoou, pisou, contundiu o que tocou fundo, contristando, melindrando, o que me deixou pesaroso e pê da vida, querida e simpática doce amada, foi o presente que comprei pra você com carinho especial. A lembrança molhou, devido à forte chuva, e, para não lhe causar má impressão, na hora da entrega, me vi na obrigação de refazer o pacote. Que decepção!... O que faço agora com o embrulho? E a sua voz, imparcial, fria, lacônica: “... - Pega o Edem, pega o Edem...”. Responda: que destino dar ao presente? “... – Puxa, que vergonnnnnnnnnnha!...” “... – Vai indo, atravessa a passarela...” “... – Pega o Edem, pega o Edem...”. O seu brinde, a sua dádiva, envolta em um papel cheio de coraçõeszinhos, premido pelo descaso, calcado pela mágoa de ter sido rejeitado (seria para comemorarmos nossos primeiros trinta dias) FOI PARAR, INCONTINENTE, NA PRIMEIRA LATA DE LIXO QUE ME DEU BOM DIA À HORA EM QUE TOMAVA UM CAFEZINHO DE DEJEJUM. (*) Aparecido Raimundo de Souza, 58 anos é jornalista. Twitter: @ARSESCRITOR E-mail: aparecidoraimundodesouza@gmail.com Congonhas, São Paulo, 20 de maio de 2011.

A FOSSA DO ACETÁBULO

 

 

(*) Texto de Aparecido Raimundo de Souza.

 

 

“O que escrevo é apenas parte do que sinto, a outra parte finjo que minto e acredito”.

Lau Siqueira.

 

 

EUSTÁQUIO NÃO ESQUENTAVA O SOFÁ DA SALA POR MUITO TEMPO em companhia de um rabo de saia. Podia ser loira, morena, bonita, feia, burra ou catedrática em literatura portuguesa. Nenhuma se encaixava nos princípios básicos que regem a união estável entre dois seres normais. Fosse esquisito, ou mal ajambrado, até se arranjaria uma desculpa esfarrapada, mas nada, o cara fazia parte desses homens de corpo sarado, físico de atleta, trinta e cinco anos bem distribuídos, além de ostentar o posto de pequeno empresário bem sucedido. Administrava, com sucesso, uma rede de oito padarias, com lojas fartamente equipadas e movimentadas. Possuía, na garagem dois carros importados, um apartamento em Copacabana, na Avenida Atlântica, de frente para o mar e um sítio em Volta Redonda, às margens da Via Dutra, recanto afastado do burburinho da capital onde costumava passar os domingos e feriados com amigos e parentes.

 

Na verdade, para Eustáquio, o destino sempre se mostrou extremamente generoso, propiciando posição de vanguarda com ascendência inimitável, status social sólido, dinheiro à beça nos bolsos para gastar e mulheres, muitas mulheres. Contudo, não conseguia estabelecer um padrão de vínculo afetivo e duradouro com elas. Contava a décima segunda e tudo indicava, a cerimônia do rompimento logo se faria avizinhar. Claro que o fim, desta vez, seria bem diferente dos onze casos passados. Chegaria, como chegou, ao fim da linha, de maneira espantosa e inesperada. Contudo, bem... não teria a menor graça partir logo para o desfecho da história, sem primeiro narrar um pouco do sufoco pelo qual passou nosso herói antes de encontrar verdadeiramente o amor da sua vida, ou seja, a Rayanne, pivô de toda a sua luta de glórias, da força de vontade e do desejo de viver e de ser feliz, pelo menos um pouquinho.

 

Tudo começou com a Eliane. Arranjou, com essa mineirinha de Juiz de Fora, dois garotos: o Luiz Cláudio e o Edmundo. Meses após o nascimento dos herdeiros, Eustáquio se viu abandonado. Eliane simplesmente sumiu na poeira. Veio a Paula. Eustáquio viajou na maionese. Pensou tivesse achado a sua tampa de panela. Usou uma estratégia diferente com essa, a estratégia própria das cobras e serpentes: deu o bote. Carimbou os passaportes de quatro coisinhas fofas, com direito a passearem, de graça, no bico da cegonha. Priscila, Maria Antônia, Roberto Carlos e Iasmim. Parou aí. Com a terceira, objetivando não se privar da postura de procriador real, e escudado numa simbologia de êxtases fertilizadores, furou o couro como um Davi a lançar por terra o gigante Golias. Rosa Luíza conseguiu acorrentar o coração do afortunado, lhe presenteando, num “beau geste”, trigêmeos. Passado um tempo, Rosa Luíza, (tal como Paula e Eliane), juntou as tralhas e também bateu em retirada.

 

Surgiu, em cena, a quarta. Seduzida pela magia dos palavreados e poesias copiadas dos livros de Fernando Pessoa e Mário Quintana, Tatiana não deixou a peteca cair. Trouxe à luz um casal de pimpolhos espertos e sapecas a vera-efígie do pai. Manteve a lareira acesa, com muita lenha queimando, por seguidos janeiros, depois, escafedeu na fumaça, sem deixar rastros.

 

De armas e bagagens, Regina, a quinta, aportou radiante no pedaço. Novinha e sobressaindo as anteriores, Eustáquio, perto dela, sentia a alma revestida na plumagem de um adolescente com toda a energia e robustez dessa idade. Não fez feio. Na hora do roça-roça das partes salientes, caprichou. Dessa expedição ao monte proibido, nasceu Carmenzinda, uma menininha encantadora como bonequinha de vitrine. Mas nem esse anjo angelical serviu de suporte para segurar Regina. Mãe e filha ultrapassaram, numa certa manhã chuvosa, a linha divisória da porta da sala com destino à farmácia e de lá tomaram um táxi para o desconhecido.

 

O mesmo desfecho se repetiu com a Mônica, Solange, Rafaela, Joana, Lurdes e Catarina. Eustáquio não deixava as “esposas” se estabilizarem no cargo. Longe dizer, negasse servir aos instintos bestiais oriundos dos prazeres da carne, a propósito, esses impulsos saltavam de seu âmago como lobos famintos sobre cordeiros indefesos. Mas então, por que esses enlaces “relâmpagos” misteriosamente retrogradavam sem explicações plausíveis? Que segredo havia por detrás da personalidade desse cidadão comum e aparentemente pacato? O que lhe impedia acertar na complicadíssima loteria de Eros?

 

Igual ao bater de uma varinha de condão, de repente, se apagavam os spots e a vida tranqüila do infeliz, guinava trezentos e sessenta graus. Ele ia e voltava ao mesmo lugar, como se carregasse uma praga de mãe. Sua escassa felicidade afundava numa escuridão brutalizada. Com a rapidez de um relâmpago, Eustáquio pintava, à tira colo, rebocando um par de pernas diferentes. Dia seguinte, a criatura virava poeira. Aliás, todas as encrencas de Eustáquio criavam asas enormes e voavam como pássaros retirantes emigrando sabe Deus para onde. Tempos adiante, reapareciam como levantadas das cinzas. Aí jogavam o desafortunado nas malhas da justiça com a finalidade de cobrarem pensões não pagas ou receber indenizações milionárias por serviços prestados pela metade.

 

Corriam boatos os mais atemorizantes e cabeludos. Eustáquio possuía, no meio das pernas, um troço medonho, como uma terceira perna de um tripé, além do tamanho mínimo necessário. Parecia um jumento. Assombrava as donzelas incautas, pretendidas a se entregarem aos deleites do rala e rola. Sequioso por sexo, não se contentava com uma, tampouco com duas, dava conta de três, ou mais. Desrespeitava os redutores eletrônicos do “proibido ultrapassar”, mesmo quando as dondocas lhe acenavam de caçapa trancafiada os famosos lacinhos vermelhos.

         

           No contra-fluxo, cascavéis de péssimo humor estardalhaçavam: em Eustáquio amargava a figura doentia de um safardana da pior qualidade. Um cara nojento que gostava de transar à força, obrigando as pseudobeatas a promoverem o sadomasoquismo, introduzindo, via anal, garrafas de coca cola, cabos de vassouras, recipientes de xampus e objetos adquiridos em casas especializadas na venda de produtos eróticos.

 

Afinal, em meio a toda essa celeuma, o que acontecia de estranho em sua vida, que não o deixava se aquietar nem com preta nem com branca, gorda ou magra? Por que o troca-troca interminável? À vista dessas futricas e fofocas, se não havia nada de errado com a melhor parte de identificação de seu corpo, o que o transformava num joguete nas mãos femininas? Em meio a tantas futricas, as hipóteses mais cabeludas bailavam acaloradamente, porém, logo em seguida, minguavam por não ter quem desse a elas, sólida sustentação. Quadra salientar, nessa celeuma de fios e nós, somente uma peça importante revelava o mapa sistêmico da situação: Eustáquio, “malgré tout”, não carregava, entre as pernas um negócio descomunal. Em igual trilhar, não cultivava o prolixo, ao contrário, abundantemente prolífero, como ele, era até difícil encontrar um espécime dando sopa. Jamais forçava as jovens com quem tivera algum tipo de caso a coabitarem, senão por vontade consciente e, longe do pensamento estimular prazeres através de sofrimentos alheios.

 

A panorâmica do ponto nevrálgico surgia a partir de um inesperado ronco turbinado ocupando todos os cantos da casa. Dava medo escutar. Tudo reinava em clima de serenidade até o instante de colocar o esqueleto na horizontal. Desse modo, quando pintava a cama quentinha, num simples fechar de olhos pegava no sono, danava a produzir um som estrepitoso como se chacoalhasse desordenadamente a boca. Dito de outra forma: o apito se afigurava tão pavoroso e diruptivo que espantava até o capeta, se por ventura despontasse dos porões do inferno comendo mariola e bebendo cachaça com enxofre. A bem disso, não havia rabo-de-saia que tolerasse, a graus de submissão, dividir pratos e talheres, enrabichado com um casca-grossa escroto, assemelhado a uma dessas britadeiras antigas de triturar pedras. Ainda mais na hora de tirar uma pestana.

 

Empurrões, beliscões e travesseiros duros não davam jeito. De bruços, de barriga para cima, de lado, não predominavam meios termos. Coisa alguma estancava o regougar cavernoso. A respiração estertorosa, como um pedido de socorro vindo do interior mais profundo, soava intermitente, sobressaia às paredes do quarto, perturbava, amolava, enchia o saco. Grosso modo: tirava a tesão da mais espirituosa das gazelas, como se alguém jogasse, inesperadamente, um balde de água fria.

 

Sem saída e, diante dessas questões com as viragos, decidiu procurar um especialista em perturbações e seqüelas do sono. Descobriu, após uma bateria de exames, que sofria de apnéia, ou seja, algo que agia descontinuando a respiração enquanto viajava nos braços de Morfeu. Daí o ressonar estrondeante vindo à baila. Segundo o clínico, o tal entrave, além do barulho esquisito, poderia ocasionar um acidente vascular cerebral, uma cefaléia matutina, arritmias noturnas, entre outros eventos desagradáveis. Igualmente causar um enfarto ou provocar um derrame, e fazer o sujeito bater a caçoleta de um minuto para outro. O doutor mostrou ao Eustáquio uma revista médica com uma reportagem completa sobre o distúrbio que aterrorizava mais de quinze milhões de brasileiros. Claro, ele estava no meio dessa gente toda. Daí não dar certo com a mulherada. Tudo ia bem. Era só ouvirem o cara roncar que o amor acabava.

 

Triste, frustrado, melancólico, e não obstante, com um medo danado de pular dessa para a terra dos comedores de capim pela raiz, Eustáquio se viu, de repente, perdido no entroncamento da longa estrada de sua vida, aonde o caminho que vinha seguindo desde a infância se abria em duas estradas de destinos incertos. E agora, qual seguir?

 

Não poderia abrandar ou enfraquecer. Sua melhor fase ainda estava por sobrevir. Com o positivismo à flor da pele e o coração batendo acelerado, partiu para a luta, sem esmorecer. Comprou apartamento zero quilômetro, mudou da Tijuca para Copacabana e se enrodilhou com a Rayanne, uma rapariga (a 12ª da sua lista) bastante poposuda, quase adolescente, saída recentemente da casa dos dezessete. Recém-contratada da nova leva de moças que apareceu para preencher a vaga de caixa em uma de suas padarias. Lembrava a Paula Picarelli, aquela atriz que fez sucesso no papel da primeira mulher homossexual na pele da Rafaela, em Mulheres Apaixonadas, da Rede Globo. Para evitar atritos com a nova conquista, Eustáquio decidiu que precisava o mais urgente possível se ver liberto da doença. Envolvido nessa intenção, ligou para um amigo. O amigo lhe indicou uma mãe-de-santo “porreta”.

Ela jogava cartas, taro, runas, pedras, buraco, vinte e um, víspora, palitinho e além de mãe de santo era também vidente e mexia com numerologia. Dona Valquíria da Bahia de todos os santos. A mulher pontificava, sem modéstia, que qualquer do povo, com suas prescrições e aconselhamentos, alcançava a vitória. Chegada a pouco, de Salvador, fazia e desfazia mandingas de macumbaria, bruxaria e feitiçaria. Trazia a pessoa amada de onde estivesse. Resolvia questiúnculas de saúde, negócio, inveja, dinheiro, impotência, vícios, nervosismo e stress.

 

Diante desse quadro, Eustáquio se sentiu refrigerado. Seus conflitos logo estariam solucionados. Marcou com a dona que se escondia em Mangaratiba, subúrbio bem longe do centro da cidade. O guia que baixava no pedaço, principiou por fazer o Eustáquio montar num jegue durante doze quartas-feiras, completamente pelado e bebendo urina de moça virgem com mel. O jegue pertencia à macumbeira, que o alugava a R$ 200 reais por sessão. O mesmo acontecia com o mijo que brotava das entranhas de sua filha. A baiana arretada jurava, de pés juntos, que a beldade era imaculada por dentro e por fora. Pelo sim, pelo não, por esse xixi raríssimo, Eustáquio desembolsava R$ 100 reais por garrafada. Pintou uma seqüência de sete sábados, onde comia cocô de recém-nascido com cerveja, tendo nas mãos, uma imagem de São Benedito virada de cabeça para baixo.

 

Devido as constantes correrias para levar a termo esses trabalhos, Eustáquio ficava com a mente completamente em frangalhos. Nos dias e horários combinados, largava os afazeres, pegava o carro e se precipitava para a casa da espertalhona. Gastava duas horas para chegar. No regresso, a mesma rotina, além do tempo que perdia executando as simpatias impostas.

 

Quase cinco meses e meio nessa lengalenga. A boa samaritana, na verdade, engordava os fundos do colchão. Tocava a puxadinha do barraco que, segundo seu mentor, conhecido por Pai Vence Demanda de Obapracá, seria para expandir o centro espírita e, dessa forma, atender com mais comodidade a leva de necessitados que, a cada começo de semana, proliferava em número cada vez maior. E o ronronar que é bom, nada de estancar.

 

Por derradeiro, surgiu em cena a história do caixão. Eustáquio se deitaria num ataúde com folhas de Alecrim, Arruda e Comigo Ninguém Pode, ao tempo em que rezaria meia dúzia de Pai Nossos às avessas. Esse ritual teria, impreterivelmente, que ser levado a cabo numa sexta-feira à meia noite em ponto. A sexta chegou. Eustáquio saiu por volta das 21 horas de casa, depois de jantar calmamente em companhia da linda e esvoaçante Rayanne. Dona Valquíria já o aguardava, com toda a parafernália armada. Recebeu R$ 500 reais pelo aluguel da estranha peça negra de madeira, posta em uma mesa com quatro velas acesas em enormes castiçais.

 

Eustáquio se encontrava realmente cansado, abatido, olhos fundos, corpo implorando por um banho demorado, uma massagem nos pés, quem sabe uma trepadinha em meio aos lençóis limpinhos e cheirosos, para findar bem a noite. Faria tudo isso na volta. Quando se pilhasse em casa, daria um trato bem dado na sua bela e querida musa. Rayanne que se preparasse. Ele ia dar trabalho. Quem sabe até partisse para mais um filho! A raspa de tacho. O caçula. E por que não? Todavia, embora sonhasse antecipadamente com essa chegada triunfal, preocupações descomedidas não lhe davam tréguas. Não via sinais de melhora por menor que fossem. E dinheiro saindo dos seus bolsos, ora para isso, ora para aquilo, uma porrada de velas brancas, pretas, de sete dias, os cambaus. Fez, então, um juramento. Seria a última cartada. Ou dava certo agora, ou mandaria dona Valquíria à merda.

 

Assim pensando, deitou com cuidado no esquife. Vagarosamente. Dona Valquíria, mais a filha, fecharam a tampa. O negócio duraria uma hora. Bastante compenetrado, Eustáquio se concentrou nos Pai Nossos. Não poderia errar, tampouco esquecer uma palavrinha. Precisava afastar a fadiga, a torpeza dos olhos, o desânimo do corpo, a dormência das mãos. Havia tido um dia tumultuado e corrido. E a Rayanne? Antes de dormir queria tirar umazinha...

 

“...Iap osson, euq siatse on uec...

Um dia estafante e sem tréguas para alguns minutos de descanso.  

 

Nessa de reza daqui, reza dali, reza acolá, cochilou bonito no escurinho gostoso e aconchegante da urna mortuária. Igualmente passou do cochilo ao entorpecimento profundo e então roncou como nunca havia roncado e babou como jamais havia babado. E sonhou com a sua Rayanne, sonhou com a fodinha que lhe daria quando botasse os pés em casa... sonhou com o filho que pretendia ter com ela... a raspa de tacho, sonhou... sonhou...

 

Teve morte súbita.

 

(*) Aparecido Raimundo de Souza é jornalista

 

Contatos:

 

Twitter: @ARSESCRITOR

E-mail: aparecidoraimundodesouza@gmail.com

 

 

 

 

 

 

 

Sem cura

(*) Texto de Aparecido Raimundo de Souza.

Amigo leitor serei curto e grosso. Farei uma pergunta direta e reta, uma pergunta básica, sem meios termos, sem rodeios. Responda antes que você também se transforme na próxima vítima. Se já não é. Qual destes dois tipos de câncer não tem cura:
SERRA, DILMA,
DILMA, SERRA,
SERRA, DILMA,
DILMA, SERRA,
SERRA, DILMA,
DILMA, SERRA,
SERRA, DILMA,
DILMA, SERRA,
SERRA, DILMA,
DILMA SERRA,
SERRA, DILMA,
DILMA, SERRA,
SERRA, DILMA,
DILMA, SERRA,
SERRA, DILMA,
DILMA, SERRA,
SERRA, DILMA,
DILMA, SERRA,
SERRA, DILMA,
DILMA, SERRA?
Antes de expressar sua opinião, é bom que compreenda, desde agora, alguns pontos cruciais. Estas doenças DILMA E SERRA, atacam sem aviso prévio. Como erva daninha, se dilatam. Uma vez instaladas em seu organismo, não existe cura, não há saída, não há volta. Seus sonhos, desejos, vontades, seus dias de vida útil estão contados. Você, aos poucos, entrará num processo de definhamento, e não perceberá. A extenuação é tão forte, a degenerescência da carne é tão vil, tão silenciosa, que corrói suas entranhas de forma espantosa. Estes dois intrusos (até agora desconhecidos da Organização Mundial da Saúde) transformarão você, em questão de dias, num corpo inerte. Do estado cadáver, saiba, de antemão, não há volta, só ida. Não há futuro, só retrocesso... E ao invés de quatro, sete palmos de terra... Estes tumores vêm pelo ar, entram na sua casa pelos aparelhos de rádio e televisão, mascarados pelos horários políticos gratuitos, fazendo as cabeças dos infelizes indefesos, inflamadas pelas repetições desenfreadas, como um látego martirizante, inconstante, intermitente...
DILMA, SERRA,
SERRA, DILMA,
DILMA, SERRA,
SERRA, DILMA,
DILMA, SERRA,
SERRA, DILMA,
DILMA, SERRA,
SERRA, DILMA,
DILMA, SERRA,
SERRA, DILMA,
DILMA, SERRA,
SERRA, DILMA,
DILMA, SERRA,
SERRA, DILMA,
DILMA, SERRA,
SERRA, DILMA,
DILMA, SERRA,
SERRA, DILMA,
DILMA SERRA,
SERRA, DILMA
DILMA, SERRA,
Estes cancros malignos, portanto leitor amigo, debilitam, prostram, subjugam e abalam. Sobretudo, contribuem para que você, meu amigo, se humilhe, se quede vencido, vergado a debilidade da sua própria estupidez. É o caso do nosso Brasil. Ele está às portas da derrota, da banca rota, do jugo vil e infame, atado, de pés e mãos, a estas desgraças sem precedentes. E sabemos todos que não existe um remédio milagroso e eficaz. O antídoto que esperamos como um milagre a renascer das cinzas, ainda não foi descoberto pela ciência. Mesmo norte, tais doenças, cônscias da sua voracidade, da sua fome de destruição, parecem ter vida própria; vida e fôlego em abundância. Por esta razão, se prevalecem se alastram se espalham, se estendem, se multiplicam e se reproduzem. Contagiam, propagam... Esmagam...
Conseguiu absorver as explicações que foram trazidas? Então, responda: qual destes dois tipos de câncer não em cura?
SERRA, DILMA,
DILMA, SERRA,
SERRA, DILMA,
DILMA, SERRA,
SERRA, DILMA
DILMA, SERRA,
SERRA, DILMA,
DILMA, SERRA,
SERRA, DILMA,
DILMA, SERRA,
SERRA, DILMA,
DILMA, SERRA,
SERRA, DILMA,
SILMA, SERRA,
SERRA, DILMA,
DILMA, SERRA,
SERRA, DILMA
DILMA, SERRA,
SERRA, DILMA,
DILMA, SERRA...
Se naõ conseguiu atinar com a chave do mistério, estas maledicências vao continuar lhe corroendo. Minuto a minuto, segundo a segundo, INDEFINIDAMENTE!...

(*) Aparecido Raimundo de Souza, 57 anos é jornalista.




 

 

EM TUDO O QUE FAZEMOS NESSA VIDA SEMPRE HÁVERÁ DE COMEÇAR PELA PRIMEIRA VEZ.


(*) Texto de Aparecido Raimundo de Souza.


Em Mogi das Cruzes, São Paulo, existe um jornal de grande circulação, chamado “O Diário” que abrande várias cidades, como Suzano, Estudantes e Ferraz de Vasconcelos, entre outras. Numa de suas edições, ou mais precisamente no dia 6 de abril deste ano, na coluna “Caderno A”, do meu amigo e companheiro Chico Ornellas, grande jornalista e também membro do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo, ele fez publicar, a preciosidade que abaixo faço transcrever, na íntegra. Tive o cuidado de mandar para o Ornellas um e-mail indagando se o texto era de sua lavra, ou não, e, se a resposta fosse negativa, se o prezado saberia declinar o nome do verdadeiro autor. Mas o meu amigo Chico, ocupado, como sempre, não me respondeu. Uma pena. Dessa forma, como achei o conteúdo do trabalho muito interessante e, mais que isso, de profundo cunho psicológico, resolvi publicar, até porque, além da simplicidade contida no texto, ele se torna denso e ao mesmo tempo meditativo. Nos leva a parar e a refletir um pouco mais sobre a nossa primeira vez. Em tudo o que fazemos, nessa vida, há sempre a primeira vez. Me perdoe, velho Chico, se não esperei por sua autorização; mil desculpas por não ter insistido com você, num outro e-mail, ou telefonado para a redação. Quero que entenda que o texto me tocou tão dentro da alma, que resolvi correr, pela primeira vez, o risco do colega brigar comigo pela primeira vez; zangar comigo pela primeira vez; me processar pela primeira vez; enfim, pela primeira vez; acho que o meu público, como o seu, tem o direito de compartilhar de momentos bons, de palavras lindas e alentadoras, como as contidas nesse trabalho. Mande notícias, meu velho. Ai vai, portanto, amigo Chico, em sua homenagem, e em nome da nossa amizade, o magnânimo e literalmente perfeito “QUAL A ÚLTIMA VEZ QUE VOCÊ FEZ ALGO PELA PRIMEIRA VEZ?”. Em especial dedico a todos os meus leitores.

Eu nasci pela primeira vez...

Eu falei pela primeira vez, eu andei pela primeira vez, eu corri pela primeira vez; eu caí pela primeira vez; eu namorei pela primeira vez; eu casei pela primeira vez; eu briguei pela primeira vez; eu beijei pela primeira vez; eu assinei um cheque pela primeira vez; eu tive um cheque recusado pela primeira vez; eu tive um titulo protestado pela primeira vez; eu tive um amigo importante pela primeira vez; eu fui importante por um minuto pela primeira vez; eu comprei a credito na Casa Bahia pela primeira vez; eu viajei de avião pela primeira vez; eu fui de subúrbio para São Paulo pela primeira vez; eu subi ao topo do Empire State Building pela primeira vez; eu vi as luzes de Paris pela primeira vez; eu assisti a um show da Brodway pela primeira vez; eu fui ao Museu do Ipiranga pela primeira vez; eu cumprimentei Pietro Maria Bardi pela primeira vez; eu votei em Junji Abe pela primeira vez; eu fumei um cigarro pela primeira vez; eu me apaixonei pela primeira vez; eu recebi um salário pela primeira vez; eu fui demitido pela primeira vez; eu fui promovido pela primeira vez; eu andei de bicicleta pela primeira vez; eu atravessei o Atlântico pela primeira vez; eu paguei um sepultamento pela primeira vez; eu assinei um jornal pela primeira vez; eu tive uma relação sexual pela primeira vez; eu atravessei o Canal da Mancha de trem pela primeira vez; eu andei nas balsas do Guarujá pela primeira vez; eu fui a Niterói de balsa pela primeira vez; eu xinguei o programa do Faustão pela primeira vez; eu assisti “E o Vento Levou” pela primeira vez; eu dirigi um carro pela primeira vez; eu levei uma multa pela primeira vez; eu desobedeci meu pai pela primeira vez; eu fui ao cinema pela primeira vez; eu fui ao teatro pela primeira vez; eu fui a zona pela primeira vez; eu assisti a um strip tease pela primeira vez; eu comi um Bife Esquisito pela primeira vez; eu tomei um porre pela primeira vez; eu fui à praia pela primeira vez; eu vi o mar pela primeira vez; eu namorei em Paquetá pela primeira vez; eu visitei a Cruz do Século pela primeira vez; eu fui a Sabaúna pela primeira vez; eu dancei ao som de Conniff pela primeira vez; eu cantei uma música de Chico Buarque pela primeira vez; eu assobiei o tema de “A Ponte do Rio Kwai” pela primeira vez; eu desfilei em uma escola de samba pela primeira vez; eu subi no Pão de Açúcar pela primeira vez; eu tomei uma caipirinha pela primeira vez; eu torci pelo Corinthians pela primeira vez; eu decidir torcer pelo Corinthians pela primeira vez; eu iniciei um regime pela primeira vez; eu parei de fumar pela primeira vez; eu briguei com um filho pela primeira vez; eu tive uma diarréia no aniversário do sogro pela primeira vez; eu passei de ano pela primeira vez; eu fui reprovado pela primeira vez; eu entrei na faculdade pela primeira vez; eu tive meu emprego pela primeira vez; eu perdi uma namorada pela primeira vez; eu discuti no trânsito pela primeira vez; eu comemorei a vitória do Brasil na Copa do Mundo pela primeira vez; eu chorei a derrota do Brasil na Copa do Mundo pela primeira vez; eu dormi em Roma pela primeira vez; eu acordei em Venesa pela primeira vez; eu tomei cerveja em frente a Catedral de Colonia pela primeira vez; eu comunguei pela primeira vez; eu rezei por São Longuinho pela primeira vez; eu fiz xixi no Hyde Park em Londres pela primeira vez; eu acertei meu relógio pelo Big Bem pela primeira vez; eu torci numa Braz-Col pela primeira vez; eu sai na fanfarra do Liceu Braz Cubas pela primeira vez; eu arranquei um dente pela primeira vez; eu colei na prova de matemática pela primeira vez; eu tomei um uísque sem gelo no La Lícornepela primeira vez; eu reclamei da cerveja quente na Sula pela primeira vez; eu saí na coluna do Mutso Yozhizawa pela primeira vez; eu paguei entrada inteira no cinema pela primeira vez; eu paguei meia entrada de idoso no teatro pela primeira vez; eu marquei encontro na porta do Mappin pela primeira vez; eu fiquei sabendo que papai Noel não existe pela primeira vez; eu acordei domingo pensando que era segunda feira pela primeira vez; eu sonhei que era neozelandez pela primeira vez; eu tomei vacina no consultório do doutor Zenon pela primeira vez; eu peguei uma gripe pela primeira vez; eu tive dor de cabeça pela primeira vez; eu fiquei devendo na padaria pela primeira vez; eu engasguei com espinho de peixe pela primeira vez; eu dei topada na calçada pela primeira vez; eu martelei o dedo pela primeira vez; eu comi caviar pela primeira vez; eu comunguei em Aparecida pela primeira vez; eu bati com a cabeça no poste pela primeira vez; eu comprei um carro pela primeira vez; eu paguei a conta do restaurante pela primeira vez; eu fui hospede do Copacabana Palace pela primeira vez; eu pesquei no Rio Paraguai pela primeira vez; eu pulei no rancho do Náutico pela primeira vez; eu chamei o Carlito de “ceguinho” pela primeira vez; eu confessei com o padre Roque pela primeira vez; eu troquei pneu de meu carro pela primeira vez; eu vendi um carro pela primeira vez; eu sujei na cueca pela primeira vez; eu passei pelo Cemitério de Paraibuna pela primeira vez; eu dormi no Hotel Binder pela primeira vez; eu fui de trem para Aquidauana pela primeira vez; eu subi na cabeça da Estátua da Liberdade pela primeira vez; eu arrematei um boné em um leilão de Wichita pela primeira vez; eu namorei no trem de Madri a Paris pela primeira vez; eu fui pai pela primeira vez; eu fui avô pela primeira vez.

Eu morri pela primeira vez...

(*) Aparecido Raimundo de Souza, 57 anos é jornalista.
Contatos:
aparecidoraimundodesouza@gmail.com
Secretária:
MSN
Carina Bratt
carinabrattistoegente@hotmail.com

Blog de Aparecido Raimundo de Souza

Armário de memórias

Armário de memórias

 

 

(*) Texto de Aparecido Raimundo de Souza.

(**) Sobre o autor.

 

 

1

 

QUANDO EU tinha quatro anos de idade, mamãe me prendeu no armário de seu quarto pela primeira vez. Não propriamente o que hoje se conhece por roupeiro, mas um bem talhado guarda-roupas gigante, mandado fazer sob medida todo em Jacarandá maciço, sisudo, atilado, dezesseis…

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Postado em 19 novembro 2015 às 7:53

A Tristeza de mãos dadas com a intolerãncia

A Tristeza de mãos dadas com a intolerância.

 

(*) Texto de Aparecido Raimundo de Souza

 

Minha filha Amanda, logo cedo, me envia um e-mail lacônico com a seguinte mensagem:

“PAI, COMPRA O JORNAL DE HOJE. SUA FILHA ESTÁ NELE!”

Corro apressado, à cata da referida publicação, na banca de revistas mais próxima de casa. Não tenho sorte. Vejo-me obrigado a percorrer outros pontos onde o periódico é…

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Postado em 24 março 2012 às 13:56

O Circo Lindemberg está armado. Comprem seus ingressos

O CIRCO LINDEMBERG ESTÁ ARMADO. COMPREM SEUS INGRESSOS

 

(*)  Texto de Aparecido Raimundo de Souza.

 

Jurei que não falaria nada sobre o caso do Lindemberg Alves dos Santos, aquele coitadinho, aquele pobrezinho que, de repente, do nada, se fez herói, virou “estrela” e, hoje, é conhecido no mundo inteiro. Para quem não lembra, foi ele o assassino, perdão, o homem acusado (eu disse acusado) de ter matado a estudante ELOÁ CRISTINA…

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Postado em 14 fevereiro 2012 às 9:06

Cristal

Cristal

“Cão velho, quando ladra, dá conselhos”.

Autor desconhecido

 

(*) Texto de Aparecido Raimundo de Souza.

 

Ela é preta, bem pretinha, tem os olhinhos tristes, aflitos, melancólicos e quando a gente chama, a espevitada vem se achegando cabisbaixa, abatida, deprimida, em postura de comiseração, de humildade, de reverencia, como se temesse um passa fora ou uma reprovação repentina. A…

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Postado em 10 janeiro 2012 às 23:26

Caixa de Recados (14 comentários)

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Às 16:41 em 13 junho 2014, Nyyra disse...

A rosa da profunda amizade não se colhe sem ferir a mão em muitos espinhos da contradição. No abnegar é que está o vencer de muitas resistências invencíveis ao império da vontade.

Às 20:01 em 22 julho 2013, Nyyra disse...

Amigo para sempre

Sempre haverá um amigo Para repartir o pão Recriar a vida Pisar o chão Esteja onde estiver Sempre haverá um pedaço Que se deixou ficar Para semear o bonito E quem está Será para o que for Pois sempre haverá O arco íris para se ver Mesmo que o dia amanheça E muitos se percam Ainda restará alguém Para semear Para sempre.

Em 1:19pm on outubro 13, 2012, Nyyra deu para Aparecido Raimundo de Souza um presente...
Presente
Mãos Dadas Não serei o poeta de um mundo caduco. Também não cantarei o mundo futuro.
Às 3:21 em 8 outubro 2012, Nyyra disse...

A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos,na prudência egoísta que nada arrisca e que, esquivando-nos do sofrimento, perdemos também a felicidade.
A dor é inevitável. O sofrimento é opcional.

Carlos Drummond de Andrade

Às 12:33 em 1 janeiro 2011, Nyyra disse...

Feliz Ano Novo!

O Ano Novo chegou a esta estação.
Se não puder ser o maquinista, seja o seu mais divertido passageiro.
Procure um lugar próximo à janela desfrute cada uma das paisagens que o tempo lhe oferecer, com o prazer de quem realiza a primeira
viagem.
Não se assuste com os abismos, nem com as curvas que não lhe deixam ver os caminhos que estão por vir.
Procure curtir a viagem da vida, observando cada arbusto, cada riacho, beirais de estrada e tons mutantes de
paisagem.
Desdobre o mapa e planeje roteiros.
Preste atenção em cada ponto de parada, e fique atento ao apito da partida.
E quando decidir descer na estação onde a esperança lhe acenou não hesite.
Desembarque nela os seus sonhos...
Desejo que a sua viagem pelos dias do próximo ano, seja de

PRIMEIRA CLASSE

Às 10:29 em 9 julho 2010, Emanuel Santana disse...
Ahhh prazer todo meu!!! Bem-vindo também! Muita Paz!
Às 20:32 em 8 julho 2010, Emanuel Santana disse...
Aparecido, minhas solicitações de desculpas por não tê-lo respondido antes...
Quer escrever sobre a Antônia Santan e o Mianzi??? Te mandarei e-mail ok??
Forte Abraço!!! e mais uma vez, desculpe-me!
Às 1:40 em 30 junho 2010, Nyyra disse...
OLA Raimundo, seja bem vindo.
Reconhecer osa erros dos outros é facil. dificil é admitir que seus proprios erros e ainda se redimir por estar errado . Infelismente é assim que muitos se comportam se tratando do infeliz comentario: Peimenta nos olhos dos outros ser refresco. Coberta pequena eu durmo no meio e o famoso farinha pouca, meu pirão primeiro e outros por ai
Às 14:11 em 29 junho 2010, julia brito disse...
Toda primeira vez é sempre importante
Beijos e adorando ler vc
Às 0:53 em 26 junho 2010, Iracema Oliveira de Jesus disse...
Olá, Raimundo não consguir ter acesso aos seus textos. Acho que você precisa me adicionar a sua página para ter acesso aos seus textos. Vou fazer a solicitação, quando você me aceitar, testarei de novo.

Um abraço,
 
 
 

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