José Carlos Ngão
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Página de José Carlos Ngão

A possibilidade de fechamento de mais um teatro em Salvador

Há pouco menos de um mês fui comunicada pela direção do UEC que este seria nosso último ano de atividade. Que tinha chegado ao fim o longo processo judicial a que respondia o UEC por não ter conseguido honrar o pagamento do empréstimo feito ao Desenbahia em 1997, para conclusão das obras do Teatro Jorge Amado. Ainda sob efeito de grande comoção procurei saber das garantias efetivas de comprometimento para as reserva e contratos do corrente ano e houve resposta positiva para meus questionamentos, o que me fez manter-me serena para concluir meus trabalhos quase 13 anos à frente desta instituição - motivo de muito orgulho profissional, pois tenho certeza, além de ter sempre honrado todos os meus compromissos, sempre busquei um compromisso maior, tornar este Teatro Jorge Amado um espaço cultural da Cidade de Salvador. Não dirigi um teatro de escola, dirigi um teatro que estabeleceu-se como um patrimônio da nossa sociedade, conhecido e reconhecido por seus serviços, pela sua política cultural, pelo apoio necessário aos artistas baianos, pelo bom atendimento aos artistas de outras praças e ao público em geral.
Nestes 13 anos o teatro Jorge Amado esteve aberto e participativo, promoveu e recebeu inúmeros eventos - primando pela diversidade, buscando a qualidade.
As dificuldades financeiras foram dribladas com o apoio incondicional do empresário Nô Brito, que ´muito generosamente me deu liberdade para conduzir artisticamente e administrativamente esta Casa. Um empresário visionário, amante da cultura e com uma história verdadeira de apoio e patrocínio de arte na cidade de Salvador. O empréstimo do Desenbahia foi talvez o único recurso público injetado no Teatro Jorge Amado, e o UEC, mesmo sendo uma empresa local, prestadora de serviços educacionais, com resultados sazonais e semestrais, assumiu nestes 13 anos todas as despesas para além de suas receitas - o que chegou a representar mais de 80% nos 10 primeiros anos de atividade.
A organização e manutenção, bem como toda a credibilidade comercial, foram conquistadas por uma equipe competente e leal - D. Sônia Garrido e a equipe adminstrativa e de manutenção, Zeca Mimoso e a equipe técnica, e não foram poucos os desafios, principalmente nos últimos anos, quando passamos a ter atividades diárias, uma demanda que nos exigia quase 24 horas de trabalho. Quase um sacerdócio, em se tratando de uma equipe tão enxuta.
Claro que não fomos só acertos. Muitos erros foram e são cometidos, a maioria nos serviu de aprendizado e nos levou à busca de melhorias.
Embora não esteja ainda definido o destino do Teatro Jorge Amado, tomei hoje uma decisão drástica mas que não poderia deixar de tomar: comunicar aos meus clientes e parceiros, principalmente àqueles que possuem reserva de pautas para o segundo semestre de 2010, a real situação do teatro, que efetivamente será entregue ao Desenbahia em 30 de Junho próximo. Não posso garantir os contratos. As reservas existem. Mas não há de fato definição se esta equipe da qual faço parte estará à frente do teatro. E vocês precisam saber disso por mim, pois foi a mim que as reservas foram solicitadas.
Posso estar me precipitando em dividir com você esta situação. Mas eticamente é minha obrigação e dela não posso me furtar, pois estaria traindo principalmente a memória dos meus pais, se não tivesse correção nesta hora.
Comunico que passei a última semana buscando respostas junto às autoridades locais, principalmente o apoio da Secretaria da Cultura do nosso Estado, mas não me sinto bem em esperar mais nem um dia, sob pena de faltar ao respeito àqueles que sempre confiaram em mim e pior, de impetrar prejuízos maiores e irreversíveis a artistas, produtores e empresas que sempre estiveram ao meu lado e me ajudaram a construir a história vitoriosa deste grande sonho.
Como pessoa envolvida com a cena cultural e artística de Salvador nos últimos 20 anos clamo a todos a lutar pela continuidade do Teatro Jorge Amado, um dos poucos equipamentos culturais completos de nossa cidade, de forma que o Governo do Estado, a quem o Desenbahia está vinculado, garanta sua existência e manutenção de seus serviços, que embora de foro privado sempre foi comprovadamente público, principalmente por sua escolha e determinação em servir prioritariamente às artes e ao público dela fruidor.
Peço desculpas por não poder ter podido evitar este desfecho.
Um abraço fraterno,
Fernanda Tourinho



Prezadas e prezados,

Acabo de receber no início desta madrugada, que para mim se anuncia sombria e melancólica, o e-mail abaixo com o relato-desabafo de Fernanda Tourinho, informando do iminente fechamento do Teatro Jorge Amado (UEC). Após 13 anos de bons e contínuos serviços prestados à cultura, a inviabilidade financeira do teatro leva à sua capitulação. Infelizmente, é a força da grana que ergueu e, agora, destrói coisas belas.
Temos assistido a perda dos sagrados espaços dos palcos com uma inércia que Becket, em suas parábolas sobre o estupor, talvez não fosse capaz de imaginar.
Em que éter tem sido embebido os nossos sentidos, ao nos pautarmos por uma imobilidade que beira à indiferença?
Quando muito, externamos meia dúzia de muchochos e lamentos e queixumes pelos cantos, ainda que aqui e ali tenhamos tornitruado trombetas de protesto, mas voltamos á passividade lacônica.
Será o vírus imbecilizante da individualidade, mal maior desta maldita contemporaneidade, que nos contamina a ponto de termos perdido a capacidade de se indignar, de se posicionar, de reivindicar, pensar e agir coletivamente ?
Onde tenho estado assistindo a tudo isso ? Por que me contento em ser um patético espectador dessa tragédia anunciada, com tons de comédia de erros em que nada consegue ser risível, apenas deplorável e deprimente ? Que desgraça de covarde tenho sido ?
Onde estamos todos nós ? Pelo que estamos esperando ? Pelo fim do governo que está aí ? Pela vinda de um outro governo ? Até quando nos conformaremos em sermos governados pela vontade de uns e outros que nunca expressam boa vontade e boa fé conosco ? Somos assim tão pequenos e miseráveis ?
Eu não sei o que, ainda, mas sei que preciso fazer algo. Já me dói a alma toda vem que lembro que o teatro que tive a honra de inaugurar e dirigir por vários anos (Espaço Xis-XistoBahia) encontra-se fechado. O conserto de uma infiltração de uma laje parece ser um problema impossível de ser solucionado em pleno século 21, ainda que façam 40 anos, quase 41, que o homem pisou na lua.
Não sou de direita nem de esquerda, sou democrata e trabalhador, sou do teatro.
E você ?

Sérgio Sobreira
Pepetela recebe 'honoris causa'
Hoje 29/04/2010


O escritor angolano Pepetela recebeu ontem, às 16.00, o doutoramento honoris causa da Universidade do Algarve. A cerimónia decorreu no Grande Auditório do recinto universitário de Gambelas, em Faro, e contou com a presença de nomes como José Mariano Gago, ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, e do embaixador da República de Angola em Portugal, José Marcos Barrica. António Correia e Silva, reitor da Universidade de Cabo Verde, apadrinhou a entrega do doutoramento a Pepetela. Político, professor, guerrilheiro e escritor, Artur Carlos Maurício dos Santos (Pepetela) nasceu em Benguela, Angola, em 1941, e licenciou-se em Sociologia em Argel (Argélia), onde ficou durante a guerra colonial, depois de ter estado exilado em Paris (França). Publicou o seu primeiro romance, As Aventuras de Ngunga, em 1972, embora já anteriormente tivesse escrito Muana Puó, em 1968. Em 1975, com a independência de Angola, foi nomeado vice- -ministro da Educação do Governo de Agostinho Neto, mandato que exerceu por sete anos e durante o qual publicou vários romances, incluindo Mayombe, que chegou às editoras em 1980. Porém, foi em 1984 que publicou Yaka, romance histórico que simboliza a dedicação de Pepetela à história e identidade nacional de Angola.

Nos anos 90, a escrita de Angola aproximou-se do realismo mágico em O Desejo de Kianda (1995) e evidenciou uma desilusão crescente com a situação política angolana, marcada pela experiência da guerra civil e pela corrupção que grassava pela classe política do país. Embora se tenha afastado de Angola durante este período, Pepetela recebeu o Prémio Camões em 1997.

SENSIBILIDADE À COR DA PELE:

NÚCLEO DE TEATRO DO TCA ESTRÉIA
"MESTRE HAROLDO... E OS MENINOS", DE ATHOL FUGARD






Atores baianos na montagem de Mestre Haroldo




O Núcleo de Teatro do Teatro Castro Alves apresenta a sua décima segunda montagem, a peça MESTRE HAROLDO... E OS MENINOS (Master Harold...and the boys, 1982), do dramaturgo sul-africano Athol Fugard, com direção de Ewald Hacker. No palco, os atores baianos Gideon Rosa e José Carlos Ngão e o cearense Igor Epifânio. A temporada vai até 17 de dezembro, sempre de sexta a domingo, às 20 horas, com ingressos a R$ 16,00 (inteira) e R$ 8,00 (meia). Com produção de Virgínia Da Rin, a montagem é mais uma realização da Secretaria da Cultura e Turismo, por meio da Fundação Cultural do Estado e Teatro Castro Alves.

O Núcleo de Teatro do TCA, que tem como sede a Sala do Coro, é um projeto que se propõe a abordar a diversidade das linguagens cênicas com tal abrangência e liberdade artística que cada montagem representa sempre um grande e novo desafio. "Este ano, em particular, chegamos a um espetáculo onde tudo converge para a grande dramaturgia: a excelência do texto, o diretor e os atores, um conjunto de habilidades e talentos que, sem dúvida, esta peça estava faltando no Núcleo de Teatro e no próprio teatro baiano", afirma o diretor do TCA, Theodomiro Queiroz.

Polêmica - MESTRE HAROLDO... E OS MENINOS utiliza dois personagens negros e um branco para mostrar como a cor da pele determina a natureza e o destino de um homem. O texto, traduzido por Antonio Mercado, revela sutilmente a anatomia do ódio racial. Segundo o diretor Ewald Hackler, o teatro é um lugar apropriado para se falar sobre o racismo, e o teatro baiano ainda não apresentou uma peça séria sobre o tema. "As que existiram não eram bem formuladas; eram inseguras. Mas Athol Fugard sabe do que está falando, e com uma qualidade analítica, que não se refere só à África do Sul, mas também ao Brasil e à Bahia". Radicado em Salvador há mais de 30 anos, o diretor alemão cita o próprio exemplo para lembrar que ninguém está livre de uma observação ou de uma atitude racista: Ele, como professor da Ufba, foi contrário às cotas para negros e índios na universidade, por acreditar que iriam entrar alunos com nível muito baixo. "Hoje, sinto vergonha, porque estava errado. Os cotistas estão no mesmo nível dos demais e, em algumas faculdades, estão em nível melhor".
Sobre o Núcleo, Hackler diz que o TCA já montou "um leque muito largo", com peças que vão de Shakespeare a Samuel Beckett, mas faltava uma montagem de conteúdo polêmico, controverso, como MESTRE HAROLDO...E OS MENINOS. Ele não comenta sobre o seu trabalho como diretor da peça. Hackler não gosta de falar antes. E depois da estréia, "também não é preciso, porque tudo estará dito".

O Texto - A estréia mundial aconteceu em 1984, no Yale Theathre, New Haven. MESTRE HAROLDO...E OS MENINOS é uma peça em um ato, com três atores em cena o tempo todo. O cenário é uma lanchonete em Port Elizabeth, África do Sul, em um dia de chuva de 1950. Lá estão Samuel (Gideon Rosa), um negro de aproximadamente 50 anos, garçom; Valney (José Carlos Ngão), um negro com cerca de 45 anos, faxineiro; e Rery (Igor Epifânio), um adolescente branco, estudante, personagem autobiográfico de Athol Fugard. A peça revela um complicado mecanismo psicológico que leva o jovem Rery a humilhar o seu amigo Samuel, que ele mais ama e respeita do que o seu próprio pai alcoólatra. Em meio aos conflitos familiares do garoto, compartilhados pelos dois negros, os diálogos vão da utopia ("um dia virá um revolucionário, um reformador social, um homem de magnitude", diz Rery) à filosofia ("é preciso acertar os passos, do jeito que a gente quer que a vida seja", diz Samuel) ao típico preconceito ("o que é que um negro entende de pipa?", pergunta Rery). Por outro lado, o texto é quase uma poesia, por exemplo, quando os personagens falam do campeonato de dança, para o qual Valney ensaia todos os dias, com a esperança de ser o vencedor. Em MESTRE HAROLDO...E OS MENINOS, Athol Fugard retrata indivíduos que, além de problemas de raça, têm também outras dificuldades emocionais e existenciais.

O Autor - Athol Fugard nasceu em 1932, filho de pai inglês-irlandês e de mãe sul-africana, na província do Cabo, África do Sul. Estudou na Cidade do Cabo e se alistou em navios mercantes, trabalhando como único branco entre negros e orientais. Foi escrivão de tribunal, e se confrontou com a vida de negros que infringiam a rígida legislação do Apartheid, a "separação das raças". Participou do renomado grupo teatral Serpent Players, que se apresentava exclusivamente diante de platéias negras nos guetos das cidades industriais brancas (um público misto só era permitido em pequenos teatros de clubes fechados), com montagens de textos da dramaturgia universal.

Autobiográfico - Desde os anos 60, Athol Fugard dirige e escreve textos para o teatro e, freqüentemente, trabalha como ator em suas próprias peças. Fugard não formula julgamentos sumários sobre grupos. Ele combate, sem compromisso, a discriminação racial. O seu teatro não apresenta categorias de vencedores e vítimas. As suas peças mostram como a cor da pele determina a natureza e o destino de um homem.
A sua dramaturgia pode-se dividir em três grupos: as peças de família, que abordam problemas de relacionamento, como Laço de Sangue e The Blood Knot (1961), Alô e Adeus (Hello and Adieu, 1965), Bossquimano e Lena (Boesnam and Lena, 1969); As peças com um teor eminentemente político, escritas junto com os atores durante o processo dos ensaios, a exemplo de Sizwe Bansi é morto (Sizwe Bansi is dead, 1972), Depoimentos depois de uma detenção de acordo com a Lei contra a imoralidade (Statements after an Arest under the immorality Act, 1974) e A Ilha (The Island, 1972). E as suas peças mais novas, que têm uma ênfase autobiográfica forte e tratam da superação do próprio passado e dos sentimentos de culpa: Uma Mensagem de Aloes (A Lesson from Aloes, 1981), Mestre Haroldo....e os Meninos (Master Harold...and the boys, 1982) e A Estrada para Meca (1984).






Diretor da XII Montagem do Núcleo de Teatro

O Diretor - Ewald Hackler é professor titular da Escola de Teatro da Universidade Federal da Bahia, e um dos mais importantes diretores do teatro brasileiro, respeitado pela qualidade que exige de cada montagem, pelos detalhes e pelo valor que dá aos elementos da dramaturgia, especialmente a interpretação. Nasceu em 1935, em Oberndorf, Alemanha. Formou-se em Letras Germânicas e Teoria do Teatro na Universidade de Colônia, em 1962, quando começou a trabalhar em televisão e em inúmeros teatros da Europa - tanto como cenógrafo, figurinista e diretor. Em 1969 radicou-se na Bahia, trabalhando como cenógrafo e diretor, executando, desde então, aproximadamente 200 cenários. Em 1973, começou a lecionar Cenografia, Iluminação e Direção Teatral na Ufba. Em 1979 recebeu bolsa de pós-graduação da Fullbright para os Estados Unidos, e foi distinguido por seus trabalhos como cenógrafo e diretor teatral em teatros norte-americanos com o cobiçado "Prêmio Eisner", por "Creative Achievment of the Highest Order in Dramatic Art Stage Design". Graduou-se doutor em Filosofia (PhD) na Universidade da Califórnia, Berkeley, com uma tese sobre o código visual do teatro brechtiano. Em1985, sua montagem (direção e cenografia) de Em Alto Mar, de Slawomir Mrozek, recebeu os Troféus Martim Gonçalves de Melhor Espetáculo, Melhor Ator, Melhor Ator Coadjuvante e Melhor Cenografia. De 1990 a 2006 dirigiu as peças Quase um Hamlet, de Klaus Mazohl; O Menor quer ser Tutor, de Peter Handke; A Mulher sem Pecado, de Nelson Rodrigues; Senhorita Júlia, de Strindberg; Os Dois Manecos, de Plautus; Acrobatas, de I. Horowitz; Em Alto Mar, de S. Mrozek; (remontagem premiada com Troféu Bahia Aplaude de Melhor Direção e Melhor Ator) Arte, de Yasmina Reza (premiada com Troféu Braskem de Teatro 2005 de Melhor Espetáculo, Melhor Direção e Melhor Ator - Gideon Rosa).

ATORES E PERSONAGENS:






Gideon Rosa, José Ngão e Igor Epifânio

GIDEON ROSA (Samuel) - De volta ao Núcleo, depois de atuar em Medéia (1997), o premiado ator de teatro, cinema e televisão é baiano de Buerarema, tem 48 anos, e é também jornalista e professor. Ele diz que, para estar em cena, precisa de um bom texto e um bom diretor. "Essa peça se resolve no jogo entre os atores, exige preparo intensivo e muita intimidade. É uma dramaturgia de primeira linha, e têm sido raras as oportunidades de fazer uma peça como esta". Gideon já trabalhou quatro vezes sob a direção de Ewald Hackler: "Mas é como se fosse a primeira, porque ele cuida minuciosamente da interpretação, e a gente sempre aprende mais". Quanto a Samuel, ele afirma que qualquer ator quer fazer esse papel. "É um homem negro, que vive a ilusão de manter uma relação de igual para igual com o adolescente branco. Mas um dia ele vê que não dará certo..." Para o ator, a questão do racismo é bem oportuna, mas a peça não é ideológica, ela se desenvolve nas relações domésticas. Entre outros prêmios, Gideon Rosa ganhou o Troféu Bahia em Cena de Melhor Ator, por O Jardim das Cerejeiras, 1987; e Prêmio Braskem de Melhor Ator, por Arte (2005).

IGOR EPIFÂNIO (Rery) - Natural de Fortaleza, Ceará, é um jovem talento de 26 anos, formado em Interpretação Teatral pela Escola de Teatro da Universidade Federal da Bahia. Morando há seis anos em Salvador, tem atuado em espetáculos infantis e adultos, como A Bruxinha que Era Boa, Capitães de Areia e A Bofetada. "Esta é a oportunidade que eu estava esperando. Vim da comédia para o meu papel mais dramático e o mais completo". Ele explica que seu personagem Rery, tem um conflito com a família desestruturada, e não pode assumir o amigo negro Samuel como um pai. "É um texto que exige cuidado para não esvaziar, porque possui carga dramática mas também tem a sua graça". Ele elogia o diretor da peça, afirmando que Hackler é muito detalhista. "Quando se pensa que acabou, ele tem algo a acrescentar".

JOSÉ CARLOS NGÃO (Valney) - Baiano de Uruçuca, 56 anos, é Formado em Direção Teatral pela Universidade Federal da Bahia. Ator e iluminador, tem trabalhos realizados no teatro e cinema, como as peças Evangelho de Couro e O Santo e a Porca, e os filmes Pixaim e Os Deuses e os Mortos. "É um bom retorno ao palco, depois de quatro anos, e com um texto decente, nas mãos de um bom diretor e trabalhando com bons atores". Ele explica que seu personagem Valney é um homem do povo, simplista, que, em alguns momentos, se exaspera, reflete toda a repressão sofrida pelos negros, e por outro lado sonha em se tornar um campeão de dança.

O NÚCLEO DE TEATRO - "As montagens do Núcleo não têm fins comerciais, por isso a disponibilidade é tal que cada diretor pode experimentar os diversos gêneros e contextos artísticos". É o que explica o diretor do TCA, Theodomiro Queiroz. "Além dos clássicos da dramaturgia (Otelo, Medéia, Hamlet) passamos pelo musical (Lábaro Estrelado), pela pesquisa antropológica (Os Ikis), pelas instalações (Baile de Máscaras) e pelo teatro do absurdo (Comédia do Fim), entre outras linguagens. Agora, com Mestre Haroldo...E Os Meninos, o Núcleo apresenta um drama sobre o racismo, um problema que está em toda parte."

O diretor da Fundação Cultural do Estado, Armindo Bião, lembra que este é mais um momento de uma história iniciada em 1977, "quando o mítico João Augusto realizou uma oficina e um curso, que resultariam no espetáculo Off Sinas Pombas Bahia. Trajeto esse que seguiria com os cursos livres que o TCA manteve de 1979 a 1983. Essa nova montagem do Núcleo de Teatro do TCA, conclui, "é a afirmação da diversidade do panorama teatral baiano e da amplitude da política cultural do estado da Bahia."

Para o secretário da Cultura e Turismo, Paulo Gaudenzi, assim como a música erudita e a dança contemporânea, também a arte dramática tem sido diretamente prestigiada pelo Teatro Castro Alves, através de seus próprios projetos. "Com o Núcleo de Teatro, a comunidade baiana pode sempre contar com um novo espetáculo a cada ano, no qual estão empenhados profissionais renomados e onde também são revelados os talentos emergentes do nosso teatro."

Blog de José Carlos Ngão

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Postado em 25 março 2010 às 13:18 — 1 Comentário

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