ENTIDADES AFRO  PEDEM SOCORRO AO PREFEITO ACM Enfrentando séria dificuldades financeiras e um alto grau de endividamento, blocos afro, de afoxé, , reggae e samba de pequeno e médio porte vão hoje, às…

ENTIDADES AFRO  PEDEM

SOCORRO AO PREFEITO ACM

Enfrentando séria dificuldades financeiras e um alto grau de endividamento, blocos afro, de afoxé, , reggae e samba de pequeno e médio porte vão hoje, às 15:00 entregar no gabinete do Prefeito ACM Neto uma carta reivindicando da Prefeitura de Salvador, apoio  para  complementação dos recursos que irão receber do Programa Carnaval Ouro Negro, desenvolvido pelo Governo do Estado.

 Responsáveis  pelo sucesso  do carnaval cultural que tanto vem projetando  Salvador, A CIDADE DA MUSICA , alguns desse  blocos sequer foram  contemplados pelo Ouro Negro e ficarão de fora do carnaval, caso não sejam socorridos pela Prefeitura  que através da Secretaria Municipal da Reparação –SEMUR já anunciou que vai apoiar apenas os afoxés.

Recentemente o Prefeito ACM Neto anunciou que irá apoiar apenas as entidades que não conseguiram patrocínio privado ou de qualquer outra esfera  do governo, mas afirmou também que vai apoiar “ entidades tradicionais” como o Ile Ayê,Muzenza e Malê de Balê,  descartando  os outros blocos. Muzenza e Malê de Balê no entanto estão contempladas  no Ouro  Negr com  100 mil reais, enquanto que a média das entidades do coletivo é de 35 mil reais para cubrir todos os custos do desfile 2017 e quitar dividas acumuladas ao longo dos anos, o que inviabiliza o desfile.

Embora  muitos  contem com os recursos do Pragrama Carrnaval Ouro Negro, os blocos são unânimes em afirmar que os recursos  que  irão receber  são insuficientes . A questão, segundo afirma o coletivo de blocos , é que o Programa carnaval Ouro negro  não atualiza o patrocínio e  vem praticando os mesmos valores  da época em que surgiu, em 2004,e  em muitos casos vem reduzindo os recursos  por conta de critérios cada vez mais rígidos.

Uma outra questão que leva o coletivo a reivindicar recursos na Prefeitura é que, com a crise que  castiga o Pais no momento, muitos blocos de grande porte vão estar fora da cena do carnaval em Salvador, aumentando para as  entidades de matriz africana de pequeno e médio porte a responsabilidade de responder pelo sucesso do carnaval 2017. Por este e outros  problemas o coletivo vem se reunindo e redigiu uma carta reivindicatória para ser entregue ao Prefeito ACM Neto no sentido de sensibilizá-lo para a gravidade da situação que enfrentam.

Os blocos reivindicam ainda igualdade de tratamento usando como exemplo as entidades tradicionais que o Prefeito  já divulgou que irá apoiar. Pelo menos duas delas estão no Ouro Negro e receberão apoio da Caixa econômica Federal, embora o Prefeito já tenha declarado que  só irá apoiar afoxés e   entidades que não tenham conseguido nenhum tipo de recurso.

Maria José Barbosa

(Zezé Barbosa)

Jornalista

DRT Ba 1395

 

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