A blogueira cubana Yoani Sanches está no Brasil sob aplausos e protestos

Yoani María Sánchez Cordero (nascida em 04 de setembro de 1975) é uma blogueira cubana que alcançou fama internacional e vários prêmios internacionais por sua atuação crítica da vida em Cuba sob o seu governo atual.
Ela frequentou a escola primária durante o tempo afluente quando a União Soviética estava fornecendo ajuda considerável para Cuba. No entanto, sua escola e ensino universitário coincidiu com a perda do apoio financeiro a Cuba após o colapso da União Soviética, a criação de um sistema de ensino altamente público de ensino e de um estilo de vida que posteriormente deixou Yoani com uma forte necessidade de privacidade pessoal. A experiencia universitária de Yoani lhe proprcionou dois entendimentos: primeiro, que ela havia adquirido um desgosto para "alta cultura"(a prática cultural eleitista exercitada pela “inteligentsia”,ou seja, um setor privilegiado nos regimes totalitários de orientação marxista-leninista e; segundo, que não tinha mais interesse em filologia, seu campo de estudo escolhido universidade.

Desiludida com o seu país de origem, Yoani saiu de Cuba e foi para a Suíça em 2002, e foi durante esse período que ela tornou-se interessado em ciência da computação. Quando ela finalmente voltou para Cuba, ajudou a estabelecer a uma revitsta sob o título “Contodos”, uma publicação que continua a agir como um fórum para a livre expressão em Cuba, e um veículo para veicular notícias. Entretanto, ela é mais conhecida pelo seu blog, o “Generación Y” (Geração Y), o qual, apesar da censura em Cuba, é capaz de postar online com a ajuda de amigos no exterior. O blog é traduzido e está disponível em 17 idiomas.

Em entrevista publicad online pela Revista Claudia,Yoani respondeu assim as seguintes perguntas,

Como você avalia a sua visita ao Brasil e como espera que ela seja divulgada em Cuba?

Não esperava esta repercussão. Acho que demorei tanto tempo para conseguir entrar no país, que se acumulou energia. O que eu encontrei aqui foi 10 vezes mais do que eu esperava. Desde que cheguei, o meu número de seguidores no Twitter, por exemplo, cresceu de 393 mil para cerca de 420 mil. E creio que muitos deles são brasileiros! No meu país, espero o silêncio. Mas sei que podem estar preparando algum material falando do fracasso da minha viagem. Porém, isso não me preocupa muito.

O que você pensa das manifestações de esquerda no Brasil? Esperava por isso?

Esperava um pouco de rejeição, mas tudo dentro de um limite. Não esperava que fossem me impedir de falar, de exibir um filme. Foi um momento difícil. (Yoani refere-se à situação que viveu em Feira de Santana, quando os manifestantes não a deixaram falar e impediram a exibição do filme "Conexão Cuba-Honduras", do cineasta baiano Dado Galvão, na segunda-feira, 18). Fiquei surpresa com a violência e a repetição. O meu trabalho no jornalismo tem como lema o respeito, mesmo quando não estamos de acordo, todos têm o direito de expor a sua opinião.

Apesar de tudo que se divulga sobre Cuba, por que o modelo cubano continua sendo admirado na América Latina e até mesmo no Brasil?

Acho que há um estereótipo sobre a Revolução Cubana que é muito atrativa não só na América Latina, mas na Europa também. Esta ilusão entra na cabeça dos jovens que são inconformados com a realidade de seus países e se baseiam na revolução como um modelo. A maioria dessas pessoas nunca esteve em Cuba, ou, se visitaram, fizeram turismo e acreditaram nas propagandas políticas, concluindo que tudo era perfeito em Cuba, ou seja, conheceram o país de maneira superficial. Há também pessoas que não são tão jovens, mas não querem reconhecer que aquele modelo em que acreditaram está morto. Isto acontece fora de Cuba, mas também dentro da ilha. Por outro lado, o governo cubano foi eficiente na criação de uma realidade distorcida, de uma propaganda constante de uma Cuba que não existe, um lugar de esperança, onde há oportunidade para todos. A educação e a saúde foram divulgadas de maneira utópica, para criar a ideia de que todos têm acesso a boas escolas e hospitais. Quando viajei para o exterior, há alguns anos, tive de combater esta imagem que se tem de Cuba. Mas hoje tenho a impressão de que este ideal da ilha utópica está se mostrando cada vez mais falso.

Se você pudesse escolher outro país de origem, onde você gostaria de ter nascido? Qual nação representa hoje o seu ideal de liberdade?

Sou uma pessoa que nunca viveu plenamente a liberdade, então sigo buscando este ideal. E mais do que uma nação com ideal de liberdade, acredito em nações com uma identidade cultural! Amo meu país, mas não me importaria de ter nascido em outro lugar, sou uma cidadã do mundo, gosto da cultura latina, do idioma. Adoraria ter nascido no México, por exemplo, que é um país que me atrai por sua cultura, literatura e todo o legado milenar. O Brasil também poderia ser uma hipótese. Eu poderia ter nascido em são Paulo, Feira de Santana, Brasília... Falar português em vez de espanhol. Acho que seria muito feliz aqui!

Referencias

  1. Wikipedia; Acesso:  http://en.wikipedia.org/wiki/Yoani_S%C3%A1nchez (acesso em 22/02/2013);
  2. Claudia: Em visita ao Brasil, a blogueira cubana Yoani Sánchez dispara: “aho que seria muito feliz aqui”; Acesso: http://claudia.abril.com.br/materia/em-visita-ao-brasil-a-blogueira... (acessado em 22/02/2013);
  3. Imagem: Portal A TARDE: Acesso: http://atarde.uol.com.br/politica/materias/1485256-denuncia-sobre-e... (acessado em 22/02/2013).

 

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