Analisando algumas notícias postadas nos últimos dias pela imprensa paraibana, de alguns repórteres e apresentadores que vêm sofrendo atentados e ameaças por parte de traficantes, cheguei ao seguinte pensamento: Infelizmente a imprensa paraibana e de alguns estados por onde tenho tido a oportunidade de observar, está 'inchada' de profissionais não-profissionais, que transformam nossos aparelhos de rádio, televisão e as páginas dos nossos jornais, em verdadeiros vomitórios de toda a espécie de palavrões, comentários jocosos, discriminações raciais, religiosas, sexistas, homofóbicas, xenofóbicas, etc. É bem verdade que também existem aqueles profissionais de verdade, de formação, que amam a profissão pelo ofício e não pelos favores políticos, pessoais etc, porém, estes são mais discretos, ficam mais na retaguarda, não aparecem tanto nem tem tanta audiência. Recordo-me neste instante da velha Roma, onde a população miserável lotava o "coliseum Romanum" para se distrair vendo leões famintos devorarem cristãos, criminosos, indigentes etc, se deleitando com o sangue jorrando das vísceras expostas daqueles seres humanos na arena fétida e suja. Hoje os "coliseuns" têm som, imagem, letras, páginas, etc, e a realidade não é muito diferente da velha Roma, o cenário muda, mas a metodologia é a mesma, a plebe rude se reúne em torno dos seus aparelhos de rádio na hora do desjejum, almoço, jantar, ou no final da tarde quando estão vindo dos seus trabalhos, e fazendo suas refeições, que na época da velha Roma era feita de pão, assistem à arena sangrenta, pútrida, fétida e agressiva desses tipos de programas feitos por verdadeiros cuspidores de microfones que se acham "realizados profissionalmente" por estarem nesses espaços promovendo a falta de ética e respeito, rasgando as páginas do código de ética dos profissionais da sua classe, defecando em cima da deontologia que rege a categoria, e por fim, vomitando nos nossos olhos e ouvidos. Eu prefito ter meu diploma de radialista com curso superior, especialista, e daqui a alguns meses, pós-graduado, pendurado numa moldura na parede, do que me submeter a fazer parte desses verdadeiros banheirões imundos e encardidos, que são muitos dos nossos programas de rádio e tv da Paraíba, e alguns jornais impressos do nosso Estado. Realização pessoal nada mais é do que o indivíduo estar plena e totalmente satisfeito com o que tem e consigo próprio, e posso afirmar que eu sou realizado, porque a cada dia que passa tenho a certeza, de que assistindo à alguns programas radiofônicos e televisivos, e lendo as páginas de alguns jornais, eu tenho não mais a certeza, mas a convicção daquilo que eu não quero e abomino para sempre da minha vida. Prefiro à minoria inteligente, porque quem fala o que quer, ouve e sofre as consequências que não quer, e ainda existe outro ditado que diz: "Quem planta, colhe!".

Exibições: 155

Comentar

Você precisa ser um membro de Correio Nagô para adicionar comentários!

Entrar em Correio Nagô

Translation:

Publicidade

Baixe o App do Correio Nagô na Apple Store.

Correio Nagô - iN4P Inc.

Rádio ONU

Sobre

© 2019   Criado por ERIC ROBERT.   Ativado por

Badges  |  Relatar um incidente  |  Termos de serviço