A morte de Mestre Borel, símbolo da cultura negra de Porto Alegre

A morte de Mestre Borel, nesta segunda-feira (4), deixa Porto Alegre sem um ícone da cultura negra. Mestre Xangô, de formação alabé, criado nos bairros Ilhota, onde nasceu Lupicínio Rodrigues e onde hoje é a Areal da Baronesa, cantada por Giba Giba, o reduto da negritude porto-alegrense no bairro Cidade Baixa. Ele tinha 85 anos de idade.

Em um documentário produzido recentemente, Mestre Borel, ancestralidade negra em Porto Alegre, ele fala das origens dos negros na capital, seus moradores e o movimento cultural. Discorre sobre as matrizes religiosas africanas e o convívio com os antepassados. O documentário fornece, também, uma interessante paisagem geográfica, um passeio sobre a antiga cidade através de fotografias. E trata a Areal da Baronesa como ponto nevrálgico da cultura negra.

O documentário é realizado pela mesma equipe que produziu Os Caminhos Invisíveis do Negro em Porto Alegre: A Tradição do Bará do Mercado, agraciado com o Prêmio Manuel Diégues Júnior, pelo Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular (CNFCP) na categoria Importância do tema para área, em 2008, na 13ª Mostra do Filme Etnográfico, no Rio de Janeiro.

Walter Calixto Ferreira, o Mestre Borel, nasceu em Rio Grande. Seus ancestrais são nigerianos. Desde 1980 morava no bairro Restinga.

O vídeo pode ser visto no youtube, no endereço www.youtube.com/watch?v=pjNI-FFXVaE (Foto:OLAVO RAMALHO MARQUES)

FONTE: Todo dia Online, Coluna João Almeida
 

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