A volta da barbárie: a Mídia Irresponsável por José Raimundo de Almeida

Caros amigos, ultimamente tenho sentido um recrudescimento do estado punitivo, e da desordem instalada, no estado principalmente quando o alvo é a população negra, mestiça e pobre.

No programa do Bocão da sexta feira, 22/01/2010, o mesmo se referindo, a dois menores negros e da periferia, que praticavam assaltos com uma arma forjada. Os mesmos foram ameaçados pelo dito repórter com a expressão "nem para cair nas mãos da Rondesp".

Ora, essa expressão coloca o Governo do Estado, e a SSP, como conivente com uma suposta brutalidade dessa polícia, com o desmando disciplinar, e com o abuso de autoridade.

Se providências não forem tomadas para inibir o acirrado combate aos excluídos por esses programas maléficos e antieducativos, aumentaremos o caos, e expostos ficarão esse universo populacional, que a todo instante são xingado de vagabundos.

A penetração de repórteres em delegacias fazendo investigações e obrigando detentos a confessarem crimes ou delitos, constituem uma ameaça ao estado de direito que o PT tanto prega, pois o recluso, seja qual for seu delito está sob a custódia do estado.
Escrevi para o Bocão e perguntei por que ele não agride com palavras torpe o cônsul do Haiti, que falou a mais terrível das absurdas expressões que não cabem para populações sem informações, e desprovida de educação e tolerância religiosa.

Está mais que na hora das ONGs, dos movimentos negros e toda sociedade organizada, questionar a brutalidade policial, que pelo que disse o apresentador tem a permissão do estado, e isso é algo grave, pois estamos institucionalizando a barbárie como meta do suposto combate a violência que se abate como dito acima nas populações desprotegidas.

Sabemos que o problema da segurança passa por medidas complexas, e profundas, que vão desde políticas públicas avançadas de combate a fome, educação, unidade familiar, etc. Não são as torturas das policias que resolverão esse problema, muito pelo contrário farão dos delinqüentes mais violentos, numa onda crescente onde o aparelho repressor age de forma fora das leis e como resposta a população indefesa, sofre a reação dos que vivem na criminalidade.

Uma grande sentada com as comunidades negras, sociólogos, Ministério Público, e a população faz mais que necessário para buscarmos alternativas para essa indisciplina reinante, além da cobrança, aos meios de comunicação que na Bahia tem os dois ferozes e violentos apresentadores, exibindo um desgaste da máquina repressora e dos negros perante o país.

Aceitem meus cumprimentos, sou pai da jornalista Jaqueline Barreto e amigo do companheiro e do também jornalista André Santana (do Mídia Étnica) a quem considero um ícone expressivo na luta contra essa imprensa que abarca todos os poderes sem nenhuma contestação.

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