Teve inicio no dia 11.04.10 as eleicoes multipartidarias no Sudao. Ha exatamente 20 anos o pais foi as urnas pela ulitma vez. Mesmo sobe a enorme suspeita de fraude, e com uma temperatura oscilando na casa dos 45 graus a sombra, a populacao sudanesa compareceu com esperanca de eleger um novo comandante para o pais.
O atual presidente, o senhor Omar Hassam al-Bashir, ,e odiado pelas principais potencia do planeta por causa de suas trangressoes relacionadas aos direitos humanos, por colocar o esquadrao da morte nas ruas da problematica regiao de Darfur no oeste do pais. E como se tudo isto nao bastasse, suas vistas grossa para o terrorista Osama bin Laden. Apesar disso, sua popularidade na capital Khartoum, onde as ruas sao pavimentadas, ha luzes funcionando, e varias construcoes em andamento, milhares de sudaneses apoiam o atual presidente.
Na capital havia no ultimo final de semana uma atmosfera de alegria no ar. Nas longas filas sob o sol escaldante, era possivel ver homens usando seus tradicionais turbantes e as mulheres usandos seus veus coloridos. "Noventa e nove por cento da populacao local votara para o senhor Bashir", disse Haj Mohamed Babekir, gerente de uma fabrica de papel. " Sem ele nao ha Sudao. Este pais certamente tornar-se ia uma Somalia. Ele e o unico que consegue manter este pais intacto".
Entretanto, a imagem e completamente diferente nas areas mais remotas e mais pobres onde a agua ainda e carregada no lombo das mulas, e criancas andam descalcas em ruas de barro. As pessoas reclaman que as eleicoes nao representam nada porque a oposicao simplesmente desapareceu do mapa, e o governo controla a midia, e tambem o fornecimento dos titulos de eleitor para nao perder as eleicoes.
"Eleicao? Nao consideramos isto uma eleicao", disse o senhor Augustino Juma, um alfaiate aposentado. Ele disse que nao ira perder seu tempo em votar. "Nesta regiao, as pessoas ainda sao tratadas como escravos", disse. A escola local preparou-se para receber centenas de eleitores, porem, ninguem apareceu.
A votacao continuara por mais dois dias, permitindo aos cidadaos que moram nas regioes mais distantes que tenham chance de votar. Ha centenas de candidatos competindo por cargos publicos federais, estaduais e municipais.
Nao importa o resultado final, esta eleicao certamente ira desapontar muita gente no Sudao. Ela era suposta a ser um divisor de aguas neste pais de mais de 40 milhoes, que nas ultimas duas decadas testemunhou a morte de milhares de pessoas nos seus conflitos civis. Esta eleicao era uma preparacao para a mais importante no proximo ano: O referendo nacional na secessao da parte sul do Sudao.
Os lideres sulistas por sua parte estao boicotando a eleicao geral, e consequentemente desistindo de seus sonhos de mudar o pais. Eles passsarm anos tentando posicionar como grupo de resistencia conectando com os rebeldes do oeste, norte e leste.
Agora, ao que parece, os sulistas estao preocupados somente em conseguir sua independencia. Isto provavelmente ira dividir o pais em duas enormes areas com distintas populacoes, incluindo arabes ao norte e varias tribos do leste, sul e oeste. "Estas eleicoes foram manipuladas desde o inicio", disse E. J. Hogendoorn, do Grupo de Crises Internacional, uma organizacao que estuda conflitos ao redor do mundo. Se a votacao tivessido feita com certa lisura, com ceteza teria ajudado a aplacar a tensao ente a area central do Sudao e suas areas perifericas. " Todos reconhecem que esta e raiz do conflito", disse ele. Mas, acrescenta, "esta eleicao nao ira tratar disto".

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