O senhor David Kato assumiu seu homossexualismo na década de 90. Porém, sua preferencia sexual foi revelada não em seu país de origem, mas sim na África do Sul. O motivo desta atitude é como Uganda, o seu país, ver o homossexualismo em geral. Como um franco defensor dos direitos dos homossexuais na nação onde a homofobia é tão severa que há um projeto de lei sendo discutido no parlamento para matar os homossexuais, o senhor Kato vivia sob uma constante ameaca de morte.

 

     No final do ano passado, um jornal local chamado "Rolling Stone" publicou uma materia de capa com o titulo: "100 Fotos dos Principais Homossexuais do País". Nesta edição, a foto do senhor Kato estava estampada juntamente com a manchete com o subtitulo: "Enforquem-los".

 

     Em Janeiro de 2011, o senhor Kato foi encontrado assassinado. Segundo a versão oficial, ele foi vítima de um assalto. Entretanto, membros da pequena comunidade de homossexuais no país atribuem sua morte a uma semente de preconceito plantada por evangélicos norte-americanos no país em 2009. "O governo de Uganda e os chamados evangélicos norte-americanos devem ser culpados pela morte de David Kato", disse Val Kalende, a diretora de um dos grupos de direitos dos homossexuais.

 

     Os norte-americanos envolvidos neste episódio repudiaram qualquer acusação de violência. Porém, o projeto de lei contrário ao homossexualismo em Uganda foi desenvolvido por parlamentares que estiveram em contacto direto com os evangélicos.

 

   Muitos africanos tem uma visão estereotipada sobre o homossexualismo. Muitos acreditam que ela é um produto importado do mundo Ocidental. A África tem leis severas contra a homossexualidade. Ao norte da Nigeria, homens homossexuais podem morrer apredejados. No Quênia,  o país com mais fortes inclinacoes ocidentais, os homossexuais podem pegar anos de cadeia.

 

     Uganda, ao que tudo indica, está na vanguarda quanto as restrições homossexuais. O Ministro de Ética e Integridade, o senhor Nsaba Buturo, que se autodeclarou um cristão devoto disse, "homossexuais podem esquecer sobre direitos civis".

 

     David Kato tinha quarenta e poucos anos, disseram seus amigos. Ele falava bem rapido. Sempre inquieto, e de óculos e tinha uma constante preocupação. Sempre estava de sobreaviso sobre a atmosfera no país quando falava de sua homossexualidade. Na época, numa entrevista, ele disse que gostaria de ser  um "bom defensor dos direitos humanos, não um defensor morto, mas sim um defensor vivo".

 

Edson Cadette, de Nova Iorque para o CORREIO NAGÔ

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