Homens encapuzados e armados sequestraram e bateram em jornalistas. Soldados que se opõem a junta militar têm sido torturados ou forçosamente desaparecem. Este é um dos aspectos triste de uma região na Africa conhecida mundialmente pelo conhecimento daqueles que puderam frequentar famosa universidade de Timbukutu em Mali.

     Muito alarde tem sido feito a respeito do "mini estado" extremista recem criado ao norte de Mali, forçando a evacuaçao de milhares de africanos de suas choupanas e consequentemente a fugirem do pais. A esperança de algum tipo de ajuda externa para enfrentar os islamistas radicais no norte do pais esta sendo depositada na renovação de um governo civil depois do golpe militar em marco deste ano.

    Sob a imensa pressão da comunidade internacional, a junta militar concordou com um governo civil liderado pelo astrofisicista de raízes norte-americana, o senhor Modibo Diarra que  até mesmo já havia trabalhado na NASA, mas que segundo informações, é um novato com tendências a explosoes emocionais quando contrariado.

     Disfarçados com roupas civis, os soldados continuam no commando, de acordo com informações fornecidas por representantes de grupos de direitos civis, jornalistas vitimados pelo atual regime, e por alguns politicos oposicionistas.

    No lugar de lutarem contra os islamistas que tomaram conta da região norte do país, o exército do sul está mais interessado em eliminar os rivais que tentaram e falharam recentemente num contra golpe de estado.

     Grupos de direitos humanos acusam o exército de engajarem numa horrível campanha de abusos contra soldados que se opõem a junta militar dentro  do quartel general fora da cidade de Bamako. "Tortura, abuso sexual, condicoes desumanas e degradantes são relatadas pela Anístia Internacional na base onde o líder da junta, o capital Amadou Sanogo comanda seus soldados.

     Recentemente dois importantes jornalistas locais foram brutalmente espancados com bastões e também com coronhadas de rifles. Os agressores não estavam usando uniformes oficiais, mas alguns deles calçavam botas e carregavam armas que normalmente sao usadas por soldados do exercito de Mali.

     O secretário assistente para assuntos africanos dos EUA, o senhor Johnnie Carson, disse em entrevista recente que a forca do exército seria necessária para reduzir os avancos dos extremistas no norte do pais, mas ele disse tambem que isto deve ficar a cargo do exercito, algo que ele reconhece, nao ha como ser feito no momento.

     Recentemente, centenas de mulheres saíram as ruas para protestarem contra a tortura e o desaparecimento de centenas de soldados demandando noticias sobre seus maridos. "Francamente falando, e como se isto tudo fosse uma psicose," disse Brahima Kone, da Uniao Interafricana de direitos humanos.

     "Agora, o poder esta sendo exercido por aqueles que possuem armas. E num pais onde o poder e apoiado com aqueles que estao armados, ninguem esta seguro," disse a senhora Sangare Coulibaly, representante da comissao dos direitos humanos no pais.

    

 

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