Com um Decreto de Morte, no dia 11/02/12, o Shopping Jardins mostra aos negros e negras de Aracaju que o espaço desse shopping não é para ser freqüentado por pessoas de cor, história que até pouco tempo estava sendo perpetrada pelo regime racista da África do Sul aos africanos negros.

O assassinato no espaço do shopping jardins do cidadão Leidson R. dos Santos, não foi um crime somente contra “ele”, mas contra toda população negra do Brasil. Leidson foi apenas mais uma vítima das estatísticas de crime executados contra os homens e mulheres negras do país da democracia racial.

Mas o assassinato do motorista negro pelos seguranças do shopping jardins, além de ser um recado para os negros e negras, é a demonstração de que o apartheid da África do Sul é aqui e agora, está vivo na mente de muitos racistas de plantão que a qualquer momento, agridem os negros como a Médica agrediu Diego no Aeroporto Santa Maria ou mata como no caso de Leidson no shopping jardins.

Esse crime, para uma parcela da sociedade não parece ter cunho racista, somente para a família, porque a imprensa não fala em racismo. Mas o fato é que o ódio dos seguranças que cometeram o ato criminoso, assemelha-se aos crimes que os policiais sul-africanos perpetravam contra os negros no período do apartheid na África do Sul.

Pode-se ver no assassinato de Leidson, um recado: “MORTE A TODOS OS DESCENDENTES NEGROS DE NELSON MANDELA”. É impossível não vê que tamanha brutalidade só aconteceu porque o cidadão era negro. Pois esse mesmo shopping já foi vítima de ataques do grupo de jovens de classe média que se intitulavam de “ALOHA” e, no entanto, não se sabe de um espancamento por parte da segurança.

Não se pode afirmar também que a sociedade esta indignada, ou de luto. No mesmo dia do assassinato de Leidson, um jovem negro, universitário da UFS, dirigia-se de ônibus para o Projeto Verão e ao seu lado ouvia três outros jovens brancos tecerem comentários sobre o filme REIS E RATOS que tem no elenco, o músico SEU JORGE, quando um deles disse: SEU JORGE no filme é um marginal e logo o colega disse: também com aquela cara.

Então não é de se espantar, pelo menos para os negros e negras que têm consciência do racismo que negro/negra no Brasil é sinônimo de marginal, assassino, ladrão... e por isso que a segurança do shopping jardins deve ter sido orientada para lidar com qualquer problema que envolva negros/negras da forma mais suave possível, MATANDO.

 

FLORIVAL DE SOUZA FILHO

Msc. em Sociologia

Esp. em Educação e Relações Etnicorraciais

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Comentário de Eu em 16 fevereiro 2012 às 11:17

Recuperar essas histórias positivas, preservar o bom legado e passar adiante é uma maneira de passar bem o bastão. É importante também pensar em deixar bons legados financeiros como por exemplo negócios, dinheiro, ações, comodites, terras, bens valiosos ouro para as próximas gerações. Deixar um bom legado nos campos intelectual, material, moral e espiritual, é promover bons exemplos e fazer a coisa certa, para as próximas gerações. Assim como os outros grupos também o fizeram; é importante deixar um bom legado e construir um bom caminho sólido para filhos, familiares e comunidade. Quando vc subir na escada do sucesso, não esqueça de olhar pra baixo e puxar o seu semelhante. Assim cria se um bom legado e constrói se um bom caminho sólido de sucesso para suas próximas gerações.

Comentário de Eu em 16 fevereiro 2012 às 10:27

Show BACK BONE! Speak up!  We know, hypocritical socio-economic-political policies  always have been the way of doing things in a Melting pot land.

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