Artistas da música negra realizam o show “Cantar para a Igualdade” em Fortaleza

A noite do último sábado, dia 12, em Fortaleza, trouxe uma batida diferente! Foi o som da primeira “Noite Negra - Cantar para a Igualdade”, realizada no BNB Clube em alusão ao 13 de maio (Dia da Abolição da Escravatura). O Correio Nagô, é claro, não ficou de fora e marcou presença no evento que contou com a participação de diversos artistas negros da cidade, e que atraiu dezenas de pessoas para o clube, fazendo o público dançar ao som de muita black music, reggae e samba.

O público pode conferir o show de cinco revelações da música negra, que empolgaram com canções de celebração da negritude. Fazendo a festa no palco, o cantor Niguer, trazendo o suingue da black music, a cantora Lorena Nunes com clássicos da música brasileira, o guitarrista caboverdiano Andy Monroy e o reggae defendido por Julio Jamayka  e David Lima.

Germana McGregor, produtora cultural do BNB Clube, resolveu apostar nessa ideia quando atentou o seu olhar para a questão da negritude, após ingressar em um curso de formação sobre o debate racial. Segundo a produtora, a noite também serve para legitimar e também homenagear a influência da cultura negra na composição da música popular brasileira. “Estamos muito felizes pelo sucesso de hoje, foi um belo resultado à custa de muito trabalho. Esse evento serve pra evidenciar nossa música afro-brasileira e também para contrariar o mito de que no Ceará não há negros. Selecionamos esses artistas minunciosamente para deles mostrarem um pouco da diversidade de ritmos da música negra”, explica.

Guitarrista caboverdiano Andy Monroy 


Repertório - Única presença feminina entre os cantores da festa, Lorena Nunes era só sorrisos. Sua voz grave e potente abriu a noite, trazendo músicas que remontavam a trajetória do negro no Brasil. Ciente do significado simbólico da ocasião, a cantora teve um cuidado especial na escolha do repertório, juntamente com a produção. “Mesmo com algumas músicas já selecionadas eu tive autonomia de ver quais aquelas que passavam uma mensagem positiva e também de luta do povo negro. Tivemos atenção também nas letras pra não acabar reproduzindo preconceitos que nós mesmos combatemos. Nós artistas devemos ter essa preocupação, afinal transmitimos algo que lida com a emoção”, alertou a cantora.

Cantora Lorena Nunes. Foto: Divulgação


A expectativa agora é de que essa seja apenas a primeira edição de muitas noites negras em Fortaleza. Aguardem!

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