Ator e diretor Wolf Maya é condenado por injúria racial

O diretor e ator Walfredo Campos Maya Júnior, conhecido como Wolf Maya, da TV Globo, foi condenado a 2 anos e 2 meses de prisão pelo crime de injúria com conotação racial contra um técnico de iluminação que trabalhou em uma de suas peças. A condenação, em primeira instância, foi definida pelo juiz Abelardo de Azevedo Silveira, da 2ª Vara Criminal de Campinas (SP), que a substituiu pelo pagamento de 20 salários mínimos e período de trabalho comunitário a ser definido. Maya negou a acusação e sua defesa recorreu. As informações são do jornal Folha de S. Paulo.

 

De acordo com a sentença, Maya foi condenado por ter ofendido Denivaldo Pereira da Silva ao chamá-lo de "preto fedorento que saiu do esgoto com mal de Parkinson". O caso de injúria com conotação racial ocorreu em 12 de agosto de 2000, num teatro de Campinas que encenava a peça "Relax... It's Sex", escrita e dirigida por Maya. À época, Silva trabalhava numa prestadora de serviços de iluminação para a peça. Segundo o técnico, o diretor ficou furioso porque houve um erro ao iluminar um ator durante a peça. Após o técnico ter denunciado o caso, Maya moveu uma ação na área cível por danos morais e pediu indenização de R$ 100, alegando que a acusação prejudicou sua imagem. Ele perdeu e foi condenado a pagar as custas processuais, no valor de R$ 2 mil, mas também recorreu desta decisão.

Fonte: Terra

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Comentário de paulo alves em 14 junho 2011 às 9:00

Parece que a coisa está melhorando! Percebe-se que volta e meia  alguém neste país busca fazer valer as leis na tentativa de mostrar que todos devem ser  respeitado independendo de sua condição racial ou social. Parabéns ao Sr. Juíz que deu a sentença e a Denivaldo pela compreenção de lutar pelo seu direito de ser respeitado como ser humano como pessoa.

Muito AXÉ!!!!!!!!

Comentário de MARIA CANDIDA em 12 junho 2011 às 13:05
A Organização que advogou a causa do Denivaldo, foi o Instituto do Negro Padre Batista, de São Paulo sendo uns dos advogados o Dr. Sinvaldo Jose Firmo - Telefone do INPB - 3106-7051, hoje esta Instituição tem um convênio com a Defensoria Publica de São Paulo.  SE NÓS NÃO FALARMOS QUEM FALARÁ POR NÓS - portanto DENUNCIEM.
Comentário de Adelson Silva de Brito em 11 junho 2011 às 9:28

Que as Bençaos dos Nossos Ancestrais recaiam sobre Voce e Todos os seus, Jnailson!!!!

Alafia!!!!

Comentário de Janilson da Silva Castro em 10 junho 2011 às 21:58

É Adelson um destes jovem é policial federal hoje, não estranhamente, apesar dos seus antecedente criminais,  hoje é policial federal, a policia que teoricamente protege e os índios, que farsas, "Brasil mostra tua cara"!

 

Comentário de Adelson Silva de Brito em 10 junho 2011 às 18:59

Nao esqueçam que o sitema é corporativista. Lembram do caso do assasinato do índio Galdino, em que um rebalho de mauricinhos queimaram o índio por farra?? A juiza julgou o crime como sendo uma farra mesmo, uma travessura de garotões. Jovens!!! Estudem, e estudem e procurem se informar. Vamos ser juizes, desembargadores, advogados, mas antes de mais nada permaneçamos negros. Erga a sua autoestima.Use com orgulho o seu cabelo despenteado, sua roupa afro.Cosntrua a sua famlilia a imagem e semelhança africana. 

Precisamos de uma midia só de negros. A forma de alcançar consideração e respéito é fazer esse sistema perverso sentir que sem a nossa contribuiçao, sem o nosso consumo eles não sobrevivems.Chega de alimentar um sistema que nos escraviza.

Keto Angola je n´só!!!

Comentário de Janilson da Silva Castro em 10 junho 2011 às 8:45
Pessoal a justiça é cega e mesmo e erra muito, ha dois anos entrei com o processo contra um fornecedor de serviços da ONG que trabalhava, e durante a audiência, meu advogado na verdade um amigo, disse: "Seu Dimas nós achamos que é um tipico caso de preconceito". seria engraçado se fosse num filme. pois todos da sala incluso ai o juiz e até a escrivam que quase cai da cadeira gritaram "não-não". é fogo não acredito no sistema. esses mesmo advogado formado na grande universidade publica no estado SP, sempre me falava da farsa que é o judiciário, que um dos grandes professores da área no país sempre falava ma sala de aula "eu nunca condenei um branco e nunca deixei um preto passar". eu não volto a passar por isso novamente. agora só entro se for um processo criminal. até pessoal, abraço!
Comentário de luzineide gonçalves pinheiro bor em 10 junho 2011 às 0:08
Mas vamos seguir em frente por que um dia vamos vencer
Comentário de luzineide gonçalves pinheiro bor em 10 junho 2011 às 0:07
infelizmente é a lei do nosso belo PAIS
Comentário de Walter Rui Pinheiro em 9 junho 2011 às 22:30

Infelizmente para pessoas na posição desse tal não há Lei que o coloque atrás das grades, realmente o nosso País é campeão de impunidade quando se trata de aplicar lei para quem tem herança européia e vil metal sem saber de onde provem. Eu e os meus filhos, ainda não estamos preparados para acreditar que o sujeito que me discriminou, e pertence a esta elite racista, vai sofre alguma ação legal e acabar preso, isso é para pobre e na sua maioria preto. 

Por isso se acontecer comigo e os meus, a ordem é realizar a unica coisa que eles acham que somos capazes de exercer. Então é assim mesmo que vai.

Comentário de Alaide Santos de Santana em 9 junho 2011 às 21:29
Tenho acompanhado esta história e fico pensando porque demora-se tanto para condenar judicialmente casos como este.

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