Ator e diretor Wolf Maya é condenado por injúria racial

O diretor e ator Walfredo Campos Maya Júnior, conhecido como Wolf Maya, da TV Globo, foi condenado a 2 anos e 2 meses de prisão pelo crime de injúria com conotação racial contra um técnico de iluminação que trabalhou em uma de suas peças. A condenação, em primeira instância, foi definida pelo juiz Abelardo de Azevedo Silveira, da 2ª Vara Criminal de Campinas (SP), que a substituiu pelo pagamento de 20 salários mínimos e período de trabalho comunitário a ser definido. Maya negou a acusação e sua defesa recorreu. As informações são do jornal Folha de S. Paulo.

 

De acordo com a sentença, Maya foi condenado por ter ofendido Denivaldo Pereira da Silva ao chamá-lo de "preto fedorento que saiu do esgoto com mal de Parkinson". O caso de injúria com conotação racial ocorreu em 12 de agosto de 2000, num teatro de Campinas que encenava a peça "Relax... It's Sex", escrita e dirigida por Maya. À época, Silva trabalhava numa prestadora de serviços de iluminação para a peça. Segundo o técnico, o diretor ficou furioso porque houve um erro ao iluminar um ator durante a peça. Após o técnico ter denunciado o caso, Maya moveu uma ação na área cível por danos morais e pediu indenização de R$ 100, alegando que a acusação prejudicou sua imagem. Ele perdeu e foi condenado a pagar as custas processuais, no valor de R$ 2 mil, mas também recorreu desta decisão.

Fonte: Terra

Exibições: 341

Comentar

Você precisa ser um membro de Correio Nagô para adicionar comentários!

Entrar em Correio Nagô

Comentário de GILMÁRIA DA CRUZ MENEZES em 9 junho 2011 às 21:09

 Como temos visto o descaso é muito grande.

Só que não devemos parar, a luta deve prosseguir.

Por que fazem questão em classificar atos como esse como um simples fato?

Quem sofre é quem passou por esse ato desumano. Se não abrir os olhos esse cara ai vai sair numa boa.

Comentário de Bonfim Costa sousa em 9 junho 2011 às 20:53

A prepotência, a arrogância PRECISAM SER PUNIDAS NA FORMA DA LEI. Os atenuantes não são aceitáveis e as organizações pertinentes precisam se posicionar no sentido de que não haja uma banalização da lei no que pertine aos direitos da etnia negra em conformidade com lei específica. O detrator no ato do cometimento do ilícito não mediu as consequências; agora deve arcar com o ônus da sua culpa. SEM ATENUANTES. POIS!

Bonfim Sousa

Teólogo/Professor

Comentário de Adelson Silva de Brito em 9 junho 2011 às 20:42

Começo a ver auma luz no fim do túnel, a partir do comentário do Jorge Eduardo da Silva Rosa, e sugir uma campana; "NÃO TEM NEGRO???TÔ FORA!!!!

Gbogbo ènìyàn ni a bí ní òmìnira; iyì àti ẹ̀tọ́ kọ̀ọ̀kan sì dọ́gba. Wọ́n ní ẹ̀bùn ti làákàyè àti ti ẹ̀rí-ọkàn, ó sì yẹ kí wọn ó máa hùwà sí ara wọn gẹ́gẹ́ bí ọmọ ìyá.

Tradução: (Artigo Promeiro da Declaração Universal de Direitos do Homem)

 Todas as pessoas nascem livres e iguais em dignidade e direitos. São dotadas de razão  e consciência e devem agir em relação umas às outras com espírito de fraternidade.   


Comentário de Adelson Silva de Brito em 9 junho 2011 às 20:32
A Justiça não é cega. Ela tem os olhos vendados, daí pode ser conduzida por aplicação de habilidades. Há uma diferença jurídica entre racismo (crime inafiançável) e injúria racial(que foi a caracterização do crime desse valfredo aí).Ouvi também de alguns advogados, que " a justiça não ajuda a quem dorme".Nos estamos dormindo, se não, porqeu a Lei 10.639/11.645 ainda não fucniona na prática??????
Comentário de Jorge Eduardo da Silva Rosa em 9 junho 2011 às 19:34
   Meus caríssimos "Pretobras", este canalha tem posição de destaque dentro da teledramaturgia e como dizem aqui no sul "não dá nada", ele vai posar de vítima no final da linha. Tem que doer é no bolso, todo crime deveria ser revertido em dinheiro para as vítimas. Muito me admira a Thaís de Araújo, ela fez três novelas em que era "protagonista", na primeira fazia par romantico com Gianichini, deu um beijo nele no primeiro capitulo e depois só sofreu nas mãos da vilã ( uma atriz de sobrenome Guinle) a novela inteira, na segunda ela era uma modelo internacional de sucesso, que tinha uma irmã drogada casada com um marginal, bom ela casou com um megaempresário, que tinha uma filha chata e megalomaniaca, uma modelete em ascenssão, pentetrou a novela inteira e sofreu um acidente ficando paraplegica e roubando o posto de protagonista da Thaís, mas o mais feio nisso tudo foi uma cena em que ela aparece pedindo perdão de JOELHOS para a mãe da garota e recebendo uma BOFETADA na cara. que carreira é esta? E quando os negros não se prestarem mais a fazerem estes papeis, na Malhação não existem atores negros adolescentes estudando naquele colégio, fora da cantina ou fazendo papel de "bobo da corte", reporteres negros além do Eraldo, Zileide e Glória me citem pelo menos um de atuação  destacada, negros não usam pasta de dentes? então? não vi nenhum sorriso negro kolinos. Se comprarmos só produtos que nos identifiquem como consumidores esta merda muda e havera uma revisão de conceitos imediata, imaginem, só imagínem a globo com um baixo indice de audiencia por não ter negros em papéis descentes em sua programação, seria muito divertido, ver o Wolf tomar um pé na bunda! Pronto falei! Salamaleikum povo preto!  
Comentário de Edison da Silva em 9 junho 2011 às 19:29
Porque pena alternativa? Cadeia nele, com essa conotação racial, fica caracterizado a petulância do indivíduo, tem que ser condenado, descriminação racial e dose!
Comentário de Márcia Daniele de Souza Carvalho em 9 junho 2011 às 15:46
Não é difícil entender a sub - representação negra em novelas
Comentário de carlos alberto da silva santos em 9 junho 2011 às 14:25
É, as vezes a ofensa moral, transgride a ignorância de quem se julga sábio.
Comentário de Márcia Daniele de Souza Carvalho em 9 junho 2011 às 13:41
Espere eu nã oentendi! "Injúria Racial" ? Ou é injúria ou é racismo, não é assim? E se for racismo é inafiançável o que não justificaria o pagamento dos 20 salários mínimos.
Comentário de LIGIA LUIS DE FREITAS em 9 junho 2011 às 13:22
Vamos, pelo menos, publicizar o quanto pudermos pq sabemos q cumprirá em liberdade. Deveria também ser conduzido a participar de atividades educativas p ver se aprende, pelo menos, as regras básicas de respeito e convivência no trabalho.

Translation:

Publicidade

Baixe o App do Correio Nagô na Apple Store.

Correio Nagô - iN4P Inc.

Rádio ONU

Sobre

© 2019   Criado por ERIC ROBERT.   Ativado por

Badges  |  Relatar um incidente  |  Termos de serviço