Bamidelê e NEABI discutem cotas raciais na Universidade Federal da Paraíba

Com o intuito de discutir a importância da adoção de mecanismos que viabilizem a diminuição das desigualdades e a erradicação da discriminação racial no Brasil, a Organização de Mulheres Negras da Paraíba - Bamidelê, junto com o Núcleo de Estudos Afro Brasileiros e Indígenas (NEABI), estarão realizando nesta quinta feira (29) o Seminário “Cotas e Cidadania – Um Direito Seu!” na UFPB.

No Norte e no Nordeste, respectivamente, 97,1% e 96,1% dos municípios são formados por maioria preta e parda. Na capital paraibana, 53,9% da população é composta de pretos/as e pardos/as, porém a presença de negros/as em espaços como universidades, parlamentos, órgãos públicos, não reflete esta realidade. 

Desde 2010, a Universidade Federal da Paraíba adotou a política de cotas sociais com recorte racial, na qual aparece como proposta de reverter o quadro de desigualdades étnico-educacionais entre negros/as e brancos/as, promovendo a inclusão social e garantindo o acesso a direitos previstos na Constituição Federal. No entanto, o assunto ainda está arraigado de preconceitos e de mitos perante a comunidade acadêmica, trazendo uma reconstrução de processos racistas e negação de direitos universais, a exemplo da educação pública de qualidade para todos. 

Para a Bamidelê e o NEABI, é necessário aprimorar o debate e valorizar o contexto interno como base de desenvolvimento de alternativas metodológicas para as ações afirmativas, enfatizando a utilização do sistema de cotas raciais na realidade acadêmica paraibana.

O seminário “Cotas e Cidadania - Um Direito Seu”, terá início as 14h30 com a realização de rodas de diálogo. Em seguida, acontecerão apresentações culturais do grupo de mulheres capoeiristas, e a noite, um debate sobre a importância da adoção de políticas de ações afirmativas nas universidades públicas brasileiras, com o professor doutor da Universidade Federal do Rio de Janeiro, João Feres.

Na ocasião, também será relançado pela Bamidelê a Campanha “Moren@, não. Eu sou negr@!”, na qual teve grande repercussão no Estado em 2009, tendo como objetivo contribuir para a valorização da cultura negra na Paraíba, através da afirmação da identidade de negras/os, como também ampliar o debate junto à sociedade sobre as relações raciais e a necessidade de políticas públicas que promovam a equidade racial.

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Comentário de Eu em 30 março 2012 às 13:18

Já não era sem tempo. As cotas são parte da reparação contra tentativa de genocídio das tribos africanas pela escravidão.

A comunidade africana-brasileira tem que  entrar nas faculdades, nas empresas privadas e repartições públicas. Em áreas de comando também dessas entidades. Vamos  morar em residências descentes no asfalto e fazendas como DONOS.

As empresas de armas, os senhores das drogas e os departamentos judíciarios estão ganhando dinheiro as custas da nossa desvantagem social. Isso tem que acabar.Consciência social, educação, poder político e financeiro podem mudar essa história.

Achar que as pessoas não vão ser racistas é inocencia, racismo é um mecanismo social, arma social de intimidação, controle e possível ação de extermínio de uma raça.

O quem tem que haver contra a arma social do racismo é ações judiciais e políciais que investiguem, indiciem judicialmente e prendam essas pessoas.

Racismo é parte da mentalidade do "branqueamento" que é tão antiga quando a abolição. Pois nós somos a maioria e através do voto e se associando a grupos de africanos-brasileiros podemos tomar o poder.

A comunidade africana-brasileira tem que PERDER O MEDO do poder político e econômico e saber que NÓS TAMBÉM PODEMOS. "Yes, we can!"

O africano-brasileiro tem que se unir, pelas cotas de reparação nas universidades, empresas privadas e repartições públicas e nas aréas também de comando dessas entidades. Não contando com as leis.Temos que ter leis que estabelecem a reparação e reforça a penalidade contra o racismo.

"Quando nós amamos o país nos lutamos para mudar para melhor o pa[is, se não amamos o pa[is nós apenas tiramos vantagem do que esta aí." . Al Sharpton. Aficano-Americano que participou e participa ativamente dos direitos civis.

http://www.msnbc.msn.com/id/44258842#46898639

Ame o seu país. Mude o seu país para melhor.

Temos que ser visíveis e no comando desse país.

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