Caminhada da Consciência Negra terá cobertura on-line

Hoje, 20, Dia Nacional da Consciência Negra, o Instituto Mídia Étnica lançará mais uma ação de inclusão e apropriação digital, o projeto Cyber@ruá. A ação visa a cobertura on-line das caminhadas e marchas que rememoram a imortalidade de Zumbi dos Palmares, através das novas tecnologias da comunicação. O nome Cyber Aruá é um trocadilho em referência ao termo cyber-café e aruá, nome de uma bebida africana.

O projeto consiste na distribuição de jornalistas durante os circuitos (Liberdade, Campo Grande e Centro) enviando informações e fotos via twitter, além da realização de entrevistas em áudio, através da tecnologia podcast e produção de vídeos com duração de um minuto cada. As informações e produções serão colocadas na plataforma 2.0, criada para o evento, que pode ser acessada no endereço www.correionago.ning.com, ligada ao portal www.correionago.com.br, gerenciado pelo Instituto Mídia Étnica.


Além da possibilidade de acompanhar, comentar e também enviar conteúdos sobre as caminhadas, a população terá acesso gratuito a internet, via tecnologia Wi-Fi (rede sem fio) nas imediações da Praça da Sé, próximo à estátua de Zumbi dos Palmares. A ação conta com o apoio da Companhia de Processamento de Dados da Bahia (PRODEB), da Fundação Pedro Calmon/Secult e da Secretaria de Promoção da Igualdade (SEPROMI).

No lounge instalado na Praça da Sé, personalidades e ativistas serão entrevistados pela jornalista do Correio Nagô, Ivana Dorali. Além disso, haverá demonstração das atividades do Instituto Mídia Étnica e demais organizações do Movimento Negro na Bahia. Para o coordenador de tecnologia do Mídia Étnica, Geilson Souza, “as pessoas que possuem laptop ou dispositivos de conectividade, como celular e Ipods, poderão se concentrar na Praça da Sé para acessar a internet gratuitamente e mandar seus comentários e conteúdos sobre a marcha”, sugere.

“Em 2005 já tínhamos realizado uma ação semelhante para cobrir as caminhadas. Este ano o diferencial é o uso das novas tecnologias para comunicação colaborativa como as redes sociais e a criação de uma zona livre para acesso à internet via wi-fi, algo inédito em todo o país”, destaca o diretor executivo do Instituto Mídia Étnica Paulo Rogério Nunes.

O Instituto Mídia Étnica foi criado, em 2005, com o objetivo de promover a apropriação das tecnologias de comunicação pela comunidade negra. A organização realiza assessoramento para organizações do movimento negro, treinamento de novos jornalistas para igualdade racial e políticas públicas de comunicação. Um dos objetivos do Instituto para 2010 é construir uma tv on-line.

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