Informação do seu jeito
Prezada sra. Lya Luft,
sempre leio a sua coluna, mas não poderia deixar de fazer alguns reparos em relação ao seu mais recente texto, “A formação do Brasil”. Hoje, 51 por cento da população brasileira se declara negra. Porém, esta maioria não está representada nos cargos de poder do governo ou das empresas privadas, e isso não por incompetência, mas pelos efeitos perniciosos de uma série de estratégias de poder que preservam os privilégios e prerrogativas dos cidadãos brasileiros brancos e de olhos azuis. Questiono a necessidade, proposta pela senhora, de novas dates comemorativas que teriam por objetivo promover o dia da consciência a descendentes de portugueses, italianos, alemães, poloneses, dentre outros, tendo em vista que estes não são discriminados em função da sua cor.
Ao contrário. Se a senhora pesquisar os cargos de poder no governo e na iniciativa privada verá que grande parte é ocupada por pessoas brancas e de olhos azuis, descendentes dos europeus que aqui vieram e aqui sofreram para colaborar com a riqueza “deste país”. Portanto, o Dia do Índio e o Dia da Consciência Negra são fundamentais para, pelo menos num dia do ano, pensarmos no processo eugênico imposto pelo lema positivista “ordem e progresso”, que orna a bandeira brasileira. Todos somos iguais, mas lembremos que uns são mais iguais que os outros. Que o diga a revista que a senhora representa, tendo em vista que a publicação nunca se preocupou em debater a questão racial, e, quando o fez, se posicionou veementemente contra as políticas de ações afirmativas.
obrigado,
Luiz Souza
Este texto se refere à coluna da escritora no semanário, publicada na edição 2264, de 11/04/2012.
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pois é... estah na veja desta semana. vou verificar se encontro o text na internet....
obrigado
Comentário de Instituto Mídia Étnica em 8 abril 2012 às 18:06 Luiz, por favor, posta aqui o artigo da Lya Luft.
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