Ceafro lança documentário sobre argentinos(as) negros(as)

O CEAFRO, programa do Centro de Estudos Afro-Orientais (CEAO) da Universidade Federal da Bahia (UFBa), lança na próxima 5ª feira, dia 14 de abril, às 18h30, o documentário Comédia Negra de Buenos Aires – Teatro afro-argentino, dirigido pelo cineasta e poeta argentino, radicado em Salvador, Carlos Pronzato. O filme dá visibilidade a facetas do processo de exclusão racial dos negros/as argentinos/as, a partir de depoimento de Carmen Platero, que, junto sua irmã Susana, criou a Comédia Negra, na década de 80.

 

O lançamento acontecerá no auditório Milton Santos, na sede do CEAO/CEAFRO, na Praça Inocêncio Galvão, Largo Dois de Julho, em Salvador. Após a exibição do documentário haverá uma mesa de debate que contará com a presença de Carlos Pronzato, do diretor e ator de teatro e coordenador do Coletivo de Atores Negros Abdias do Nascimento (CAN), Angelo Flávio, e da atriz e diretora teatral Fernanda Júlia.

 

Carmen e Susana Platero são netas do primeiro escrivão negro do país, Tomás Bráulio Platero e elegeram o teatro como espaço capaz de denunciar o racismo na Argentina e de promoção da inclusão da história e cultura negras naquela sociedade. Carmen relata ao antropólogo Alejandro Frigério a história da Comédia Negra, suas conquistas e embates.

 

O documentário, com 37 minutos de duração, permite algumas comparações, decorrentes do processo de negação do povo negro na diáspora. Enquanto no Brasil se 'criou' o mito da democracia racial, na Argentina, difundiu-se a idéia de que lá não existem mais negros/as. Na verdade, o povo negro argentino sofreu vários processos de genocídio, tendo sido os principais escolhidos a lutar pelo país nas várias guerras latinas e, assim, tornaram-se os primeiros desaparecidos do país, representando hoje, algo em torno de, apenas, 7% da população. Há poucos meses a população negra argentina realizou o seu 1º congresso nacional. Cópias do documentário serão vendidas no dia do lançamento por R$15,00.



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Comentário de célia gomes em 14 abril 2011 às 6:48

A exclusão racial do negro argentino é bem mais gritante que a nossa.Lá, vi uma manchete num jornal de grande circulação que dizia:"Negros,porcos.imundos ocupam ....etc".Fiquei revoltada,comprei o jornal protestando,alto e o dono da banca tentou arranca´ -lo de minhas mãos.Fiz um "fuzuê".Tenho este jornal

guardado na minha coleção.Por tanto,a luta e a divulgaçaõ deste horror é mais que oportuna.Na Argentina não volto nunca mais.

Comentário de anita de jesus costa em 13 abril 2011 às 13:55
Parabens pela uniao de vcs...so tem a crescer..
Comentário de Jr Borges em 11 abril 2011 às 22:12
que bom ver que a organização dos irmão latinos está crescendo...

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