Centenário de Luiz Gonzaga é tema do X Seminário de Tradições Culturais da UESPI

No ano de comemoração do centenário de Luiz Gonzaga o X Seminário de Tradições Brasileiras da Universidade Estadual do Piauí -UESPI, vai trazer apresentações de dança, música e teatro para homenagear o Rei do Baião. O evento idealizado pela Pró-Reitoria de Extensão através do Departamento Cultural e com o apoio da FUNDAC, está consolidado na UESPI e conta com a participação de professores e alunos da instituição que compõem o Coral, o Corpo de Dança e o Grupo de Teatro da Universidade.

 

“O Seminário de Tradições visa aproximar as ações e pesquisas da UESPI,  já que Luiz Gonzaga se tornou um objeto de pesquisas acadêmicas por ter aproximado a cultura nordestina da realidade cultural. A Universidade cumpre assim seu papel de instrumento de defesa e promoção da cultura e tradições populares”, Comenta o Prof. Marcelo Neto, Pró- Reitor de Extensão.

 

Estão previstas na programação palestras e oficinas ministradas pelos Professores Wilson Serraine, Jonas Moraes entre outros, que abordarão a vida e a contribuição deste que foi um dos maiores representantes da cultura nordestina do país.

 

“Bulindo Gonzaga” é uma proposta do Grupo de teatro  baseada na obra de Gonzagão, e traz uma interação entre música e texto. Também o Coral formado por alunos da instituição traz em seu repertório canções que atravessam gerações como Riacho do Navio, Forró no escuro e Que nem jiló, músicas que retratam o cotidiano e a vida simples do nordestino.

 

Baião

O baião teria nascido de uma forma especial de os violeiros tocarem lundu na zona rural do Nordeste, estruturando-se em seguida como música de dança. Ele é uma espécie de coreografia desenvolvida ao mesmo tempo em que se canta ao som deste ritmo, popular especialmente no Nordeste brasileiro. O lundu – estilo musical gerado pelo retumbar dos batuques africanos, é um gênero musical contemporâneo e uma dança brasileira de natureza híbrida, criada a partir dos batuques dos escravos bantos trazidos ao Brasil de Angola e de ritmos portugueses.

 

Há também um parentesco do "arrasta-pé" do baião com as danças indígenas, devido as mãos do sertanejo atrás das costas e dançando com uma perna a frente da outra.

          

Na década de 40, especialmente depois de 1946, o baião ganhou novo impulso com a intervenção do sanfonista e compositor Luiz Gonzaga, assumindo uma nova tonalidade com a incorporação das características do samba e das congas cubanas. Com esta nova feição este som transcendeu o próprio bolero, disseminou-se por todo o Brasil e até mesmo cruzou os limites do país.

Confira a programação: X SEMINÁRIO DE TRADIÇÕES BRASILEIRAS

 

Fonte: Ascom - UESPI

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