Comunicação alternativa será debatida na Assembleia Legislativa


Um Espaço Alternativo de Comunicação para o Povo Negro esse é o tema da próxima audiência pública a ser realizada na terça-feira (27) pela Comissão da Promoção da Igualdade da Assembleia Legislativa da Bahia (CEPI/AL).

Em março o Supremo Tribunal Federal (STF) realizou audiência pública com especialistas para tratar da constitucionalidade das políticas de ação afirmativa. A partir de então a sociedade civil e os movimentos negros elaboraram uma campanha midiática - "Afirme-se", que circulou em grandes jornais do país, em rádios e TVs e funcionou como um manifesto a favor das cotas. O jornal O Globo, após apresentar tabela de publicação ao valor de R$ 54.163,20, aumentou para o valor absurdo de R$ 712.608,00 tão logo viu o conteúdo do texto em defesa das políticas afirmativas.

A CEPI pautou o tema da Campanha Afirme-se e contou com a participação do Profº Fernando Conceição da Faculdade de Comunicação da Universidade Federal da Bahia (Facom/UFBA), o Movimento CMA Hip Hop representado pelo DJ Branco e outras representatividades públicas e da sociedade civil organizada.

Essa nova audiência pretende reunir profissionais da comunicação e entidades da sociedade civil para debater a criação de meios alternativos de comunicação sob o domínio dos afrodescendentes.

A grande imprensa norteada pelos meios mais utilizados de comunicação, TV, rádio, jornal imprenso ainda contemplam na grande maioria em seus quadros funcionais de “âncoras” modelos que não representam a população negra do país (com base em dados estatísticos dos últimos censos registram um percentual de quase metade da população brasileira de afrodescendentes).

Na Bahia, a cidade mais negra fora da África essa realidade é ainda mais perversa, em contrapartida a não representatividade do negro na mídia, muitos profissionais afrodescendentes se reuniram e criaram organizações e entidades de mídias alternativas que conseguem colocar em pauta diversos temas que denunciam esse processo. Divulgando também notícias de interesse geral do grande público, a exemplo do Instituto de Mídia Étnica, o Correio Nagô, a TV Servidor que utilizam seus portais onlines como novas mídias participando ativamente no combate ao preconceito racial e difundindo também as notícias de interesse geral.

“A discriminação racial ainda é bastante presente e o movimento negro e as novas políticas de ações afirmativas construídas de maneira mais efetivas nos atuais governos federal e estadual existem para tentar reparar esse problema que ainda permeia a sociedade brasileira. Precisamos nos reconhecer também nos meios de comunicação, na imprensa, os negros ainda lutam para ocupar esses espaços na grande mídia tradicional”, destaca o deputado Bira Corôa.

A audiência acontece a partir das 10:30h, na Sala das Comissões Herculano Menezes da Assembléia Legislativa da Bahia. Foram convidados para participar do evento além do movimento CMA Hip Hop, o Profº Fernando Conceição (Facom/Ufba), o diretor da TVE, Polla Ribeiro, o jornalista Moisés Costa Almeida da TV Servidor, Mel Adún e Vivian Caroline do Tobossis, Cláudia Alexandra do Jornal Irohin, representantes do Instituto Mídia Étnica e Correio Nagô, dentre outras representatividades públicas e da sociedade civil.

Fonte: Ascom / Dep. Bira Corôa e Comissão de Promoção da Igualdade

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