Criança é espancada por cliente no Shopping Barra em Salvador

 

O que e ele fez?

01/05/2011

 

Aglomeração em volta de uma menino negro, de 13 anos, sentado  de  cabeça baixa, assustado,  próximo à praça de alimentação do Shopping Barra. Um pano com gelo na mão, de vez em quando levado à testa. Em cada pé um modelo diferente de sandália tipo havaiana.  Os seguranças queriam levar o menino, as pessoas indignadas resistiam, queriam primeiro a presença da polícia.

Alguém se aproxima e pergunta: o que ele fez?

Santo preconceito. Ele não fez, fizeram com ele.

E, boas novas neste mundo cão, havia ali um grupo grande de pessoas empenhadas em proteger o menino, pedir providências ao shopping.

Sandro Lisboa, analista de sistemas, estava a próximo ao garoto, na aglomeração que acompanhava o segundo tempo do BaVi, em frente ao restaurante Tokai.  “Ele fez um comentário e um homem, que estava a 10 metros de distancia se aproximou, deu um tapa nas costas, voltou e deu mais três socos, na cabeça e na testa”, conta Sandro, que ouviu também o comentário espantado da filha do agressor: “Pai,  por que você fez isso?”

Junto com outro cliente do shopping, o engenheiro ambiental David Lockwood, foi em busca dos seguranças, que conduziram o agressor, um homem branco, de aproximadamente 40 anos,  para uma entrada da aérea de serviço do Shopping e depois informaram que ele havia fugido. “Achei ridículo os seguranças fazerem tudo para proteger o agressor e nada para averiguar o que aconteceu”, diz David.

A polícia finalmente chega. A agente da Polícia Federal Carla Medrado, que também assistiu a cena se apresenta e pede providências. Ela está indignada com a atitude da segurança do shopping, que em vez de deter o agressor facilitou a sua fuga. Não houve registro de ocorrência.

Uma das pessoas saca o telefone e liga para a redação do Correio*. Informa o que acontece, pede cobertura. Veja aqui. 

 

Publicado no Blog Bahia na Rede: www.blogbahianarede.wordpress.com

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Tags: agressão, criança

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Comentário de PATRICIA PINHEIRO em 7 maio 2011 às 10:57
No minimo um vagabundo travestido de pai de família. Neurótico e pisicopata, deveria estar , no mínimo alcoolizado, e deve ter usado de influência para convencer os seguranças a deixá-lo ir embora. Espero que hajam cameras que facilitem a identificação do agressor, e que a segurança do Shopping não delete as imagens!
Comentário de vanessa oliveira em 3 maio 2011 às 16:15

 

ACHO NADA ENGRAÇADO QUE NUM TEMPO ONDE JÁ NÃO SE ESCONDEM MAIS OS PRECONCEITOS, CONTEMPORÂNEOS DAS POLÍTICAS DE AÇÕES AFIRMATIVAS, SOFREMOS REPRESÁLIAS DOS "LUGARES ABALADOS"... RESGATAM-SE OS AÇOITES E CHIBATADAS( OU TAPAS E SOCOS)COMO FORMA DE DEMARCAR OS LUGARES DE ONDE NÃO SERÃO DESALOJADOS MAS OBRIGADOS A DIVIDIR, ( E QUANTO INCÔMODO Ñ HÁ NISSO!!!)... E OLHA QUE O MENINO, POBRE MENINO! TALVEZ NEM SAIBA ...

MAS, E O BANDIDO QM É? IMPORTA RESSALTAR QUE DIANTE DAS PRIMEIRAS LINHAS DESSE TEXTO NOSSO NÚCLEO DE REPRESENTAÇÕES APONTAM NÃO SÓ PARA O PEQUENO NEGRO, MAS TAMBÉM PARA O "TROMBADINHA", QUE POR CERTO, NAS NOSSAS SUGESTÕES  HAVERIA ROUBADO O DISTINTO SENHOR, QUE IMAGINAMOS BEM VESTIDO, BRANCO E  DE IMPONENTE PRESENÇA... E POR FALAR EM LUGAR... QUE SIRVA TAL EPISÓDIO PARA EXPLICITAR OS ENDEREÇOS TROCADOS: O DA DIGNIDADE ROUBADA,E O DOS ATOS IMPUNES DE QUEM ROUBA A DIGNIDADE...

" GADO A GENTE MARCA, TANGE, FERRA, ENGORDA E MATA, MAS COM GENTE É DIFERENTE", GERALDO VANDRÉ CANTA...

" MAS COM GENTE É DIFERENTE? HISTORICAMENTE NÃO TEM SIDO...

E QUEM É GENTE? QUEM É A GENTE?

GENTE, O QUE FAREMOS?????

Comentário de paulo alves em 3 maio 2011 às 13:48

Fico preocudo com tal situação, porque cada vez mais podemos observar o quanto as grandes empresas, como este shopping, vem cuidando da proteção dequeles que aparentemente tem maior poder de compra.

Até quando isto vai acontecer, aqui em nossa região não é diferente, visto a criminalidade existente com jovens negros em nossa periferia.

Comentário de Andrea Maia Rego em 3 maio 2011 às 7:40
Esse ato deste homem contra esta criança é repugnante, pois o ato de racismo está bem evidente. Ele apenas agrediu a criança e nem se quer percebeu que estava no meio de pessoas seres humanos, entre elas, a sua esposa e a sua filha. Que se espanta com o ocorrido e diz:
Pai, porque o senhor fez isso?
Outra vergonha é a atitude dos seguranças do Shopping, que em momento algum, protegeu a vida da criança de apenas 13 anos, que fez um comentário que o levou ao espancamento por um desequilibrado. Essas pessoas devem ser penalizadas pela forma correta da lei! Isso precisa parar de acontecer!
Comentário de TerritórioPrenhas em 2 maio 2011 às 18:22
E o Movimento Negro para fazer frente a mais este abuso, chamando a atenção do órgão responsável pelos direitos desse menino? Salvador pode fazer barulho por isso. Enquanto a sociedade patriarcal brasileira [patrícia] pensar que pode espancar nossas crianças negras e fazê-las marginais, teremos esse tipo de situação, onde um de seus representantes se levanta com o poder [o direito] de esmurrar um de nossos filhos. Nossos filhos porque "é necessária uma aldeia para se criar uma criança". Nós deixamos esse tipo de herdeiro do Brasil Colônia pensar e agir dessa maneira. Eu pergunto "até quando???" vamos permitir...Até quando?
Comentário de Diane em 2 maio 2011 às 18:10
Um absurdo!!! Até quando??? Um shopping que dá segurança ao agressor e não ao agredido. Difícil viver nesse mundo de gente estúpida!
Comentário de adinelson de souza filho em 2 maio 2011 às 17:04
[...]
Pra ver do alto a fila de soldados, quase todos pretos
Dando porrada na nuca de malandros pretos
De ladrões mulatos
E outros quase brancos
Tratados como pretos
Só pra mostrar aos outros quase pretos
(E são quase todos pretos)
E aos quase brancos pobres como pretos
Como é que pretos, pobres e mulatos
E quase brancos quase pretos de tão pobres são tratados
[...]
Mas presos são quase todos pretos
Ou quase pretos
Ou quase brancos quase pretos de tão pobres
E pobres são como podres
E todos sabem como se tratam os pretos
[...]
Haiti.[Caetano Veloso e Gilberto Gil] 1993

São seguranças quase pretos, quase todos pretos agindo, se comportando, raciocinando como há dois seculos atrás, protegendo "Ioiô e Iaiá" à mando de um "dono" e dando porrada nos irmãos negros. Se não batem eles mesmos, protegem, como antigamente, o branco que bate. Quem era mesmo "esse negrinho" diante de um "cliente branco", não é? O shopping vai perder de proteger seu cliente para proteger um negrinho? Precisamos precioná-los para apresentarem a imegm do circuito de cameras que com certeza existee com certeza este negrinho tem pai tem mãe e precisa ter de volta a asua dignidade.
Comentário de Claudia Martins em 2 maio 2011 às 16:21

Não me espanta nada que isso ocorra na Bahia. Como já dizia o velho Otávio Mangabeira (ex-governador do estado): "Pense no absurdo e na Bahia tem precedentes"

Claudia Martins/Salvador blog

Comentário de Luiz Souza em 2 maio 2011 às 15:40

pois é... protegeram um monstro, e agora quem vai protegê-los? seria legal pegarmos uns apitos, uns cartazes e irmos ao shopping e, desta vez, não seria p comer batata frita...

Comentário de anita de jesus costa em 2 maio 2011 às 14:55

Q Absurdo, o segurança quis protejer o mosntro..so no shoppig

barra mesmo??????

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