CRUZ VAGÃO

Qual estrume,
Entre as vergas da jaula desfeito,
O corpo do Cisne jaz em março
Desfigurado pelas penas de seu voo,
Doença do peito.

Tísico escarro
Da mais estreita bitola
Corrói o aço.
Um desterro a mais além do Sítio,
Vagão de gado.

Embalsamado de palavras chega ao empíreo,
Alforriado entre Auta e Castro!

Corre um mugido, desafia o ungido,
O céu cinéreo baloiça.

***
Põem-me de joelhos teus restos mortais,
Elevam-me teus rastros de imortalidade.
Ao meu pudor ofende abrir tua carta, casto,
Selada no peito em letra à tua amada.

***
Embalsamado de palavras chega ao empíreo,
Alforriado entre Auta e Castro!

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