Diplomatas negros são discriminados no STF no dia em que Joaquim Barbosa foi nomeado presidente da instituição

No dia em o  primeiro presidente negro foi eleito para presidir o Supremo Tribunal Federal, um caso de racismo aconteceu nas dependências do órgão. Carlos Frederico Bastos da Silva, 45, e Fabrício Prado, 31, são da Divisão de Assuntos Sociais do Itamaraty e além de serem um dos poucos negros diplomatas do país, agora são conhecidos por serem discriminados por seguranças da maior instância judiciária da nação. Quem informa é colunista Mônica Bergamo, da Folha de S. Paulo. Confira trechos da matéria:


PORTA FECHADA

Suspeita de racismo no STF (Supremo Tribunal Federal): dois diplomatas negros, amigos do ministro Joaquim Barbosa, foram barrados pela segurança da corte anteontem, dia em que o magistrado foi eleito presidente do tribunal. Uma semana antes, ao comparecer a outra sessão, eles já tinham sido seguidos por policiais ao deixarem o prédio do Supremo.

NO FIM DA FILA

Carlos Frederico Bastos da Silva, 45, e Fabrício Prado, 31, são da Divisão de Assuntos Sociais do Itamaraty. Ao chegarem ao STF, apresentaram documentos. Enquanto dezenas de convidados entravam no plenário, eles ficaram na porta. Os seguranças diziam que o sistema de identificação estava "travado". Só conseguiram entrar autorizados por um superior.

FICHA

Desconfiados de racismo, os diplomatas pediram explicações ao secretário de segurança institucional do STF, José Fernando Martinez. Ele disse que, ao comparecerem ao STF uma semana antes, os dois tinham tido comportamento "suspeito". E acabaram fichados nos computadores da corte. Martinez só não explicou que atitude deles teria gerado suspeita.

CORRENTE

À coluna, Martinez afirma que um dos dois diplomatas tinha nome idêntico ao de um cidadão com passagem pela polícia. Por isso, a segurança teria ficado "mais atenta". "Foi uma sucessão de mal-entendidos. Não houve racismo." Ele diz que abrirá procedimento interno para esclarecer os fatos.

Leia carta completa divulgada pelos diplomatas e reproduzida pela Folha de São Paulo.

 

_Brasília, 11 de outubro de 2012,_

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Nós, Carlos Frederico Bastos Peres da Silva e Fabrício Araújo Prado, viemos registrar nossa indignação com o tratamento que recebemos da equipe de segurança do Supremo Tribunal Federal.

O Senhor Carlos Frederico dirigiu-se, por volta das 14 horas do dia 10 de outubro, ao Supremo Tribunal Federal, a fim de assistir à eleição dos novos Presidente e Vice-Presidente da Egrégia Corte. Ao chegar ao Tribunal, passou pelo detector de metais, sem que houvesse nenhuma anormalidade, e seguiu em direção à mesa de identificação e registro do público, a qual dá acesso ao salão plenário. Ao entregar sua identidade funcional de diplomata, foi informado, pela atendente, de que havia um problema no sistema eletrônico de identificação. Ato contínuo, um segurança aproximou-se e reiterou que o sistema de registro havia sofrido pane, razão pela qual não seria possível autorizar a entrada do Senhor Carlos Frederico à plenária.

Causou estranheza que ele tenha sido o único visitante a ser afetado pela pane, uma vez que diversas outras pessoas, brasileiras e estrangeiras, entraram no salão sem empecilho algum.

Diante da demora em ver o problema resolvido, o Senhor Carlos Frederico reiterou a pergunta ao segurança sobre o que estava acontecendo. O segurança repetiu o argumento da pane do sistema e conduziu o Senhor Carlos Frederico até a saída do STF, pedindo que ele aguardasse lá enquanto o problema estava sendo resolvido.

Por volta das 14:10 horas, o Senhor Fabrício Prado chegou ao STF para encontrar-se com o Senhor Carlos Frederico (ambos diplomatas e colegas de trabalho). Ao ver seu colega do lado de fora, o Senhor Fabrício Prado perguntou a um segurança que se encontrava na entrada se haveria algum problema. O mesmo segurança esclareceu que a situação já estaria sendo resolvida e que o Senhor Fabrício Prado poderia passar pelo detector de metais e proceder à identificação. Assim o fez. Ao chegar à mesa de identificação, foi comunicado pela atendente que, também no seu caso, havia um problema no sistema. Logo depois, o Senhor Carlos Frederico foi novamente conduzido por outro segurança (não o senhor Juraci) à mesa de registro e lá se juntou ao Senhor Fabrício, enquanto aguardavam pela solução da "pane". Passado algum tempo, durante o qual outras pessoas se identificaram e entraram no salão plenário, o segurança Juraci fez ligação telefônica e informou que a entrada havia sido autorizada. Questionado sobre a razão do problema, mencionou "razões internas de segurança".

Já dentro da plenária, tivemos a oportunidade de conversar com o chefe da segurança, salvo engano, chamado Cadra. Ele explicou que as restrições à entrada remontavam à nossa primeira visita ao salão plenário ao Supremo Tribunal Federal, no dia 3 de outubro. Não entrou em maiores detalhes, mas disse que teríamos demonstrado comportamento suspeito naquela ocasião. No dia 3 de outubro, chegamos juntos ao STF, de ônibus, e passamos por três controles de segurança do STF, a saber: o externo, localizado na Praça dos Três Poderes (a cerca de 10 a 20 metros de distância do ponto de ônibus); o de metais, na entrada do Palácio do STF; e o interno, na mesa de identificação e registro do público geral. Assistimos a parte da sessão de julgamento da Ação Penal 470 e saímos separados.

Ao final da eleição do dia 10 de outubro, deixamos o STF e retornamos ao Ministério das Relações Exteriores. Inconformados com o tratamento constrangedor e sem entender o fundamento da alegação de "comportamento suspeito", retornamos ao STF, por volta das 16:45 horas, em busca de esclarecimentos. Fomos, então, recebidos pelo Secretário de Segurança Institucional do STF, o senhor José Fernando Nunez Martinez, em seu gabinete. Este último esclareceu que estava ciente de nosso caso desde a primeira visita ao STF, no dia 3 de outubro, ocasião na qual teríamos sido classificados como "dupla de comportamento suspeito".

No dia 3 de outubro, a "suspeição" teria sido registrada em nossos cadastros pessoais do sistema de segurança da Corte, disse o Senhor Martinez. Esclareceu que, ao retirar o Senhor Carlos Frederico das dependências do STF, o Senhor Juraci teria desobedecido a suas ordem diretas, as quais determinariam que ninguém poderia ser retirado daquelas dependências sem aval da chefia de segurança. O Senhor Martinez afirmou, ainda, que o assunto deveria ter sido conduzido de outra maneira. Disse, literalmente, que a equipe de segurança teria visto "fantasmas", os quais teriam crescido ao longo do tempo e provocado o incidente do dia 10 de outubro.

Não satisfeitos com a explicação oferecida pelo Secretário de Segurança, perguntamos qual teria sido o "comportamento suspeito" de nossa parte. Após ressalvar que esse é um julgamento subjetivo dos agentes de segurança e que não teria sido ele próprio a formar esse juízo, enumerou os supostos motivos que lhe foram relatados pela equipe de segurança:

1- Que nós teríamos aparência "muito jovem" para ser diplomatas. Registre-se, aqui, que o Senhor Carlos Frederico tem 45 anos e que o senhor Fabrício Prado tem 31 anos de idade, como atestam as carteiras de identidade emitidas pelo Ministério das Relações Exteriores, apresentadas à mesa de identificação já no dia 3 de outubro

2- Que os seguranças suspeitaram da veracidade dos documentos de identidade apresentados

3- Que, na saída da sessão do dia 3 de outubro, as suspeitas teriam sido reforçadas por termos, supostamente, saído "juntos" do STF, "com o passo acelerado", comportamento interpretado como tentativa de despistar os seguranças que nos seguiam.

Cumpre esclarecer que, no dia 3 de outubro, deixamos o STF em momentos distintos, o que não condiz com o relato que, segundo o Secretário de Segurança, lhe teria sido feito por sua equipe. Além disso, nunca nos demos conta de que estávamos sendo seguidos nem apressamos passo algum. Todas estas revelações nos causaram desconforto ainda maior com relação aos incidentes.

Perguntado se o incidente teria relação com o fato de sermos afrodescendentes, negou veementemente que o comportamento da equipe de segurança tivesse tais motivações. Também pediu desculpas em nome de sua equipe pela sucessão de incidentes.

Diante da gravidade dos fatos relatados, manifestamos nossa indignação com os injustificados constrangimentos aos quais fomos submetidos, a saber: registro no cadastro de entrada como "suspeitos"; remoção temporária do Senhor Carlos Frederico das dependências do STF; obstruções a nossa entrada na plenária; e perseguição por seguranças após nossa saída do STF.

Sentimos-nos discriminados pelo tratamento recebido --e no caso do Senhor Carlos Frederico, profundamente humilhado por ter sido retirado do STF no dia 10 de outubro.

Dada a natureza "kafkiana" dos incidentes, as explicações insuficientes e desprovidas de qualquer lógica razoável prestadas pela Secretaria de Segurança Institucional não nos satisfazem, razão pela qual não nos furtaremos a adotar as medidas cabíveis para fazer valer nossos direitos.

Não poderíamos deixar de expressar nossa tristeza com o fato de termos sido submetidos a tal constrangimento na data da eleição do primeiro negro a assumir a Presidência do Supremo Tribunal Federal, pelo qual temos profundo respeito e admiração.

_Atenciosamente,_

Carlos Frederico Peres Bastos da Silva
Fabrício Araújo Prado

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Comentário de Luis de la Orden Morais em 5 novembro 2012 às 22:26

Oi Adelson,

Muito obrigado pelo apoio e pela motivação. Muito feliz que estamos nos organizando para efetuar mudanças positivas. Fazes bem em alimentar a mente com o que nutre intelectualmente e espiritualemente!

Grande abraço!

Luis

Comentário de Adelson Silva de Brito em 5 novembro 2012 às 14:41

Meu caro Luis de La Orden ,  volto aqui para comentar a intensidade das suas palavras, especialmente onde voce comenta que (quase) nenhum branco viverá o clima psicológico experimentado pelos negros no Brasil...É impressionante o teor de verdade nessa sua assertiva, Olhe que tenho visto personalidades brasileiras as quais merecem respeito incondicional, mas que, invariavelmente sentem uma grande dificuldade quando confrontadas com situações nas quais os destaques são pessoas afrodescendentes.Eles não conhecem a realidade de discriminação e desigualdade espúriab a qual estamos perversamente relegados, por que não sentem e, o sistema os leva a passar distantes,sejam quais forem as trajetórias que marcam as suas respectivas carreiras. P´ra começo de campanhã, felizmente, eu tenho TV a cabo, e no horário em que estão exibindo o apelativo ´Zorra não sei de que´, eu estou assistindo a um filme no TV5 Monde (boa hora para manter o frnaces em dia, apesar de ser legendado em portugues), ou ainda o Painel, no canal 40, ou ao ~´Discovery, ou, ou,ou, ... Esas ´zorras´, atualmente, não ví e não gostei....

Comentário de Adelina Maria Martins em 5 novembro 2012 às 11:54

Ola seu Joge


Parabens pelas suas Musicas e seu trabalho  que é maravilhoso, com as musicas  de concientização, continue esse trabalho por que esse é o caminho para uma concientização, e tenho certeza que aqueles que vaiaram dessa vez , na proxima vez ja não vão vaiar, porque tenho certeza que aqueles que vaiaram são pessoas ignorantes, que não sabiam  o valor da musica, ou houvem as musicas e nem prestam atenção nas letras. e  atraves das musicas é o melhor caminho para uma  concientização  e valorização de nossasas raizes to contigo Seu Jorge sou teu fã.

Comentário de FUNDAÇÃO BOB MARLEY em 18 outubro 2012 às 15:51

Francamente... Isso serve de exemplo pra "neguinho" ficar esperto. temos que acabar com isso. E é dessa forma. Contestando, processando, expondo esses racistas canalhas. 

Comentário de Adelson Silva de Brito em 15 outubro 2012 às 9:30

Mu Irmão Luis:

Fico tocado por ter despertado na sua pessoa uma postura que definiria como um núcleo de chama de emoção dentro de um pacote de fogo racional, quanto ao assunto em pauta.Na falta de palavras,diante da boa surpresa do seu posicionamento, digo obrigado por compartilhar idéias, e quando ao compartilhamento, de ações, a experiencia que poderá ter seu início em breve.

Abraço

Comentário de Luis de la Orden Morais em 14 outubro 2012 às 23:39

Adelson, amigo não. Irmão e com todo orgulho, meu querido.

O Brasil é algo que me consome, Adelson, me deprime de forma clínica e espiritual por causa destas questões raciais e sociais, principalmente quando se varreu e ainda se varre tanto para debaixo do tapete que já há séculos não se pode caminhar sem tropeçar nos montes de sujeira acumulada debaixo da superfície aveludada dessa suposta alegria que o resto do mundo pensa que vivemos.

Para mim não é surpresa o que você está me dizendo, se você ouviu isto na cara sendo um brasileiro negro, imagina o que eu não escuto daqueles que pensam que por ser branco eu sou da mesma laia?

Me admira a ignorância dessa classe de sub-desenvolvidos latino-americanos que vindo e vendo o que se passa na Europa, ainda acreditam que raça determina comportamento e caráter. Dá uma caminhada em qualquer rua da Europa às 2 da manhã da sexta-feira e você vai ver gente branca de todas as variedades e procedências (germânica, mediterrânea, gaulesa ou que seja) urinando nas ruas, vomitando nos ônibus, brigando no final da noite, transando em bêcos, vandalisando banheiros e o que vier. Mas os ignorantes não vêem isso e quando avistam estas cenas cotidianas rápido se lembram que não se deve generalisar.

Mas nós só perderemos tempo tentando conscientizar este tipo de gente, quando deveríamos aproveitar melhor a nossa energia conscientizando a nossa população negra de que dadas as condições, ferramentas e oportunidades qualquer pessoa pode alcançar o seu potencial independente de cor e proveniência social.

O que nos lenha imensamente é o psicológico, a começar pelo fato de que muitas pessoas dentre a nossa população negra não se reconhecem como negros, fruto de séculos de discriminação e descaracterização racial que perdurou até os anos 1900, e ainda existe através das telenovelas e programas como o tal do Zorra Total.

Este clima psicológico e invísivel mas real e existente quase nenhum branco dentro do Brasil jamais viverá. Quando um branco nasce no Brasil, nós não precisamos nos preocupar em ser confundidos com um menino de rua se a roupa está um pouco estropiada ou velha. Brancos não crescem ouvindo piadinhas dos amigos comparando-os com animais. Brancos não são acusados de serem “brancos” quando alguém quer jogar algo na cara (mea culpa). Brancos de classe média não escutam de seus pais que eles precisam se comportar melhor e serem melhores que todo mundo porque eles são brancos. Branco tem apresentadora de TV branquinha como ele. Branco tem genealogia que vai até a idade média. Branco tem até sabores especiais: “meu pai era espanhol da Galícia”, “meu avô era italiano de Roma”, “minha tataravó era da Bavária e foi até prostituta do pai de Hitler. Chique”. Brancos podem até pegar uma máquina do tempo e viajar para qualquer ponto da história sem se preocuparem com nada.

Esse é o lance que ninguém entende: por ser branco no Brasil, a pessoa já nasce com quase todos acessórios de identidade e posicionamento social que os fazem se sentirem em casa. No Brasil os verdadeiros estrangeiros não são aqueles que chegaram aqui maltrapilhos com uma mão na frente e outra atrás depois de destruirem seus próprios países em não apenas uma mas DUAS guerras mundiais.

Os estrangeiros ainda são aqueles que construíram este País por QUATRO SÉCULOS ininterruptos, que criaram os recursos para tornar este País indenpendente, darem as cores culturais pelas quais somos conhecidos lá fora (pois não somos conhecidos por causa da polenta ou sapateado alemão) e ainda continuam sendo barrados nos STFs da vida e comediados em televisão nacional.

É nesse quadro psicológico, silencioso e perverso que a população negra do Brasil vive e tem que viver pois dentro de nossa alegria superflua, fácil e superficial a la Zorra Total é contra etiqueta se ofender por ser “bullydo”, humilhado e o que seja, pois o valor das nossas piadas fracas e sem inteligência é maior que o de nossa dignidade como seres humanos.

Desculpa, Adelson, talvez tenha me deixado levar no fluxo de tanta frustração talvez isto comece a soar como um manifesto mas precisamos ser pragmáticos e práticos, rápido. Quase toda semana temos discussões e mais discussões acadêmicas ocorrendo em todas as partes do Brasil sobre discriminação e medidas de anti-discriminação mas precisamos ir de frente contra este quadro psicológico ao invés de apenas falarmos dele.

Historicamente, militância política e legal respondeu efetivamente a questões de lei e legislação mas fez muito pouco em relação a dar ao negro o sentimento de que ele é um cidadão em pé de igualdade com qualquer outro cidadão e que tem o direito de viver em um clima onde ele não tenha que se preocupar em ser ofendido por ser negro. Precisamos de organizações que persigam o direito de se viver em um ambiento psicológico limpo, de forma bem prática isto quer dizer não apenas leis mas grupos legais que levem casos, quaisquer que sejam e para quem quer que precise, do vendedor de picolé ao diplomata negro a todas as instâncias da justiça. Mas precisamos de mais.

Precisamos nos preocupar menos com cursos acadêmicos e começar a preparar nossos jovens negros e de outras minorias brasileiras em habilidades tecnológicas em demanda já de cedo. Enquanto estamos falando em abrir mais universidades e mais salas de aula, pelo mundo de fala Inglesa tudo está indo para a Internet (claro não apenas colocando um monte links e que cada um que se vire, mas dando o apoio de tutores à distância). Existe uma gama de profissionais negros e brasileiros em geral que estariam dispostos a serem voluntários. Começando por mim mesmo.

Precisamos conscientizar a população jovem negra que tudo que se diz ser “comportamento negro”, ou o que o grande “cientista” Nina Rodrigues dizia ser algo exclusivo da natureza do brasileiro de origem africana não o é. Todos seres humanos, independente de cor ou raça são susceptíveis às mesmas fraquezas e problemas quando lhes falta o essencial para exercitarem sua criatividade, e que todos nós temos o mesmo potencial biológico e mental.

Claro que ainda tem muito para o governo fazer mas precisamos aprender a esperar menos do governo e arquitetar as mudanças nós mesmos.  

Um grande abraço e vamos colocar as cabeças juntas para pensar!

 

Luis

Comentário de Adelson Silva de Brito em 14 outubro 2012 às 7:59

Tendo residido no exterior por um longo tempo, e tendo sido alvo desse racismo, não por parte dos estrangeios, mas por parte dos "irmãos brasileiros", que procuravam,inclusive ensinar aos residentes desse pais onde vivia, que "..pessoas com essa cor (minha cor) no Brasil não tem valor..." eu tomo a autorização do amigo Luis de la Orden, faço um adendo ao seu comentário: Com o devido respeito, um negro, brasileiro sendo discriminado no estrangeiro por seus irmãos brasileiros, voce tem que lutar consigo memso para nao ter raiva de ser brasileiro.

Comentário de maria olina souza em 13 outubro 2012 às 22:02

Neste caso os "suspeitos" são diplomatas, pessoas cultas , imagine o que não fazem com as pessoas que não tem argumentos nem caminhos para se defenderem destas "seguranças" que foram inventadas e são reinventadas para identificar suspeitos (leia-se negros/as).

De qquer forma a publicidade deste fato é necessária. vamos divulgar. Gostaria de saber da opinião e atitude do dr Joaquim, diante do evento. Aguardemos mais noticias!

Comentário de Luis de la Orden Morais em 13 outubro 2012 às 16:21

Disse, literalmente, que a equipe de segurança teria visto "fantasmas"

 

Se bem que pela "brancura" fantasmas teriam entrado e saído sem despertar nenhuma suspeita.

O que me dá medo em relação a este incidente é que em 7 dias entre 3 e 10 de Outubro a segurança do STF, estamos falando do ESSI TÊ EFI, não averiguou a indentidade real dos supostos "suspeitos" esperando que estes voltassem para se descobrir então? Peraí, não precisa ser Jack Bauer para procurar ver estas coisas: deixa eu dar uma olhada nos documentos dos rapazes, liga para o orgão onde eles trabalham, pede uma confirmação de que o scan dos documentos são reconhecidos. 7 dias depois, oi tudo bem? Como vai o senhor, por favor pode entrar.

Do ponto de vista da segurança de quem visita este prédio, o comportamento dos "vigias" não faz nenhum sentido. Mas sabemos como isto ocorreu não é? Racismo puro e simples, ao ponto da incompetência, que por sinal veio depois.

Ô raiva de ser branco.

Luis

Comentário de haldaci regina da silva em 13 outubro 2012 às 11:10

o que é mais absurdo sãoas atitudes e pensamentos das pessoas, que no Brasil, não existe racismo..Tudo na paz com dizem os noiados...Ah..deve ser nóia mesmo..achar que tudo esta resolvido, estamos felizes.Sabe fico extremamente indignada com tais atitudes.Temos que denunciar, divulgar e não deixar barato..Porque constrangimento, racismo, humilhação e outros ..Custa muito caro,custa uam vida , uma historia , custa muito,mais muito dinheiro.Dinheiro que nunca foi pago as afrodescendentes que vivem atualmente neste Brasil..Nossa...vamos divulgar estas e outras atitudes ..massificar ...

Translation:

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