DISCRIMINAÇÃO POSITIVA: O CAMINHO PARA O DESENVOLVIMENTO!

A partir desta semana, 06 de julho, a propaganda eleitoral está franqueada em todo o país. Os brasileiros irão exercer o direito de votar e escolher o novo presidente ou
presidenta da República, governador(a), senadores(as), deputados(as) federais e
estaduais. Os candidatos aos cargos eletivos já
poderão realizar comícios, carreatas, passeatas e caminhadas, tudo isso com uma
única finalidade: conquistar o voto do eleitor! A fim de granjear os votos dos
cidadãos, os candidatos irão apresentar propostas para melhorar o
desenvolvimento, quer seja social, econômico, ambiental etc. O quê fazer
para desenvolver? Esse é o grande "x" da questão brasileira!
Continuar com as políticas públicas em curso? Mudá-las? Reestruturá-las? O quê
fazer? A discriminação positiva é a solução para o progresso do nosso
desenvolvimento.



Discriminar positivamente é diferenciar de forma privilegiada determinado segmento ou setor da sociedade a fim de amenizar ou reparar distorções e desigualdades. Vários
são os exemplos de discriminação positiva na sociedade brasileira. Há
discriminação positiva na reserva de vagas para portadores de necessidades
especiais em concursos públicos e nas empresas privadas; há discriminação
positiva na reserva de vagas para as mulheres nos partidos políticos; há
discriminação positiva na reserva de vagas para idosos nos estacionamento
públicos ou privados; há discriminação positiva na isenção do imposto de renda
para pessoas portadoras de doenças graves, como também existe discriminação
positiva nas cotas para negros e para pessoas oriundas de escolas públicas por
ocasião do ingresso na universidade.



A discriminação positiva nada mais é do que políticas afirmativas que visam o desenvolvimento do Brasil. É também exemplo de discriminação positiva a isenção
do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) que foi estendido a vários
setores da indústria brasileira por ocasião da crise econômica internacional
que se iniciou no ano passado. Quando o Presidente resolve isentar o IPI dos
produtos conhecidos como de linha branca (geladeira, fogão, máquina de lavar)
ou dos automóveis, ele está diferenciando estes setores da indústria de forma
privilegiada, a fim de manter aquecida a economia e garantir os postos de trabalhos,
ou seja, isso é um exemplo clássico de política afirmativa ou discriminação
positiva que tem como objetivo manter o desenvolvimento da Nação brasileira.



Outro exemplo de discriminação positiva foi a aprovação do Estatuto da Igualdade Racial pelo Congresso Nacional, embora esta legislação tenha sido aprovada com
várias restrições em relação a sua proposta inicial. Infelizmente os cortes
feitos neste Estatuto se deram pela insensibilidade de alguns parlamentares
frente à importância das políticas afirmativas para o desenvolvimento do
Brasil, ou mesmo pelo fato de haver parlamentares racistas que não aceitam ver
os negros em condições de igualdade com os brancos e mantêm o discurso
falacioso da miscigenação racial brasileira diante de números estarrecedores
apresentados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e pelo
Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) em relação a discrepâncias
sociais e econômicas existentes entre negros e brancos no Brasil.



Também são exemplos bem sucedidos de discriminação positiva os programas desenvolvidos pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome que teve seu
orçamento para programas sociais ampliados de R$ 11,4 bilhões em 2003, para
mais de R$ 33 bilhões em 2009. As políticas sociais têm como principal objetivo
atender às necessidades de cidadãos que, sem o apoio de estruturas públicas,
não conseguiriam exercer os seus direitos. O programa Bolsa Família e o
Benefício de Prestação Continuada de Assistência Social são exemplos de políticas
sociais.



O programa Bolsa Família (carro-chefe das políticas sociais do Governo Federal) atinge hoje o universo de 12,4 milhões de famílias brasileiras. Sendo a região
nordeste a maior beneficiada do programa, atendendo 5 445 428 (cinco milhões
quatrocentos e quarenta e cinco mil quatrocentos e vinte e oito) famílias, em
2008, e com um investimento que chega a quase seis bilhões de reais (R$ 5 625
665 130). Já o programa que beneficia idosos e pessoas com deficiência
(Benefício de Prestação Continuada de Assistência Social) alcançou, em 2009,
3,4 milhões de pessoas com o orçamento total de R$ 17, 6 bilhões.
Diferentemente do que muitos pensam, as políticas sociais de transferência de
renda estimulam a busca pelo trabalho. Pesquisas demonstram que a transferência
de renda cria condições mínimas para que as pessoas procurem um emprego em
melhores condições psicológicas e sociais, pois o dinheiro recebido serve
também para pagar o ônibus na procura do trabalho e na compra de roupas para
uma melhor apresentação pessoal por ocasião de uma entrevista para admissão no
emprego.



Estes programas do Governo Federal são exemplos de discriminação positiva que possibilitam um forte impacto sobre a redução da desigualdade e da pobreza. De 1998 a
2008, a
pobreza caiu de 41,7% da população brasileira para 25,3 % e a mortalidade
infantil caiu de 50,8 óbitos por mil nascidos vivos para 19,3 em 2008. No
período de cinco anos, 19,4 milhões de brasileiros ultrapassaram a linha de
pobreza, segundo a Fundação Getúlio Vargas que considera pobre a pessoa com
renda per capita inferior a R$ 145,00 mensais. Em 2003, o índice de
pessoas consideradas pobres somava 28,12% da população, passando para 16,02% em
2008.



A discriminação positiva realizada pelo Poder Público permite alcançar o objetivo de ter uma sociedade que dê oportunidades para todos nas mesmas formas, ou
seja, a discriminação positiva vai proporcionar a igualdade entre os cidadãos e
consolidar a justiça social. O Brasil, em 2000, juntamente com a comunidade
internacional, se comprometeu em: erradicar a extrema pobreza e a fome;
universalizar a educação primária; reduzir a mortalidade na infância; promover
a igualdade entre os sexos; melhorar a saúde materna; combater a AIDS, malária
e outras doenças; garantir a sustentabilidade ambiental; e estabelecer uma
parceria mundial para o desenvolvimento. Por isso, é indubitável que a
discriminação positiva é o caminho certo para o desenvolvimento do Brasil no
Milênio!


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Comentário de Paulo Rogério em 8 julho 2010 às 10:17
Muito legal essa reflexão, Capitão Marinho!

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