Documentário vai mostrar preconceito contra cabelo afrodescendente

Redação Correio Nagô – Universitários de Curitiba (PR) estão procurando mulheres que já ouviram comentários pejorativos em relação ao cabelo afro para participar do documentário "Qual é o Pente Que Te Penteia?".

Definido como uma produção universitária independente, o documentários, segundo a produção, tem como objetivo “mostrar a relação da mulher afrodescendente com o seu cabelo”.

“A ideia é traduzir a diversidade, as peculiaridades da afrodescendência, ressaltando esse elemento forte, que é o cabelo. Uniremos as imagens aos depoimentos das mulheres a respeito de episódios em que foram vítimas de comentários de origem racista”, ressaltam.

A produção está à procura de mulheres afrodescendentes que: já ouviram comentários pejorativos em relação ao seu cabelo afro; cresceram duvidando do próprio potencial de beleza em função de uma incorporação do comportamento racista ainda presente na sociedade; compreendem a intensidade do simples ato de soltar os cabelos e como isso pode reforçar a sua identidade e que queiram contar seus relatos.

Se a candidat se identifica com pelo menos um destes tópicos ou tem outro ponto interessante a ser sugerido e compartilhado, deve mandar email para opentequetepenteia@gmail.com ou preencher formulário no site http://opentequetepenteia.wix.com/opentenquetepenteia

As gravações estão previstas para o mês de outubro em Curitiba, em horários que serão agendados previamente com as voluntárias. Se a mulher mora em outra cidade ou outro estado, deverá entrar em contato para obter informações de como fazer pra participar.

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Comentário de Andre Pessego em 28 novembro 2013 às 23:13

Há preconceito étnico-racial no Brasil? – Não. O que existe é uma intolerância doutrinária de origem militar, (e só perdura pela sustentação que lhe empresta as Forças Armadas), ao negro brasileiro e um descaso para com o indígena.

 

            - Alguém atenta contra judeu; o coreano/chinês;  o japonês? - Não. Há matança de jovens daquelas origens? – Não.  Eles têm domicilio? Tem. Ao imigrante europeu/japonês foi dada a posse da terra? – Sim. Eles, e descendentes têm domicílio? Sim. E ao negro? Ao negro é negada a terra; do indígena foi tomada a terra. E é contra eles toda intolerância.  

Comentário de Pati Florzinha em 3 outubro 2013 às 16:40

O preconceito náo é exclusivo das mulheres com cabelos afro descendentes, existe preconceito contra negros, contra gordos, contra homossexuais, contra todos que náo se encaixam nos padroes impostos pela sociedade, mas que se dane esse padrao, essa sociedade, cada um tem que ser feliz do jeito que é, e me desculpem falar mas assim como tem branco com preconceito contra negro, tem negro com preconceito contra branco,eu tive umnamorado negro uma vez, e a familia dele nao aceitava nosso namoro pq eu sou branca, varias amigas dele me tratavm mal, se referiam a mim como branca azeda, ou me olhavam com desdém, agora eu náo podia entrar numa delegacia e denunciar por crime racial né, e nao posso me referir a um negro pela cor da pele, mas podem se referir a mim pela minha cor.

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