Domingo, 17 de outubro - Apresentação do Bando de Teatro Olodum no TCA em Salvador

No dia 17 de outubro estaremos apresentando o espetáculo "Áfricas" (nosso infanto-juvenil) às 11h, no Projeto Domingo no TCA.

Esperamos que todos possam comparecer e conhecer um pouco mais sobre as raízes afro - brasileiras de forma lúdica e prazerosa, através de um espetáculo que reúne no palco história, cores, gestos e muita emoção.


Esperamos vocês lá.

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Comentário de Sérgio Cumino em 10 outubro 2010 às 1:52
Para não dizer que não falei das flores, essa flor mítica, espetáculo ÁFRICAS. A meu ver o Bando se supera, é um espetáculo afirmativo, universal, poético e mítico. E mesmo sendo destinada a categoria infanto- juvenil, podemos dizer que é permitido para adultos. O publico era na maioria de adultos, casa cheia como todo teatro deveria ter, além de minutos de aplauso, ao término da apresentação, olhos lacrimejavam inclusive desse paulistano racionalista que vos escreve. A peça pega o publico pelos arquétipos, e mitos e toda uma beleza estética. Na psicologia junguiana diz que naqueles momentos raros de êxtase, que temos em nossas vidas encontramos o Santo Graal, essa sensação que me causou me deparando com a completa harmonia cênica que esse Bando me proporcionou.

A imagem da flor em ÁFRICAS considerando o conjunto, a comparo para dar a devida imagem da obra artística e seus signos harmônicos, a arte japonesa do arranjo de flores Ikebana. Nessa arte a flor é o modelo de desenvolvimento da manifestação espontânea, sem artifícios e, no entanto perfeita. Efetua-se como um esquema ternário: o galho superior do céu (olorum) o galho do meio o homem, e o galho inferior, o da Terra, Homem mediador entre o céu e a Terra. Sempre quando surgem um espetáculos que vêem em seu release histórias do mito africano, vem à mente um conjunto de elementos cênicos convencional, no formato das lendas com elementos tradicionais do candomblé, vestimentas dos orixás como as dos rituais, sem dizer nas cantigas usadas no ilê, todos esses elementos dentro de um culto, são a composição ritual da mitologia. Quando levadas ao um espetáculo ela se torna uma alegoria. Enquanto o mito aponta para algo indescritível que esta além de si mesmo, a alegoria no teatro é apenas uma história ou imagem que ensina uma lição pratica. O espetáculo ÁFRICAS, subverteu esse sistema, saindo da convencional leitura dos mitos africanos, surpreendendo o publico levando a cena, o mito, induzindo a platéia transcender a relação com o presente, e quase que num transe nos levou a toda uma mitologia que pulsa em nosso subconsciente resgatando nossos arquétipos num rito cênico criando uma sinergia no inconsciente coletivo de todos.

Aprendemos com a mitologia africana que tudo que tem no universo existe em nós, todos os elementares. O que impressionou foi à sensibilidade do Bando de transformar esse conceito de forma cênica, essa é a magia do espetáculo. Atores transformando-se em rio, sem nenhum recurso, somente com seus corpos, e o publico visualizar de fato o rio. Assim como a representação do Oxumarê numa coreografia primorosa, víamos o Orixá em cena.

A alma do arranjo de flores, cuidada por mãos abençoadas, a assinatura da coreografia fica por conta do Zebrinha, primoroso trabalho, uma das dificuldades que um coreografo mais tem. São criar coreografias para atores (não bailarinos) o que no caso desse artista posso dizer que tem as mãos abençoadas por Oya, que fazem do elenco bailar com a graça dos bambuzais. Não há uma dança sem a magia da musica essa cuja Direção Musical, de Jarbas Bittencourt em ÁFRICAS assina as músicas, onde as melodias tornam a viagem mais saborosa. -Chica Carelli que assina a Direção de ÁFRICAS. Esses nomes com apoio de uma equipe técnica e produção comprometida são os artistas responsáveis pelo arranjo dessas flores que é esse elenco maravilhoso, o que faz do Bando de Teatro Olodum A ARTE EM SI.

SÉRGIO CUMINO. - Ator e Diretor de Teatro, poeta, gestor e formatador de projetos sócio-culturais e colaborador com Correio Nagô
Comentário de Paulo Rogério em 8 outubro 2010 às 12:35
A montagem traz ao palco principal do TCA, histórias da África que não costumam ser apresentadas às crianças no âmbito escolar, histórias de lendas e mitos africanos contadas através de personagens cuja identificação com o público, tanto adulto quanto infantil, é fácil e legítima. A apresentação do Bando para um grande público, já cativo na programação, é uma consagração para o grupo residente do teatro Vila Velha, um dos mais tradicionais da cidade.
O público que for ao teatro Castro Alves no domingo, dia 17, 11h, terá a oportunidade de apreciar, aprender e conhecer um pouco mais sobre as raízes afro - brasileiras de forma lúdica e prazerosa, através de um espetáculo que reúne no palco história, cores, gestos e muita emoção.

SERVIÇO:
ONDE: Sala Principal do teatro Castro Alves
QUANTO: R$ 1,00. Os ingressos começam a ser vendidos às 9h, para acesso imediato ao teatro.
QUANDO: Dia 17 de outubro, às 11h.

Fonte: http://www.bandodeteatro.blogspot.com

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