Informação do seu jeito
Fonte ligada ao Ministério da Cultura indica que Elói Ferreira de Araújo será o novo presidente da Fundação Cultural Palmares
Tudo indica que o Partido dos Trabalhadores (PT) não se contentará apenas com o cargo principal do Ministério da Cultura (MinC), entregue à cantora Ana Buarque de Hollanda. O Partido da presidente Dilma, que vinha reclamando de desprestígio nas gestões Gil e Juca – ambos ligados ao Partido Verde -, agora volta com força ao cobiçado ministério. É dado como certo que, além da ministra, o PT terá mais dois importantes cargos no MinC: o ator Antonio Grassi voltará à presidência da Fundação Nacional das Artes (Funarte), cargo que exerceu na primeira gestão do ministro Gil, e Elói Ferreira de Araújo, que acaba de deixar a Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial – SEPPIR, assumirá a presidência da Fundação Cultural Palmares, unidade do MinC voltada às políticas para a cultura negra.
Elói Ferreira assumiria o cargo no lugar do arquiteto e produtor cultural baiano Zulu Araújo, que está na Fundação Cultural Palmares há oito anos – primeiro como diretor de promoção cultural (entre 2003-2006), depois como presidente. Se a substituição de Zulu Araújo por Elói Ferreira se confirmar, será uma mudança significativa à frente da Fundação Palmares, evidenciando o critério partidário, pois, ao que se sabe, o ex-ministro não possui trajetória na área cultural. Zootecnista e advogado, Elói Araújo é militante histórico do PT e foi assessor do gabinete do vereador Edson Santos (RJ), desde 1989, em cinco mandatos consecutivos. Em 2008, Elói acompanhou Edson Santos quando este se tornou ministro da SEPPIR, como secretário-adjunto, substituindo-o em 2010, quando Edson deixou o ministério para mais uma disputa eleitoral.
Conforme afirmou o então ministro Gilberto Gil, em 2007, durante a posse de Zulu Araújo, além de incentivar a produção cultural negra, a Fundação Cultural Palmares ganhou na gestão do presidente Lula o status de incrementar o intercâmbio cultural entre o Brasil e os países africanos. Uma das mais recentes ações da Fundação Palmares foi a promoção da cultura brasileira no Festival das Artes Negras – Fesman, que ocorreu em dezembro, no Senegal.
A Fundação Cultural Palmares é também a instituição responsável pela emissão da Certidão de Autorreconhecimento às comunidades remanescentes de quilombos. Após emitir o certificado, a Palmares oferece assistência jurídica para que a comunidade adquira o documento definitivo de posse da terra emitido pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA) - ou seja, a titulação, que garante a propriedade do território e a autonomia da comunidade.
André Luís Santana (da Redação do Correio Nagô)
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Comentário de Paulo Roberto dos Santos em 21 janeiro 2011 às 21:24
Comentário de André Luís Santana em 21 janeiro 2011 às 16:42
Comentário de André Luís Santana em 8 janeiro 2011 às 9:07 Meu amigo, IRMAO Jayro Pereira, que alegria te encontrar aqui - por favor entre em contato comigo, estou em POA. Meu email: samira403@hotmail.com - Terezinha Juraci
Voltando a comentar a ida do Sr. Eloi Ferreira de Araujo para a Fundação Cultural Palmares (FCP), devo dizer que é a primeira vez que me menifesto perante toda essa corrida e briga por cargo na gestão pública do negros e negras. Sempre observei à distância, mas sempre observei a mudança radical dos comportamentos, práticas e atitudes dos mesmos/as quando assume qualquer cargo em governos, especialmente no âmbito federal. Em parte concordo com a opinião da dignissima Egbonmy Conceição. Porém, é verdade que o Mivimento Negro brasileiro não possui unidade política nacional para fazer interferências qualitativa nas esferas de poder. Me apego a uma outra questão que me parece importante. Na histórica Marcha Zumbi dos Palmares, contra o racismo, pela cidadania e pela vida, ocorrida em novembro de 1995 realizada em Brasília e em que o Mivimento Negro entregou uma extensa pauta de reivindicações ao então governo federal, se constuituindo num marco comtemporâneo de ação concreta e qualificada do Movimento Negro e que obrigou o governo a dar inícios à políticas um pouco mais concreta rumo a promoção da igualdade racial, esses senhores e senhoras na sua maioria que estão aí pleiteando cargos, eles/as não estavam na marcha. Me lembro sim que nessa histórica Marcha lá estava a atual ministra da SEPPIR Luiza Bairros que incluisive formulou a maioria das propostas que em forma de documento foi entregue ao presidente da época. La estava o Edson Cardoso, brilhante militante e intelectual que organizou a Marcha. Onde eles/as estavam, fica aí a pergunta. A outra coisa é que não temos um Basorun (pesquisem). A nossa presidenta Dilma não quer burocrata em seu governo. Se a conheço um pouco, porque trabalhamos no mesmo governo de Olívio Dutra, no Rio grande do Sul, ela não suporta burocrata. Como já disse e repito conheço muita gente que hoje está no governo e que nunca os vi militando em nada. Os/as conheço por detrás de um gabinete, pousado de elite negra enquanto milhões de jovens negros são assassinados, moram nas favelas sem ter uma vida digna e por isso levado á marginalidade. Bom, como toda essa nossa gente quando assume, repito, cargos públicos fazem desses lugares a sua própria casa e agem de forma a se vigar dos "desafetos" nos preparemos para possivelmente entrarmos nos seus Index prohibitorum, vamos vigurar nas suas listas de proibidos. Só aviso que se isso acontecer comigo, de uma forma ou de outra a Presidente vai ficar sabendo. No mais paz e bem para todas e todos, pois "é preciso potencializar as ações para consilidar a cidadania negra" como diz a nossa ministra Luiza Bairros.
Jayro Pereira
Talvez esta indicação, Dr. Eloi Ferreira de Araujo é para que se dê de forma diferenciada a continuidade nas Politícas e ações da Fundação Palmares em trabalho conjunto com a SEPPIR.
A Fundação Palmares tem que fazer o papel que é dela? O papel da Cultura para todas as classes e para todos os setores, e trabalhos e ações culturais estão em todas as cidades, regiões, estados, municipios, não trazendo para si somente para seu Estado. Vamos esperar até quando para que tenhamos vários braços da Fundação Palmares no Nordeste e Sudeste,Sei que temos vários quadros qualificados que foram indicados ou não por muitos de nós, pelos acordos, e não podemos esquecer das indicações de quem já trabalhou ou ajudou quem? ou isto só acontece conosco: o branco não faz assim, do branco não cobramos na midía, nos blogs, sites da vida, indepedente de partidos, vertentes, tendência e braços politícos. O Movimento Negro por um todo enviou suas indicações, seus candidatos?
Não vale os somente de minha entidade, organização, fundação e instituto!
Prefiro esperar, talvez não seje influente o necessário, mas quero ajudá-lo (as) com meu lado espiritual e com minha positividade.ao tomar Posse, sentar cadeira, ver seu assessores, começar a trabalhar e desenvolver para depois começar a criticar?
Meu processo de entendimento é!
Brigamos, questionamos, lutamos, escrevemos para coloca-los os nossos em cargos do Poder?
Quando eles lá estão: levantamos seu Dossiê, seu Curriculo, se Histórico e somos os primeiros:
criticar, rotular, apontar, defamar, negativar, xingar e julgar etc e tal. Como se fossemos os perfeitos em tudo, os onipotentes e polivalentes, os acima do bem e do mal. Percebo que somente tem histórico e representa quem é da tendência, do grupo, da entidade, da organização que eu pertenço, este SIM é meu candidato ou candidata preferidos.
Carinho e axé, Egbonmy Conceição Reis de Ógùn
Esse povo que não quer largar o osso do poder e que quando o assume pousa de celebrida que mais cabe na Rede Globo de Televisão do que como gestores públicos que deve trabalhar em prol da população, no caso afrodescendente.
O senhor Eloi nunca foi militante histórico do PT. Quem disse isso não está falando a verdade. O senhor elo Eloi é um boçal. Não tem nada a ver com questões negras, não tem cabedal intelectual, epistemológico para assumir a Fundação Cultural Palmares. Esse senhor goza de uma imensa impopilaridade. O Partido dos Trabalhares não pode, não deve indicar esse moço para FCP.
O Senhor Eloi tem mais é que cuidar dos animais do que de gente e de gente negra. O senhor Zulu Araujo só beneficiou os seus, fazendo do bem público coisa pessoal e particular. O Senhor Eloi não vai ser difrente.
Eu nunca me manifestei desse forma, mas não dá pra ficar calado com essa gente que nunca foi negra, nunca militou no Moviemnto Negro, não tem acumulo teórico sobre a questão negra e nem cultural negra e insiste em não largar o poder que exerceu muito mal.
Jayro Pereira
Sou Nina Fola, produtora Cultural gaúcha, morando no Rio de Janeiro e afirmo, com conhecimento de causa e de lugar, que é com pesar que recebo esta notícia. Infelizmente a cultura neste país é tratada como balcão de negócios! Ainda mais se tratando sobre nossa cultura negra ou afrobrasileira, como quiserem.
Em mais uma gestão, os que não são amigos dos amigos, ficarão de fora. Isso inclui também a região dos amigos...
Mesmo reconhecendo avanços, tenho que reclamar, lamentar e lutar...e muito...para que esta hegemonia do Sudeste e da Bahia (desculpe se isso atinge alguém, mas é verdade) se desfaça em relação às questões do negro neste país, sendo mais democrática e igualitária a distribuição de recursos e até mesmo olhares do Estado, fazendo com que nossa cultura seja sempre rica e diversa, como se mostra aos que se interessam pela produção cultural e popular neste país.
Comentário de Paulo Roberto dos Santos em 5 janeiro 2011 às 16:02
Comentário de Adelson Silva de Brito em 5 janeiro 2011 às 15:46 Como Ogan da Religião Jeje-Ewe-Fon,ou seja da Religiao e Cultura dos Vodun (já que o termo original, Vodu, foi queimado por Hollywood) função que acopla a reboque uma militância efea. tiva e diutruna pelo resgate da dignidade afro-descendente na sua plenitude, vejo com procupação a indicação de representantes (tanto para o MinC, para o qual o nome da Sr Ana de Holanda já foi confirmado,quanto para a Fundação Palmares) que possam representar o deslocamento do eixo de empuxo das políticas e ações dessas duas importantes pastas para a Cultura Afro-brasileira,para vertentes ideologicamente distantes do fluxo do atual momento PanAfricanista vivido legitimamente pelo Brasil. Chamo a atenção para o desenvolvimento que se seguiu do advento da chamada lei Rouanet, que, na prática garante cerca de 90% dos recursos mobilizados por conta da sua aplicação, em eventos culturais do Rio e São Paulo.É em momentos assim que devemos lembrar de uma frase famosa (ou mesmo infame) do brigadeiro Eduardo Gomes: "o preço da liberdade é a eterna vigilância".Adaptando-a aos nossos tempos (adpatar na concepção ipsi literis do termo), re-escrevo-a: O preço do seu voto é a eterna mobilização.
Keto Angola je n´so, abe bemi goiya.....
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