Empresário chama Márcio Víctor de 'preto' e 'favelado'

O cantor Márcio Victor afirmou ter sido alvo de racismo durante show no Camarote do Reino, na madrugada deste sábado (05). Márcio alega que foi chamado de “negro”, “favelado” e “pobre” por um empresário de 43 anos, natural de Inhambupe (163 km de Salvador). O empresário teria ainda acusado o cantor de incitar a violência em sua música. “No momento em que houve a possível ofensa, o autor solicitou uma patrulha da Polícia Militar, que conduziu o homem até um posto da corporação”, informou o capitão Marcelo Pitta, do setor de imprensa da PM. Segundo o jornal A Tarde, o cantor reagiu aos insultos. “Olhe, eu vou é sair daqui, vou para o povão lá embaixo, que não tem dinheiro para comprar camarote, mas se respeita”, teria dito. O ingresso por um dia no camarote fica em torno de R$ 400 a R$ 600. De acordo com a PM, o empresário foi liberado porque não houve a confirmação do flagrante, já que o cantor não registrou ocorrência. “Não podíamos prender o cidadão sem que houvesse o pronunciamento [da vítima]”, disse o capitão Pitta. O crime de racismo tem pena prevista de dois a cinco anos de prisão.

Fonte: http://www.bahianoticias.com.br/noticias/noticia/2011/03/06/88159,e...

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Tags: Carnaval, Márcio, PM, Victor, camarote, cantor, favela, racismo, salvador

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Comentário de Otacílio Favero de Souza em 3 março 2013 às 12:09

Paty, a coisa nao é assim tao simples minha querida.Nao se trata de negar o racismo dessa forma. Tdo issso é um processso histórico cultural, reagado com violencia desrespeito, explaracao e exclusao social. O racismo é ideológico. Entao nao simplifique por  favro.

abraco

Comentário de Pati Florzinha em 11 fevereiro 2013 às 11:17

negros tbém tem preconceito contra brancos, sáo racistas, e os brancos tbém, eu só acho  que as pessoas tem que parar de julgar o seu próximo pela cor da pele, pq preconceito náo está com nada!

Comentário de Pati Florzinha em 11 fevereiro 2013 às 11:14

Negros, brancos, altos, baixos, gordos, magros, ricos, pobres, náo importa, somos todos iguais, feitos da mesma matéria.Eu só acho incrível uma coisa, se um branco chamar uma pessoa de preto, váo chamar a polícia, e a pessoa é processada né, e se um negro chama a pessoa de branca, branquela, branca azeda, pode chamar a policia tbem?Pq eu já passei por isso, eu namorava com um negro, e quando saíamos juntos,alguns amigos e amigas dele me olhavam de cima a baixo, e náo se referiam a mim pelo nome,  mas pela cor da minha pele, me chamavam de branca, branquela, teve uma amiga dele que se referiu a mim como branca azeda, me sentí totalmente descriminada, mas se eu processasse ou chamasse a polícia seria acusada de racismo né.Eu acho que existe racismo dos dois lados, alguns 

Comentário de Eduardo César QUISSOCA em 26 agosto 2011 às 19:17

O pior cego é aquele que recusa de ver a luz e demora na escuridão.

O racismo como qualquer outro comportamento irracional que busca a desumanizar, a humilhar, é simplesmente uma doença.

Mas quando o poder politico esta fundamentado sobre este câncer metastático chamado racismo, é praticamente difícil de implementar uma quemoterapia de erradicação do mal.

O racismo no Brasil vai sempre permanecer porque o ser humano é um ser atrasado em todos os sentidos (moral, intelectual e sobretudo espiritual).

O racismo é uma ferramenta do poder em vigor, um poder de cunho racista, um racismo que mata e fere milhares de negros brasileiros

Quando chegar a transformação íntima desses seres (daqui uns milenários) o mundo estará (se Deus quiser)  no processo de regeneração.

Por enquanto, o câncer do racismo esta esclerosando o corpo social do Brasil. Os prováveis terapeutas do mal estão sendo assolados pelo mal que pretendem curar! Que absurdo!

Os brasileiros geralmente se orgulham da sua sociedade multi-cultural que abraça harmoniosamente todas as pessoas, todas as raças.  MENTIRA! A sua gastronomia, música e dança constituem um legado de centenas de povos indígenas, e cerca de 4.5 milhões de africanos trazidos escravos ( reféns, sequestrados) ao Brasil durante um período de mais de 400 anos de escravatura. Isso faz com que o Brasil seja hoje a casa da maior população afrodescendente fora de África. Mas, apesar de já serem maioria também no Brasil, os afrodescendentes (negros e pardos ou mulatos de diferentes tons de pele) ainda estão muito longe da tão propalada igualdade e democracia racial.

 

Os  falecidos antropotraficantes portugueses continuam a atuar,  a perpetrar, a perenizar este trafico sujo a traves de um processo cujo mecanismo até os dias de hoje fica bem “lubrificado” .

No Brasil se pratica a modalidade de racismo mais perversa, mais insidiosa e letal porque trata-se de um racismo camuflado. As vitimas, (os Negros) nem sempre se percebem ou se acham no lugar errado onde demoram desde séculos, por fato de estarem anestesiados pela cronização do processo mórbido, tal uma doença cronica e fatal que mata silenciosamente.

Reconheço alguns avanços nas administrações Lula-Roussef na luta pela igualdade racial mas olho-os como insuficientes, e espero muito mais do governo Rousseff sobre este assunto.

 

 

Comentário de Eduardo César QUISSOCA em 26 agosto 2011 às 19:16

O pior cego é aquele que recusa de ver a luz e demora na escuridão.

O racismo como qualquer outro comportamento irracional que busca a desumanizar, a humilhar, é simplesmente uma doença.

Mas quando o poder politico esta fundamentado sobre este câncer metastático chamado racismo, é praticamente difícil de implementar uma quemoterapia de erradicação do mal.

O racismo no Brasil vai sempre permanecer porque o ser humano é um ser atrasado em todos os sentidos (moral, intelectual e sobretudo espiritual).

O racismo é uma ferramenta do poder em vigor, um poder de cunho racista, um racismo que mata e fere milhares de negros brasileiros

Quando chegar a transformação íntima desses seres (daqui uns milenários) o mundo estará (se Deus quiser)  no processo de regeneração.

Por enquanto, o câncer do racismo esta esclerosando o corpo social do Brasil. Os prováveis terapeutas do mal estão sendo assolados pelo mal que pretendem curar! Que absurdo!

Os brasileiros geralmente se orgulham da sua sociedade multi-cultural que abraça harmoniosamente todas as pessoas, todas as raças.  MENTIRA! A sua gastronomia, música e dança constituem um legado de centenas de povos indígenas, e cerca de 4.5 milhões de africanos trazidos escravos ( reféns, sequestrados) ao Brasil durante um período de mais de 400 anos de escravatura. Isso faz com que o Brasil seja hoje a casa da maior população afrodescendente fora de África. Mas, apesar de já serem maioria também no Brasil, os afrodescendentes (negros e pardos ou mulatos de diferentes tons de pele) ainda estão muito longe da tão propalada igualdade e democracia racial.

 

Os  falecidos antropotraficantes portugueses continuam a atuar,  a perpetrar, a perenizar este trafico sujo a traves de um processo cujo mecanismo até os dias de hoje fica bem “lubrificado” .

No Brasil se pratica a modalidade de racismo mais perversa, mais insidiosa e letal porque trata-se de um racismo camuflado. As vitimas, (os Negros) nem sempre se percebem ou se acham no lugar errado onde demoram desde séculos, por fato de estarem anestesiados pela cronização do processo mórbido, tal uma doença cronica e fatal que mata silenciosamente.

Reconheço alguns avanços nas administrações Lula-Roussef na luta pela igualdade racial mas olho-os como insuficientes, e espero muito mais do governo Rousseff sobre este assunto.

 

 

Comentário de Bobo Tafari em 29 junho 2011 às 22:18
Pois é, apesar de se respeitar, o povo que não tem dinheiro pra comprar camarote não é respeitado pelo artista que diz que é do povão mas prefere estar no camarote e só se lembra de onde veio depois que é escurraçado. Pois é, como diz Saulo da banda Eva "Na Bahia tudo certo..." 
Comentário de Keila Souza da Costa em 10 março 2011 às 23:43

Aproveitando o tema...

Eu gostaria que todo dia fosse carnaval, pelo menos, nas estatísticas. Soube hoje, por um colega, que o saldo de mortes (uma) foi consideravelmente menor que a média registrada, na capital baiana, apenas nos finais de semana (20 a 30) e que assola especialmente os jovens “pretos, pobres e favelados”, como diria certo empresário .... O número de policiais nas ruas e o autoritarismo só não foram, neste carnaval, maiores que o genocídio diário.... Em homenagem a Márcio Victor, "O psirico pede paz. E a galera é da paz. Ô minha cidade pede paz".

Comentário de elisangela pereira da silva em 10 março 2011 às 22:29
Marcio Vitor foi mas uma vitima do preconceito que silenciou,quantos e quantos  outros negros diariamente são desrespeitados e tem sus direitos vilolados .Precisamos unir nossas forças, procurar informar nossos irmãos,quanto aos seus direitos e lutar contra essa doença chamada  racismo.
Comentário de Gleyde Barreto em 10 março 2011 às 20:42

As vezes é necessário acontecer um fato como esse para que alguns negros se toquem de que o preconceito não está apenas na questão econômica e sim na cor da pele. Existem diversos artistas negros que ignoram o assunto por acharem que estão imunes ao racismo por serem ricos e/ou celebridades.

Quando acontece com alguém famoso ou rico, o racismo se torna mais esplícito e aí não tem como negar.

Comentário de Keila Souza da Costa em 8 março 2011 às 0:52

Confiram aqui no Correio Nagô o vídeo "Márcio Victor do Psirico mete bronca em folião racista".

http://correionago.ning.com/video/marcio-victor-do-psirico-mete

Translation:

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