Estados Unidos e Brasil: igualdade no esporte? Por: Kadu Mendes

O Futebol Americano e o futebol que aprendemos a chamar de nosso, mesmo tendo suas muitas diferenças, carregam na sua história um certo esquecimento proposital nas principais posições dos dois esportes, o comando.

A NFL (Natonal Football League) a liga de Futebol Americano já está nas suas fases finais, dia 3 de fevereiro acontecerá o superbowl que é a grande final, sendo o terceiro evento esportivo mais visto e caro do mundo, ficando atrás somente das olimpíadas e da copa do mundo de Futebol. Mesmo com toda a atual estabilidade financeira e uma aparente igualdade, a atmosfera para os negros nem sempre foi favorável, é o que disse Doug Williams o ex-jogador do Tampa Bay Buccaneers e único quarterbeck negro titular a vencer um superbowl.

No início da temporada cinco quarterbacks negros começaram a temporada da NFL

 no comando de suas equipes: Michael Vick no Philadelphia Eagles, Robert Griffin III no Washington R

edskins, Cam Newton no Carolina Panthers, Josh Freeman no Tampa Bay Buccaneers e Russell Wilson 

com o Seattle Seahawks.“Quando você fala de RG3, você não fala que ele é negro, fala apenas RG

3 ou Josh Freeman. Quando você fala os nomes deles, você não coloca mais adjetivos na frente. Na minha época com o Tampa, eu nunca fui Doug Williams, eu era o quarterback negro do Tampa”, lembra o ex-jogador.

Para quem não é familiarizado com o futebol Americano o quarterbeck é o líder do tim

e, em bom português é aquele cara responsável pelas jogadas ofensivas, é quem comanda o time para a vitória. Se comparado à 25 anos atrás ou mais a atmosfera para negros serem escolhidos no DRAFT, que é a escolha para os jovens das universidades serem contratados para os times profissionais, já é bem diferente, mesmo assim paira um olhar de desconfiança se um negro é draftado como quarterbeck.

No nosso futebol as posições de comando também não são preenchidas por negros, no país que afirma não ser preconceituoso os brancos comandam o futebol; no campeonato Brasileiro do ano passado de 20 clubes da série A, apenas três técnicos eram mulatos, celso Roth, Gaúcho e Vanderlei Luxemburgo e Cristóvão Borges, Andrade, técnico campeão Brasileiro com o Flamengo em 2009 nunca mais comandou um time dos chamados grandes, também não há nem um negro como presidente nos clubes da elite do futebol nacional.

Nunca houve um presidente da CBF ( Confederação Brasileira de Futebol) negro, treinador 

da seleção só houve um, Gentil Cardoso em 1959. No principal esporte nacional o negro só serve para “pé de obra” será só uma infeliz coincidência? esse é o esporte que tem um negro como Rei.

 

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