Estudante vítima de racismo em São Luis do Maranhão

As campanhas veladas de enaltecimento da “ democracia racial brasileira” trombeteiam aos quatro ventos  que é nos Estados Unidos da América, que os negros enfrentam todos os problemas possíveis gerados pelo racismo, enquanto nós negros conscientes ou a caminho da conscientização insistimos em apontar que esse não bem o caso. Se não, vejam:
Uma estudante de 19 anos, afirma que foi barrada e impedida de entrar em sua escola no primeiro dia de aula por causa de seu cabelo. De acordo com Ana Carolina Bastos Soares, a diretora da escola impediu o sei acesso as dependencias da escola dizendo-lhe que ela estava vestida de "modo inadequado" aos padrões da escola.

Quando se Ana defendeu dizendo que havia meninas brancas na escola com saias mais curtas do que a dela, a diretora informou que ela não estava sendo impedida por causa de sua saia, mas por causa de seu penteado "black power” .

Mesmo que sendo finalmente autorizada a assistir às aulas, ela entrou com uma queixa de racismo contra a escola.

 

Com carros de som, faixas e panfletos, representantes da cultura negra no Maranhão fizeram um manifesto, na manhã desta sexta-feira, em frente à Unidade Integrada Estado do Pará, no bairro da Liberdade, em protesto contra o crime de racismo ocorrido contra a estudante.

Ainda segundo a própria estudante, o caso aconteceu aproximadamente no fim do mês passado quando ela chegava à escola. "Quando entrei na escola a diretora me barrou e disse que tinha se assustado comigo. Fiquei sem ação e pedi para falar com a diretora, pois não sabia que era ela. Foi quando ela disse que ela era a diretora e pediu para que eu saísse da escola, depois me chamou de volta e perguntou por que eu usava esse cabelo e eu respondi que era o meu estilo, minha identidade como negra e então ela falou que eu só podia entrar na escola novamente se eu mudasse o meu cabelo", disse a estudante.

Ana Carolina se sentiu muito constrangida, triste e revoltada com o episódio e diz não ser essa a primeira vez que ocorrem casos desse tipo na escola. "Não entendo como ainda existem pessoas que pensam assim, chega de discriminação! Uma colega minha também já foi discriminada aqui pelo fato de ser negra. Somos seres humanos, temos sentimentos, todos merecem ser respeitados", afirmou Ana Carolina.

O representante do Grupo de Dança Afro Malungos (GDAM), Cláudio Adão, esteve presente no manifesto e contou lamentar o fato, pois a diretora da escola está fazendo o inverso do que propõe a educação. "Esse tipo de ocorrência é lamentável, foi aberto um boletim de ocorrência contra ela e a idéia é que se torne um processo e chegue até a Secretária de Educação para saber quem é são esses gestores das escolas", revelou Cláudio.

A diretora da escola identificada apenas pelo nome de "Socorro", não quis se pronunciar sobre o assunto. A equipe de

O Imparcial entrou em contato com Secretaria de Educação do Estado.

A secretaria se manifestou através de nota. Confira na íntegra:
Quanto à denúncia de suposta prática de racismo na Unidade Integrada Estado do Pará, a Secretaria de Estado da Educação (Seduc) vem a público informar que tomou conhecimento do caso, e por intermédio da Unidade Regional de Educação (URE) de São Luís, irá averiguar a denúncia, ouvir as partes envolvidas e tomar as providências cabíveis.

O Imparcial

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Comentário de lamartine silva em 19 março 2012 às 16:04

reflexo de quanto as escolas precisam mudar urgentemente, senhores gestores de educacao leiam se atualize decore, pois os negros e variantes estilos de estetica, o cabelo black power revela identidade negra que estar contaminando os jovens e criancas do braisl , e o bairro onde aconteceu esse episódio é o bairro com a maior contigencia de negros de são luis. todo apoio a estudante estamos na luta contem com o mov hip hop favelafro

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