Evangélico volta a ameaçar balalorixá

O evangélico que atacou e destruiu o Ilê Axé Iji Omin Toloyá, localizada Camaçari (Ba), teria ameaçado voltar ao templo religioso, para “terminar o serviço”. A informação é de familiares do vândalo, que temem, inclusive, pela integridade física do babalorixá José Livramento Júnior. “Ele disse que voltaria ao axé, tocaria fogo na casa e mataria o pai de santo”, relata uma fonte que preferiu não se identificar. Após o baque do atentado ao terreiro, os filhos e filhas da casa se organizam, a fim de que seja viabilizada a reconstrução do axé.


Em reunião realizada do domingo (23/01) ficou definida uma série de metas para angariar recursos, a fim de reerguer o templo religioso. No próximo 19 de fevereiro (um sábado) eles oferecem uma feijoada, a fim de levantar dinheiro para a reconstrução. O evento será realizado no Ilê Axé Iji Omin Toloyá, em Areias. O custo de adesão é de R$ 20,00 (ver quadro). Para esta semana, ficou definido que uma comissão do axé irá ao Ministério Público (MP), a fim de averiguar medidas e ações judiciais que possam assegurar a segurança da casa e dos fiéis. A Secretaria Estadual de Promoção da Igualdade (SEPROMI) e Defensoria Pública também serão acionadas.


“Houve uma coisa muito negativa, que foi a destruição dos artefatos rituais. Nós, agora, estamos entrando num segundo momento, que é a reconstrução da casa”, considera o professor de História Marcus Mawusí. Dentre as metas determinadas na reunião de domingo, está estabelecer contato com outros terreiros que foram alvo de violência (Cachoeira, Cobre, Ilhéus, etc). “Dentro disto, vamos ver como pode ser feito, e se não já existe, um núcleo de defesa do direito à prática religiosa que possa servir como fórum de mediação de ações de defesa, divulgação de violências sofridas e diálogo inter-religioso”, observa a professora universitária Lívia Natália Santos.

O que: Feijoada
Onde: Condominio Vale  dos Coqueiros, 80 (Ganhador) Areias- Camaçari/BA.
Quando: 19 de fevereiro
Quanto: R$ 20,00

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Comentário de Leonardo Amorim em 30 janeiro 2011 às 0:20

O atentado sofrido não foi só com os filhos desta roça,eu como Candomblecista, sinto-me atacado, não é indiretamente não e sim diretamente mesmo, pois esta agressão faz-me entender que a qualquer momento, até mesmo este insano (se não for punido legalmente) ou qualquer outro, poderá adentrar a roça que sou filho e proceder da mesma maneira. O fato é preocupante!!!

Irmãos do Asé, precisamos trabalhar o nosso coração e tentar ao menos entender, embora este fato seja  abominável, o princípio da Tolerância interior. O que é que entendo como Intolerância? Eu tolero os meus irmãos do asé mesmo? 

Ponto de reflexão: Já paramos para observar que existem situações no nosso cotidiano "Candomblé", que pode ser comparada ao que este insano fez nesta roça? Muitas vezes somos quebrados moralmente, igualzinho aos Ibás... Isso é apenas o meu ponto de vista em torno do olhar amplo da Intolerância.

Enfim, "Preconceito é opinião sem conhecimento", sendo assim, aguardemos respostas da justiça humana e de Deus, Tempo, Xangô...

Abraço solidário ao Babalorixá e aos seus filhos.  

Comentário de Luciane Reis em 28 janeiro 2011 às 16:20
Eu sinceramente acredito que chegamos no momento de guerra...Eu esperaria a todos com uma arma na mão.Desculpa se estou sendo radical,mas não estou vendo os meios legais se pronunciando assim tenho certeza resolveríamos logo.Ou então declaramos guerra a igreja universal e vamos pra cima dos bispos e pastores.Mas neste governo que eles ditaram como as coisas vão acontecer ,ainda quero uma arma.
Comentário de Luiz Souza em 28 janeiro 2011 às 15:23

Obrigado, José Miguel. precisamos do envolvimento de todos/as com a questão!

Comentário de José Cezário Miguel Aschar em 28 janeiro 2011 às 14:26

É lamentável tudo isso!

Quem prega as palavras escritas na Bíblia não é capaz de tamanha agressão e violência. Falta respeito e tolerância!

Faz-nos lembrar o infeliz e triste episódio do bispo que chutou a imagem da santa anos atrás.

Minha solidariedade ao babalorixá e sua gente.

Comentário de Luiz Souza em 27 janeiro 2011 às 22:52
temos q nos mobilizar em torno deste assunto, e criar uma unidade com as casas de axé q foram atacadas!

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