Fela Kuti balança as estruturas da Universidade Federal de Sergipe

Dia dedicado a cantor traz debates, música e desejo de revolução.

 

Ocorreu na última quinta-feira (11), ao longo de todo dia, na Universidade Federal de Sergipe, atividades que  lembram  a vida e obra do artista nigeriano e revolucionário Fela Kuti.

Morto devido às complicações geradas pelo vírus HIV aos 59 anos, Fela Kuti construiu movimentos sociais, sendo que, o mais conhecido destas correntes foi o partido político criado pelo compositor denominado de Movimento do Povo (MOP).

 

Segundo o estudante Rafael Coelho, idealizador do evento , "é de suma importância ressaltar esse ícone da música mundial durante a semana que antecede o dia de nascimento deste militante da causa negra, o dia 15 de outubro. A ideia de elaborar o Fela Day surgiu devido a ausência de temáticas da causa negra dentro e fora das universidades", afirma.

 

Desfrutando da ousadia e da sede revolucionária o ativista negro ao longo de sua carreira estreitou relações para com diversas correntes do movimento negro durante a década de 60 e 70, das quais contribuiram para o fortalecimento de seus ideais que defendiam o empoderamento da população negra  através do pan-africanismo. Por conseguinte, o inventor do Afrobeat passou a compreender e lutar contra o desenvolvimento desigual enfrentado pelo povo negro, e, em específico a Nigéria.

 

Fazendo de suas canções uma arma contra o sistema neocolonialista, o cantor levou sua música em formato de protesto para os quatros cantos do mundo, despertando o sentimento da união negra internacional para a emancipação destes nas regiões que abrigaram a diáspora africana. 

 

Para o professor Romero Venância, o professor do Departamento de Filosofia da UFS, “ a música de Fela pode ser considerada um projeto em três dimensões. A primeira é a música como programa de nação, a segunda é o resgate da memória negra e a terceira perpassa pelo campo religioso”, alega. (Professo Romero Venâncio)

O filósofo paraibano ainda ressaltou a capacidade que o povo africano tem em pleitear a revolução social atrelado ao campo religioso.

 

Além da exibição do documentário “Fela : A música é a arma”, e do debate com os professores Frank Marcon e Romero Venâncio, a noite o evento foi encerrada com o som do DJ “Kaska”, que trouxe em sua lista musical o som político, contundente e revolucionário deste africano que certamente faz parte da história negra mundial.

 

Por Pedro de Oliveira-correspondente do Correio Nagô em Sergipe

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