Gerge Samuel Antoine o Diplomata da Intolerância

Atribuir ao comentário do cônsul do Haiti no Brasil o senhor Gerge Samuel Antoine, a um problema de falta de domínio da língua, como ele e assessores justificaram o episódio sobre seu comentário flagrado pelas câmeras da equipe de jornalismo do SBT, traduz como pessoas dessa natureza subestimam a capacidade de discernimento da humanidade. É querer esconder seu preconceito dentro da cueca em rede nacional, a emenda do senhor Cônsul ficou pior que o soneto. Que o dito expressa o que mais se repudia com que se refere a preconceito, racismo e tudo contra que lutamos isso é fato. E bem avaliado a diversos amigos em seus comentários no blog (pagina) de Paulo Rogério, quando exibe o catártico depoimento. Há na declaração do referido representante oficial do Haiti em nosso país, uma menção de que a: “tragédia ser oportuna para seus interesses pessoais”. Permita-me Senhor Cônsul o plagio que farei, para nós oportuno foi o trágico depoimento, o terremoto que causou nas estrutura que roem a cada dia de uma moral burguesa e racista. Através dessa catástrofe oral nos serve para de fato avaliarmos como essas questões ecoam em cada brasileiro, brancos e negros. O principio do racismo segundo Jean Paul Sartre, se da quando um determinado grupo ou pessoa procura difundir, justificar, apontar o outro como inferior. À medida que uma pessoa se posiciona como superior a outra (seja negro, mulher, judeu, homossexual, seja qual for às diversidades étnicas e culturais) faz a sua própria condição mesmo que ilusória como superior, ou melhor, essa visão da à falsa impressão em sua satisfação psicologia, como um ser melhor. Desculpe-me amigos pelo resumo grotesco da teoria do existencialista, mas torna-se cabível, isso independe se de fato é menor ou maior, sendo que essa analise fica a mercê da ótica de quem avalia ai se tratando de uma classe “dominante” que tem na sua estrutura psicossocial que vive ainda uma cultura de Casa Grande. E no caso dos neo pentecostais assim como esses grupos que partilham da mesma inclemência e necessitam de esconder suas fraquezas demonizando os outros. Nesse caso volto à máxima de Sartre “nossos infernos são os outros”.
Como a Tragédia do Haiti serviu para vir a publico, o como aquele País dentro de uma desestrutura social e política desumana, esse diplomata da intolerância nos serve para refletirmos sobre quais os avanços e atraso de nossas estruturas democráticas e pluralistas. Isso nos faz lembrar como Marco Frenete sita em seu livro Preto e Branco a importância da cor da pele, aponta o que “ aconteceu na Alemanha pós guerra, onde reportes do mundo todo momentos depois do final, queriam entrevistar famílias nazistas para saber como ficaram ao término da guerra, esses jornalista ficaram pasmos, não encontraram uma família Nazista se quer. Esse fenômeno é conhecido em psiquiatria como Unterdrückung quer dizer “forçar para baixo” empurrar para debaixo do tapete a vergonha da nação.”Assim é tratado a questão racial no país, onde a maioria é composta de negros e pardos e são tratados como minorias, com sérios problemas de inclusão social . Nosso Cônsul da Intolerância levantou o tapete, cabe a nós, avaliarmos o panorama escancarado que esse diplomata nos propiciou. A indignação existe em cada negro, que não precisa de muita idade pra trazer em sua experiência pessoal, um tipo de discriminação, traduzir esses episódios individuais em reflexão política, os movimentos negros se empenham dia a dia, para esses avanços, hoje se sabe que em âmbito nacional, as religiões de matrizes africanas (umbanda, candomblé e etc..) já não são representadas somente por negros, essa pluralidade étnica é positiva e deve fortalecer essas religiões, nem sempre vemos isso acontecendo, o que vemos Babalorixás e Yalorixás em nome da unidade criar ações individuais com intuito único de fortalecer suas imagens, uma manifestação do ego pessoal. E quanto à população negra, até que ponto na sua maioria esta voltada a sua ancestralidade africana, ou não recorreu a um facilitador moderno a aderirem ao Gospel oriundo de negros da America do Norte? Independente do que as estatísticas apontem temos que nos unirmos por um país justo, laico que somos com direitos reservados pela nossa constituição. Sermos mais ostensivos em nossas manifestações culturais, mostrar cada vez mais o sorriso negro, sair com seus fios de contas, participar de organizações sociais, em busca da melhor qualidade de vida, e sempre gritar por seus direitos. Quiçá um dia não precisemos de Diplomatas da Intolerância que levantem tapetes porque não haverá sujeira de qualquer natureza e aqueles que representam sejam de fato, uma tragédia do passado representado apenas nos livros de história. E que nossas caminhadas contra a intolerância, seja caminhadas de milhares de pessoas pela celebração da vida e diversidade.
SÉRGIO CUMINO

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