Importância do marketing digital foi destaque em seminário do Instituto Mídia Étnica/Portal Correio Nagô

Kumi e Paulo

(Kumi Rauf contou a trajetória dele na criação da fan page "I love being  black)

Redação Correio Nagô* - No vídeo “La casa Del futuro”, uma família aproveita as vantagens dos avanços tecnológicos relacionados à internet. Ao se pesar, o médico é imediatamente contactado. Os produtos consumidos fornecem informações através da leitura de um código de barra. Na torradeira, se pode ler notícias do dia.

Estes são apenas alguns dos detalhes virtuais que o vídeo traz para demonstrar a importância que a internet ganhou nos tempos atuais, em que grande parte da população mundial vive conectada.

“É importante chamar a atenção aqui que não há nenhuma tecnologia nesse vídeo que não exista e não possa ser realmente aplicada”, destacou o conferencista internacional com mais de 100 palestras realizadas em nove países da Europa, América Latina e Caribe, doutorando em Educação e mestre em Planejamento Territorial e Desenvolvimento Social, Marcello Chamusca.

Além de Chamusca, a empreendedora e idealizadora da Cooperativa Arte e Gênero, Rose Rozendo e o criador do “I Love being Black”, uma empresa de vestuário e acessórios que imprime a mensagem positiva “Eu amo ser negro(a)” em várias peças de comunicação, como camisas, pulseiras e calendários, Kumi Rauf, participaram, nesta segunda-feira (22), do Seminário Marketing Digital e Empreendedorismo Negro.

Realizado em Salvador, no Conselho de Cultura, o seminário foi promovido pelo promovido pelo Portal Correio Nagô, o portal de notícias do Instituto Mídia Étnica (IME).

Para o conferencista, apesar de o alcance depender do tipo de negócio que se tem, é necessário o empreendedor possa compreender as vantagens de estar online e desenvolver seu marketing também neste espaço. “A empresa que não possui presença online não existe. É sempre bom lembrar que a empresa pode até não estar, mas os usuários estão”, destacou.

Os participantes do seminário ainda puderam conferir técnicas ensinadas por Chamusca. Para aqueles que querem empreender, o palestrante deu várias dicas do que é necessário. “Precisa entender de marketing. Vai ter que mergulhar no mundo dos negócios. Conhecer profundamente o que faz. Segmentar seus públicos adequadamente”, ressaltou.

Chamusca destacou ainda que a internet possibilita que empreendedores que não tem condições de ter um negócio em um determinado espaço físico pode aproveitar o mundo virtual. “Você pode ter tudo aquilo que queria ter offline em on. Se eu não puder ter uma loja física, posso criar meu negócio virrtual. Nas mídias sociais quem faz a oportunidade somos nós e podemos ser produtores e distribuidores de informação”, complementou.

rose e marcelo

A empreendedora Rose Rozendo relembrou a trajetória da Cooperativa Arte e Gênero, um conjunto de cooperativas composto por mulheres vítimas de violência doméstica que hoje são empreendedoras e exportam para o exterior, em parceria com a ONG espanhola Deseño para El Desarrollo.

Rozendo uniu o espírito empreendedor à visão social. Integrante de movimentos sociais que defendem o direito da mulher, ela fundou a cooperativa, em 2004, que até hoje atende mulheres vítimas de violência doméstica em Salvador. As integrantes têm a oportunidade de aprender um ofício e tornarem-se financeiramente independentes.

Para ela, é importante lançar mão das novas tecnologias, mas ser também um empreendedor por oportunidade e não por necessidade. “Por necessidade é aquele que ficou desempregado e colocou um carrinho de cachorro quente, mas não observou o ponto, analisou o público. Já o por oportunidade tem planejamento estratégico, observa o mercado”, explicou.

Um dos casos de sucesso é a trajetória de Kumi Rauf. Ele abandonou em 2008 uma corporação em que trabalhava e decidiu empreender sozinho. No mesmo ano criou uma fan page (I Love being Black). Dois anos depois tinha um milhão de fãs.Em 2013, a fan page se tornou a maior página negra do facebook, com seis milhões de fãs. Ele conseguiu ainda associá-la a um negócio lucrativo que vende milhares de pulseiras, camisetas, calendários e diversos acessórios com mensagens de valorização da identidade negra.

“Mas nós sabemos que ter fãs não é tudo e eu levei esse projeto pelo mundo”, disse Kumi Rauf, durante a palestra que contou com a tradução simultânea de Raquel Souza. O palestrante norte americano falou ainda sobre os recursos que utilizou para promover sua fan page.

Publico

O publicitário Uemerson Florêncio também encontrou no ambiente virtual uma forma de ter êxito nos negócios. “A gente não tinha recursos para material gráfico, panfletos, folders e encontramos no meio digital a possibilidade para consolidar o negócio”, contou. Hoje ele faz parte de uma produtora que promove encontros de negócios em todo Norte/Nordeste.

Para o publicitário Paulo Rogério, integrante do Instituto Mídia Étnica e um dos organizadores do seminário, a recepção do público e as palestras foram positivas. A comunidade negra precisa entender que utilizar essas ferramentas como forma de empoderamento é urgente”, finalizou.

*Por Anderson Sotero

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