Jovens quilombolas de Ilha de Maré realizam entrevistas com participantes da III Conepir BA

A 3º edição da Conferência Estadual de Promoção da Igualdade Racial da Bahia, que acontece até sexta-feira, 30, em Stella Maris, contou com a presença de 14 jovens de comunidades remanescentes de quilombo da Ilha de Maré, Salvador. Utilizando seus aparelhos celulares, os jovens fizeram entrevistas e fotos com os participantes e postaram nas mídias sociais.  Os quilombolas das comunidades de Bananeiras, Martelo, Porto dos Cavalos, Ponta Grossa, Maracanã e Praia Grande integram o projeto Vojo, uma iniciativa do Instituto Mídia Étnica, que está sendo desenvolvida na Ilha.

O Instituto Mídia Étnica, em parceria com o Center for Civic Media, do Massachusetts Institute of Technology (MIT), vem desenvolvendo o projeto “Vojo Brasil: ampliando vozes quilombolas por meio do celular”. O objetivo do projeto é empoderar as comunidades quilombolas, por meio da utilização da tecnologia VOJO, que possibilita a qualquer usuário de celular criar e atualizar blogs de áudio, vídeo e texto mesmo que estes não possuam internet em seus aparelhos, podendo enviar conteúdo de áudio até mesmo dos telefones públicos. Além disso, o projeto visa conectar as diversas comunidades em torno de uma rede para que possam se articular e buscar maior visibilidade para suas demandas sociais, culturais e políticas.

A tecnologia Vojo foi criada originalmente para ser usada por imigrantes latinos nos EUA e, em parceria com o Instituto Mídia Étnica, foi testada pela primeira vez com trabalhadoras domésticas brasileiras residentes em Boston. O projeto integra as estratégias de uso das novas tecnologias para consolidação de uma comunicação comunitária e cidadã do portal Correio Nagô (www.correionago.com.br).

Além da tecnologia VOJO, os jovens tiveram palestras sobre Gênero, DST/AIDS, Identidade Negra, Democratização da Comunicação e Técnicas de Jornalismo. O projeto piloto visa testar a tecnologia para que ela possa ser aplicada em larga escala em outras comunidades que possuem pouco ou nenhum acesso a Internet. A cobertura da III Conepir foi a primeira atividade prática de cobertura de eventos por parte desses jovens que estão sendo treinados nas oficinas a pouco mais de um mês.  Depois dos treinamento, a ideia é eles possam replicar a tecnologia para outras comunidades de Salvador e outras partes do Brasil.

Foto: Enderson Araújo

Ouça todas as entrevistas (sem edidção) nos links abaixo:

Denise Ribeiro, coordenadora de Políticas Afirmativas da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia: http://vojo.co/pt-br/stories/vojo6206/vojo6206-story-1

 

Marizélia Lopes, Movimento dos Pescadores e Pescadoras – MPP e liderança da Comunidade de Bananeiras / Ilha de Maré.  

http://vojo.co/pt-br/stories/vojo359/vojo359-story-8

 

Vilma Reis, socióloga e vice-presidente do Conselho para o Desenvolvimento da Comunidade Negra da Bahia – CDCN.

http://vojo.co/pt-br/stories/vojo21210/vojo21210-story-1

Hamilton Borges, poeta e militante do Quilombo X

http://vojo.co/pt-br/stories/vojo31465/vojo31465-story-3

 

Alexandro Reis, diretor do Departamento de Proteção ao Patrimônio Afro-Brasileiro – Fundação Cultural Palmares / MinC

http://vojo.co/pt-br/stories/vojo359/vojo359-story-7

 

Zeliomar de Almeida, Coronel da Polícia Militar e Superintendente de Prevenção à Violência / Secretaria de Segurança Pública - SSP

http://vojo.co/pt-br/stories/vojo31465/vojo31465-story-2

 

Ângelo Flávio, ator, diretor do Coletivo Abdias do Nascimento (CAN) e coordenador do Centro Cultural da Barroquinha

http://vojo.co/pt-br/stories/vojo15995/vojo15995-story-2

 

Marcos Antônio Santos, presidente do Conselho Municipal de Saúde de Salvador: http://vojo.co/pt-br/stories/vojo11611/vojo11611-story-2

 

João Evangelista, do Conselho Estadual de Associações e Comunidades Quilombolas http://vojo.co/pt-br/stories/vojo359/vojo359-story-5

 

Curta a página do projeto no Facebook. Clique aqui:

https://www.facebook.com/vojobrasil?fref=ts

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Comentário de Andre Pessego em 31 agosto 2013 às 10:17

Eu vejo tudo isto espremido entre o pesar e a vergonha. O pesar por ver estas comunidades mais distantes, mais carentes acreditarem que alguma coisa mudou na doutrina de estado do Estado Brasileiro. Não mudou, o espírito da Lei de Terra de 1850 não mudou. O negro no Brasil ainda não pode ter terra. E as quilombolas? perguntarão. E a resposta: As terras quilombolas são da União, do Estado. Nem um nem tem escritura. Não pode ter. O Exercito não permite. E sem a posse da terra, necas.

Com vergonha de ver negros ditos de classe média, de peito estufado, pensando fazer parte de Governo. E me remete a Malcolmx: estava convencido de que os líderes negros de Lansing iludiam-se a si mesmos, que dizia respeito a seu verdadeiro lugar na sociedade: “Não conheço cidade com percentagem mais alta de negros ditos de “classe média”, tão satisfeitos com sigo mesmos e tão equivocados  - tipos voltados para símbolos de estatus e ansiosos por integração – do que Lansing. ( Uma vida de reinvenções, pg. 40). Isto na década de 1930, começo da década. Assim postaram-se os que defendiam o tal ESTATUTO, nada mais que uma "ante-lei" (se fosse possível). A segunda Lei do Mundo, com este alcance que não prevê pena alguma. A outra Lei é o =Dec. de 1888, da redentora.... Que vão conferir as tais conferências - irão conferir como o negro brasileiro encontra-se enfraquecido e que tem origem aqui:                    A escravidão dá ao negro o trabalhar, o sofrer e o morrer. A imigração européia/ japonesa lhe tira o trabalhar, deixa apenas o sofrer e o morrer. Tira-lhe a terra e o direito de ter terra. Ao tirar a terra, cria o enorme fosso da fraqueza. Enfraquecido o negro perde toda mobilidade social e econômica progressiva.                

Comentário de Josiane Climaco em 31 agosto 2013 às 10:10

Estou muito feliz pela iniciativa do Instituto de Midia Etnica, esta é uma região esquecida em politicas publicas pelos governantes em Salvador e nosso Estado. Como Educadora nesta area de Praia Grande, Santana, Botelho e Neves, sei da força e das dificuldades que esta comunidade Quilombola enfrenta. Forte abraço e saudações QUILOMBOLAS

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