Medalha Zumbi dos Palmares para o povo de Orixá

Air José nasceu em 20 de setembro de 1940, no bairro de Brotas. É filho de Tertuliana Souza de Jesus e Pedro Antônio de Jesus. É neto de Felisberto Américo Sowzer, último Babalaô que a cidade de Salvador teve notícias. Pai Air é assim, herdeiro da tradição de sua família, da extensa família de Xangô, entrada no Brasil com os primeiros iorubás, chegando entre o final do século XVIII e meados do século XIX.

Pai Air foi iniciado por três mulheres de Oxun, motivo que faz com que ele afirme a todo o momento que Oxun é tudo na sua vida.  Ela é a sua maior riqueza. Em 1961, no Alto do Caxundé, atual bairro da Boca do Rio, Pai Air fundou o Ilê Odô Ogê, uma casa consagrada ao seu orixá, Oxaguian.

De patrimônio arquitetônico, artístico, histórico e imaterial inquestionável, o terreiro Pilão de Prata, como é conhecido, foi tombado pelo instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC) no ano de 2004. Além de um acervo bibliográfico sobre as religiões de matriz africana, a casa mantém com recursos próprios o memorial Lajuomi e instalações prontas para serem implantadas oficinas voltadas à comunidade.

No ano de 2011, o terreiro fundado por ele, o Ilê Odo Ogê, completou meio século de existência. A história de Pai Air, assim como a da casa que ele fundou aos 21 anos de idade é uma história de dedicação de alguém que o barco não quebrou no caminho. De alguém que reconhece o orixá como o ar que respira, como a água que bebe e os olhos que enxerga. Pela importância que esse filho de Oxaguian tem para o povo de santo e para todos os baianos é que no mês em que comemoramos a Consciência Negra, ele será agraciado com a Medalha Zumbi dos Palmares. Parabéns ao nosso querido Pai Air.

 

 

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