Por Cidinha da Silva

Agora que já cantei, entreguei a comida na mata, o presente às águas e já choveu, posso falar. 

Minha Mãe é de interioridade só dela, não é mansa como pregam os que a percebem capilarmente, é rio de redemoinhos no fundo. Gosta de palco, principalmente quando protagonista da cena, mas é menos midiática do que a Senhora dos Ventos.

Suas reverências são mais discretas, não há assim uma comida só dela feita para agradar o paladar do povo no seu dia. Nesse aspecto, ela é menos popular e quer mesmo é que o povo lhe renda graça por meio de agrados e presentes entregues em sua própria casa, enquanto, sem se levantar do trono, observa o movimento à volta.

São poucas as pessoas que compreendem suas nuances, mas quero mesmo é ser daquelas que compartilham sua essência. E agradecer, enquanto descanso a cabeça em seu colo e me refaço no cafuné. Nzaambi ye kwaatesa! (Do livro BAÚ DE MIUDEZAS, SOL E CHUVA, no prelo).

Exibições: 95

Comentar

Você precisa ser um membro de Correio Nagô para adicionar comentários!

Entrar em Correio Nagô

Comentário de Otacílio Favero de Souza em 16 dezembro 2013 às 9:40

Muito legal cidinha.

abraço

Translation:

Publicidade

Baixe o App do Correio Nagô na Apple Store.

Correio Nagô - iN4P Inc.

Rádio ONU

Sobre

© 2019   Criado por ERIC ROBERT.   Ativado por

Badges  |  Relatar um incidente  |  Termos de serviço