Ministra Luiza Bairros faz reunião com movimentos negros na Bahia

No próximo dia  4 de abril, segunda-feira, a ministra da Secretaria Especial de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR), Luiza Bairros, encontra-se com representantes dos movimentos sociais do Estado da Bahia, para tratar das demandas desse segmento e  discutir a política de atuação do órgão. O encontro acontece das, 18 às 20h30, no auditório Milton Santos, do Centro de Estudos Afro-Orientais (CEAFRO/UFBa), localizado no Largo Dois de Julho, Centro.

 

A ministra Luiza Bairros é a única mulher negra que ocupa o cargo de ministra no governo Dilma e tem a árdua tarefa de transversalizar a pauta racial dentro dos outros ministérios. Em entrevista à apresentadora Ana Maria Braga no programa "Mais Você" da Rede Globo, a presidente Dilma Rousseff teria dado uma declaração informando que a pobreza no Brasil tem "gênero e território", referindo-se a questão das mulheres e dos nordestinos, sem tocar no fato de que, segundo o IPEA,  71% dos chamados indigentes são afrodescendentes.

 

Além da longa trajetória no movimento negro brasileiro, tendo ajudado a construir o Movimento Negro Unificado, Bairros tem a seu favor experiência na gestão pública no Estado da Bahia, quando foi gestora na Secretaria da Igualdade (SEPROMI) e de ter atuado na cooperação internacional no Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). A expectativa das lideranças negras é que a ministra possa elevar a importância da Seppir dentro da esfera federal e executar o orçamento que, apesar de ser um dos últimos no ranking dos ministérios, nunca foi usado em sua plenitude. Segundo o site Contas Abertas, em 2010, ainda na gestão do presidente Lula, a Seppir executou apenas 10% do seu orçamento. O valor autorizado para este ano é o maior da história, quase R$ 94,8 milhões, porém R$ 3 milhões já constam na reserva de contingência e não poderão ser utilizados.

 

Caso Bolsonaro

A ministra Luiza Bairros foi a convidada de hoje  do programa "Bom dia, ministro"  produzido pela Secretaria de Comunicação da Presidência da República (Secom) em parceria com a  EBC Serviços, onde apresentou a campanha “Igualdade Racial é para valer”, lançada no último dia 21 de março, dia internacional pela eliminação da discriminação racial, e criticou as declarações do deputado Bolsonaro (PP-RJ), que associou as mulheres negras como promiscuidade, pedindo "firmeza" no posicionamento da Câmera dos Depuatados, nesse que qualificou como um "caso explícito de racismo".

 

Da Redação  - Correio Nagô

Exibições: 344

Comentar

Você precisa ser um membro de Correio Nagô para adicionar comentários!

Entrar em Correio Nagô

Comentário de Denilson José Santana em 6 abril 2011 às 14:13

A INICIATIVA É SEMPRE MUITO BOA, MAS OS RESULTADOS SÃO IGUALMENTE LASTIMÁVEIS, QUANDO SE TRATA DO ESTADO BRASILEIRO SE APRESENTAR PARA DIZER QUAIS AS PROPOSTAS CONCRETAS PARA CONTEMPLAR AS DEMANDAS DA COMUNIDADE NEGRA, DEMANDAS ESSAS, QUE JÁ SÃO CONHECIDAS PELO ESTADO BRASILEIRO DESDE 1850, QUANDO FOI ESTITUIDO O FIM DO TRÁFEGO NEGREIRO. A MINISTRA É MILITANTE DO MOVIMENTO NEGRO E SABE DAS NOSSAS DEMANDAS, ENTÃO SE APRESENTAM NOVAS DEMANDAS  E SE GANHA TEMPO E CAPITAL POLÍTICO DISCUTINDO  O QUE JÁ FOI DISCUTIDO. O ESTADO BRASILEIRO SABE O QUE TEM QUE SER FEITO E OS SENADORES DA BAHIA SABEM QUE MESMO QUE ELES COLOCASSEM TODO O SEU PODER DE INTERFERÊNCIA JUNTO AO ORÇAMENTO DA REPÚBLICA E EMENDAS CONSTITUCIONAIS EM FAVOR DAS DEMANDAS DO MOVIMENTO NEGRO SERIAM NECESSÁRIOS MUITOS MANDATOS E MANDATÁRIOS.ACOMPANHAREMOS E VEREMOS QUE ESSES MANDATOS JÁ ESTÃO COMPRMETIDOS COM DEMANDAS DE OUTRAS MATIZES. FALTA VONTADE POLÍTICA. AS NOSSAS DEMANDAS JÁ ESTÃO DESCRITAS E ACORDADAS NAS DIVERSAS CONVENÇÕES INTERNACIONAIS ASSINADAS PELO BRASIL DESDE 1850 ATÉ DURBAN NA ÁFRICA DO SUL. (ESSA ÚLTIMA JÁ FOI ATÉ REVISADA). O QUÊ O ESTADO BRASILEIRO QUER OUVIR DE NÓS ESTÁ NOS INÚMEROS DOCUMENTOS REDIGIDOS NAS CONFERÊNCIAS VOLTADAS AOS DIREITOS HUMANOS E "IGUALDADE RACIAL". SERÁ QUE O ESTADO É ANALFABETO E NÃO ESCUTA TAMBÉM?

SERÁ QUE A MINISTRA JA SE ESQUECEU DO QUE ELA MESMA ESCREVEU? NA, NA, NI, NA, NÃO!!!

AINDA SOMOS CHAMADOS A ESSES ENCONTROS PARA OUVIR E CONCORDAR, SE DISCORDAR É TACHADO E PROBLEMÁTICO E PERSEGUIDO POLITICAMENTE. O ESTADO BRASILEIRO É SÓRDIDO, CONFUNDE O MOVIMENTO SOCIAL COM POLÍTICA DE GOVERNO. SOMOS CHAMADOS A DIZER QUE APOIAMOS AS INTEÇÕES DO ESTADO QUE CONTINUA RACISTA, CAPITALISTA E ESCRAVAGISTA.

AGUARDAREMOS O PRÓXIMO ENCONTRO COM O PRÓXIMO MINISTRO(A), O PRÓXIMO SENADOR (A)

QUE VIRÁ PARA SABER E DISCUTIR QUAIS SÃO AS NOSSAS NOVAS DEMANDAS...

 

DENILSON JOSÉ

cursomaguma@hotmail.com

Comentário de anita de jesus costa em 6 abril 2011 às 13:22
boa sorte ministra....
Comentário de paulo alves em 4 abril 2011 às 15:32

Que seja bem vinda senha ministra.

 Sabemos da importancia da sua visita e da realização do seu trabalho neste estado, espero que possa continuar sempre se destacando frente as questões etnicorraciais.

muito Axé!!!!!

Comentário de Bartira Martins Silva em 3 abril 2011 às 21:52
Entendam por AQUI o território brasileiro.
Comentário de Bartira Martins Silva em 3 abril 2011 às 21:51
Todos nós, cidadãos brasileiros, temos de ser firmes nas exigências de posicionamentos oficiais contra estes inóspitos "representantes" que estão no poder para destilar seus ressentimentos e inoperância contra movimentos que visem criar, manter e/ou restaurar a dignidade dos brasileiros e estrangeiros que aqui residem.
Comentário de Alberto Jorge Rodrigues da Silva em 1 abril 2011 às 22:22

Posso fazer sim Paulo Rogério, informar detalhadamente tudo o que está acontecendo. Isso vai nos ajudar muito.

O irônico é que a maioria é evangélica, hospedada em igrejas católicas e ajudas pelo Povo Tradicional de Terreiro do Amazonas.

O que para nós interessa é que são negros, são irmãos de cor e de mãe África.

Vou fazer um apanhado das notícias dos jornais e ver se consigo umas fotos.

Obrigado por esse espaço.

Que Vòdún nos dê Àsé

Comentário de Paulo Rogério em 1 abril 2011 às 20:04
Alberto, muito bom comentário. A SEPPIR tem mesmo que sair do circuito tradicional e interiorizar suas ações..Você poderia fazer um post detalhando o caso dos haitianos para repercutirmos aqui no Correio Nagô? Não é possível que o Estado Brasileiro se configure um "sub-imperialista do sul", ocupando territórios, expandindo suas empresas e nada dando de contrapartida para esses países.
Comentário de Alberto Jorge Rodrigues da Silva em 1 abril 2011 às 19:55

Ótima a iniciativa da Ministra Luíza reunir com os movimentos da Bahia, mas ela não pode esquecer que fora da Bahia também há movimentos de negritude com muito mais fragilidades, precisando não apenas do apóio FINANCEIRO, mas do apóio INSTITUCIONAL da SEPPIR.

Eu disse isso a ela por ocasião da posse da Ministra Ana Holanda do MINC quando conversamos por aproximadamente trinta minutos.

Um bom começo de diálogo é esse iniciado na Bahia, mas ressalvo novamente: É PRECISO FORTALECER OS MOVIMENTOS DE NEGRITUDE EM OUTROS LUGARES COMO É O CASO DA REGIÃO AMAZÔNICA.

Aqui somos invisíveis, o estado nega nossa existência e de quebra temos cerca de mil haitianos distribuídos entre as cidades de Tabatinga e Manaus, desassistidos pelo Estado Brasileiro que lhes disse que nossas portas estavam abertas para quem aqui chegasse.

A Polícia Federal que atua nas fronteiras do estado do Amazonas com o Perú recebeu ordens para ser mais "rigorosa" na emissão de permissão de entrada dos haitianos que, a partir de agora, queiram entrar no Brasil, informação prestada as autoridades e imprensa reunidos na segunda feira ultima, 28.03, na Defensoria Pública do Trabalho, pelo Superintendente do Trabalho.

Já postei isso em redes de negritude e até agora não recebi nenhuma manifestação de nenum outro movimento negro.

Já comuniquei isso a SEPPIR, falei diretamente com a Ivonete Secretária dos Povos e Comunidades Tradicionais da SEPPIR, até agora NADA!!!!!!!!!!

Por isso eu repito: MINISTRA LUÍZA BAIRROS, SE A SEPPIR NÃO TEM DINHEIRO PARA OS MOVIMENTOS, AO MENOS NOS DÊ APÓIO INSTITUCIONAL.

Vòdúnsi Re Rohsovi - Dr. Alberto Jorge Silva

Coordenador Geral da CARMA

Coordenação Amazônica da Religião de Matriz Africana e Ameríndia

Comentário de EDUARDO PEREIRA em 1 abril 2011 às 19:47
Isso é ótimo, entretanto, se deve estar atento para que essas discussões sejam realmente feitas com os segmentos negros, pois como para se acessar os recursos disponíveis, as comunidades negras necessitam apresentar projetos, com as mais altas exigências acadêmicas, o que em muito dificulta, ante a falta de apoio técnico, notadamente me cidades do inteiror do Estado. Dificulta para as comunidades negras, ao passo em que, possibilita a intervenção dos chamados "agentes de intermediação", formados por ONGs, com brancos na direção. É tempo de se abrir discussão sobre a lavratura dess tais projetos, não que eu seja contra, mas entendo que se deve aparelhar as comunidades para acessar essas tecnologias, já que quem trabalha com projetos sabe o quanto é dificil se elaborar um bom projeto, Espero que isso seja debatido na reunião
Comentário de Jussara Santana em 1 abril 2011 às 17:53
Muito boa iniciativa da Ministra discutir  com as sociedade civil as demandas deste ministério que o movimento Negro criou, então vamos todos e todas lá,Como Edson Gomes diz em uma das suas canções (VAMOS AMIGO LUTE.VAMOS AMIGO AJUDE .SE NÂO AGENTE ACABA PERDENDO O QUE JÁ CONQUISTOU ...Jussara Santana- Associação Cultural aspiral do Reggae.

Translation:

Publicidade

Baixe o App do Correio Nagô na Apple Store.

Correio Nagô - iN4P Inc.

Rádio ONU

Sobre

© 2019   Criado por ERIC ROBERT.   Ativado por

Badges  |  Relatar um incidente  |  Termos de serviço