Museu do Brooklyn: Renascimento Egipcio - Arte da Eternidade

Domingo de ceu azul e poucas nuvens. Entretanto, a temperatura esta somente na casa dos 15 graus. E claro que isto nao me impede de pegar o Metro, juntamente com minha filhinha de 3 anos, para uma viagem de uma hora e meia ate o Bairro do Brooklyn, para ver a excelente exibicao: "Renascimento Egipcio: Arte da Eternidade". O museu que passou por uma grande reforma alguns anos atras, e uma otima opcao para aqueles que procuram conhecimento cultural fora do centro de gravidade europeu.

O Egito foi o berco do nascimento da mais velha civilizacao na Africa, e tambem sem duvida alguma, uma das mais sofisiticas sociedades da civilizacao mundial. A cultura egipcia floreceu 4400 mil anos antes do nascimento de Jesus Cristo, quando as pessoas comecaram a estabelecer permanentemente suas casas a beira das margens do rio Nilo, ate a absorcao do Egito pelo Imperio Romano em 30 antes de Cristo. Ha diversas teorias e um importante livro chamado " Como os Gregos roubaram nosso Legado" sobre a influencia egipcia na civilizacao grega.

Atraves dos seculos, desde os tempos antigos ate os dias de hoje, milhares de viajantes ficaram estupefados com as piramides de Giza, a Grande Esfinge, o Vale dos Reis, e centenas e centenas de outros monumentos historicos e artefatos. Estes lugares mostram verdadeiramente a sociedade egipcia, mas para ententer como os antigos egipcios viveram, e no que eles acreditavam, requer uma olhada nas suas delicadas obras de artes produzidas por geracoes de artistas soberbamente talentosos. Estas criacoes estavao indestricavelmente ligadas a todos os aspectos da vida egipcias e suas crencas.

Os egipcios nao aceitavam a morte como destino final. Buscando inspiracao no sol que "morria" toda noite ao entardecer para "renascer" pela manha, eles acreditavam que todos os seres humanos podiam nascer depois da morte e viver atraves da eternidade. Apesar da importancia do eterno, os artistas tinham uma enorme preocupacao com a continuidade de novas ideias na esfera social, politica e tambem religiosa.

Como bom brasileiro, e claro que a imagem que ainda carrego comigo do antigo Egito e baseada erroneamente nao so naquilo que aprendi nas escolas publicas e privada onde estudei, como tambem nos filmes hollywoodianos que assisti. Especialmente os Dez Mandamentos.

Exibicoes como esta e livros de historia vao aos poucos mudando minha visao preconceituosa nao somente sobre a historia do Egito,mas tambem do Continente Africano. Afinal, exorcisar-se de decadas de ensinamentos falaciosos onde aprendi que a Africa nao contribuiu em nada para a civilizacao munidal, nao e uma tarefa facil.

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