A Notícia mais veiculada hoje em todos os meios de comunicação ao redor do mundo, sem dúvida alguma, é a reeleição de Barak Obama como presidente dos Estados Unidos da América do Norte. Há quatro anos vários segmentos do movimento negro brasileiro vibravam com a primeira vitória de Obama nos EUA, na sua eleição estava posta subliminarmente a esperança de que ele se tornaria o grande símbolo da mudança de paradigmas por ser o primeiro negro eleito para o mais alto cargo da maior potência econômica e bélica da atualidade, outros mais à esquerda e menos fisiologistas, festejaram com reservas, afinal não era Malcom X,  Angela Davis ou Abdu Jamal, e sim um filho de imigrantes, de classe media baixa, estudante cotista, e representante do partido democrata.

Apesar da sua história Obama elegeu-se como símbolo de mudança e de esperança para o povo  pobre, negro e imigrante daquele País, porém, após quatro anos nada mudou para essa faixa da população norte americana ou para qualquer povo no mundo que sempre sofreu  com a exploração, seja bélica ou econômica, promovida pelo sistema capitalista produzido pelos ianques. Apesar dos anseios dos que o elegeram e de toda a população do planeta, Obama não pestanejou em fazer a  defesa do sistema vigente, sua grande preocupação foi a manutenção do seu status quo e a recuperação econômica do Tio Sam que ainda se encontra bastante fragilizada .

Guardando-se as devidas proporções podemos dizer que aqui  no Brasil também temos  o nosso  Obama: o Ministro Joaquim Barbosa. Indicado por um Presidente vindo da classe operária, nordestino, sem diploma de nível superior, logo que tomou posse no Superior Tribunal Federal foi atacado por toda a mídia conservadora, que achou vários defeitos para aquela indicação. Para os militantes do movimento negro, ficou a vitória da mudança, a luta simbólica do negro no poder, e de modo  geral, articulamo-nos no sentido de  defender e legitimar aquela que seria uma  grande mudança de paradigmas para o País , ter na sua Corte máxima um representante oriundo das classes baixas e da raça que a representa majoritariamente.

Portanto, causou espanto a todos quando esse mesmo Ministro juntou-se à mesma mídia que tentou tornar ilegítima a sua indicação e que compõe o PIG(Partido da Imprensa Golpista), esquecendo-se da sua história e do seu papel naquele momento, levando em conta apenas os seus próprios interesses em busca de notoriedade. 

Apesar de todos esses acontecimentos tanto acima quanto abaixo da linha do Equador o que nos deixa tranquilos é saber que o poder do povo negro não está nas salas climatizadas, o poder do povo negro é demonstrado verdadeiramente em toda a sua exuberância e legitimidade nas ruas, com os sindicatos lutando por melhorias salarias,nas universidades lutando pela assistência estudantil para os cotistas ou nas marchas de consciência negra denunciando o extermínio da juventude.

Ficamos felizes pelas representações simbólicas, mas é preciso de uma vez  por todas eleger e  indicar pessoas que  tenham compromissos com a mundaça social, que  tenham posição política e ideológica, que possam defender e brigar de fato para que tenhamos não apenas representações simbólicas mas representações de fato e de direito.

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