Nazismo Tropical? - O Partido Nazista no Brasil

Você sabia que no país considerado uma "democracia racial" existiu, durante vários anos, um capítulo do Partido Nazista de Hitler?

A obra da historiadora Ana Maria Dietrich,  “Nazismo Tropical? - O Partido Nazista no Brasil”, que nasceu de sua tese de doutorado na Universidade de São Paulo (USP),  foi ancorada em pesquisas nos arquivos alemães e brasileiros e ajuda a compreender como funcionava o braço do Partido Nazista Brasileiro, que chegou a ter aproximadamente de 3,000 membros, inclusive em estados pouco com pouca imigração alemã como Bahia e Pernambuco. A obra conta também sobre a relação entre o movimento integralista e os nazistas e como os nazistas brasileiros eram visto pelos seus parceiros na Alemanha. O lançamento do livro ocorre no próximo 24 de agosto, às 20h, na Casa da Palavra, Praça do Carmo S/n, Santo André, São Paulo. 

Para conhecer mais sobre o trabalho antes de ler o livro leia, gratuitamente, a tese de doutoramento da professora no link abaixo

 Nazismo Tropical? O Partido Nazista no Brasil - Biblioteca Digital ...

* CORREIO NAGÔ. Com informações do blog Café História

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Comentário de Marcus Aleixo em 30 agosto 2012 às 22:45

Paulo e Isaias, é bom saber que outras pessoas entendem o que é que está realmente por trás do tal movimento pardo-mestiço. Mas para os que possam estar pensando que estou sendo exagerado, ou que estou tentando manipular opiniões, é só ler o conteúdo abaixo:

Os nacionalistas europeus (nazistas/fascistas) elegeram a “raça” ariana (inventada pela propaganda nazista) como a raça perfeita e com supremacia sobre todas as outras a serem exterminadas, deixando ao final uma “raça” única, a ariana. Os Integralistas (fascistas brasileiros dos anos de 1930), na ânsia de copiar a ideologia nazista/fascista de “unidade racial”, mas impossibilitados por motivos óbvios de assumir “identidades arianas” no Brasil, procuraram uma identidade nacional que pudesse ser utilizada para seus fins ideológicos. Tiveram, então, a ridícula idéia de eleger o “mestiço” como o brasileiro-padrão. O que levou a uma ideologia de “homogeneizar” o Brasil, “exterminando” com todas as “raças” através da miscigenação, para deixar ao final uma “raça” única, a “mestiça”.

Na verdade já existia no Brasil a Política Nacional de Branqueamento (ou embranquecimento), a qual contava com a imigração européia massiva e com a crença de que o sangue (genes) de origem européia era superior aos demais e assim “diluiria” o sangue africano pela miscigenação, tornando a população brasileira cada vez mais clara.

Nem preciso dizer que tanto a ideologia dos nazistas/fascistas quanto a do movimento integralista brasileiro são delirantes, e que qualquer idéia voltada à destruição da diversidade humana é fruto de racismo.

Tanto os nacionalistas europeus quanto os integralistas se utilizavam de propaganda massiva e mentirosa para conseguir adeptos. A mesma estratégia que o movimento pardo-mestiço utiliza hoje na internet dizendo que os brasileiros de cor “parda” não são negros, e que os mesmos pertencem a um grupo distinto dos demais (mestiço), quando na verdade pardo nem é um grupo étnico-racial, mas apenas cor de pele.

Comentário de Isaias Américo Vasconcelos em 26 agosto 2012 às 21:46

Infelizmente a ideologia racisto-mestiça no nosso Brasil ainda é muito grande, principalmente aqui na Bahia.

Neste período de eleição, deverá ocorrer o que aconteceu em outras eleições: Negro não vota em negro/negra.

Neste período que avançamos na presença das pessoas negras com candidaturas, ainda aparece um clima de desconfiança e de credibilidade de que nós negros não somo capazes de governar.

Aí está uma das pechas da ideologia do “movimento pardo-mestiço brasileiro”, bem presente.

Para mudar essa idéia negativa, nestas eleições, vamos votar nos candidatos/candidatas negras.

Comentário de Paulo Cunha em 24 agosto 2012 às 17:43

É isso ai Marcus, pra mim já ficou bem claro que o movimento pardo-mestiço é tramóia das elites que, além de promoverem o genocidio da juventude negra, ainda tentam avacalhar com a identidade negra com essa mentira de que pardos não são negros, mas para o IBGE a população negra (ou afrodescendente)é a soma dos brasileiros que se declaram de cor preta ou parda .Esse movimento é ligado a PSDB, DEM e outros representantes das classes dominantes na politica brasileira. O Demóstenes Torres tem fortes ligações com eles e consta que sempre houve admiração mútua entre os dois .É isso mesmo, Demóstenes Torres ,o mesmo neo-nazista disfarçado de político que disse que durante a escravidão as nossas ancestrais consentiam o estupro que era praticado contra elas,e que também disse que a escravidão foi culpa dos próprios negros. Inclusive ,antes de ser cassado por envolvimento com o contraventor Carlos Cachoeira, ele foi até Manaus para ser prestigiado pelo fraudulento movimento pardo-mestiço com uma palhaçada de“Troféu Caboclo”.

Comentário de Marcus Aleixo em 24 agosto 2012 às 15:42

Respondo ao Instituto Mídia Étnica que com certeza o Brasil ainda mantém influências nazistas até hoje. A ideologia do “movimento pardo-mestiço brasileiro”, por exemplo, nada mais é do que a continuidade das idéias dos Integralistas, os fascistas brasileiros dos anos 30, que na ânsia de copiar a ideologia nazista/fascista de "unidade racial", mas impossibilitados por motivos óbvios de assumir "identidades arianas" no Brasil, resolveram ir na "contramão" das premissas dos nacionalistas europeus com relação à questão racial, e elegeram o "mestiço" como o brasileiro-padrão.

Desta forma reforçaram a Política Nacional de Branqueamento, que foi criada a partir de conceitos eugenistas, e que já estava atuante no Brasil desde o início do século 20. A mesma sustentava, entre outras diretrizes, a seguinte ideologia: JÁ QUE NÃO PODEMOS SER UM PAÍS DE CAUCASIANOS PUROS, ENTÃO VAMOS PELO MENOS "DILUIR" O SANGUE AFRICANO PARA QUE A "INFERIORIDADE" DOS NEGROS NÃO NOS ATRASE COMO NAÇÃO. Em resumo, políticos e literatos incentivaram a miscigenação (nas classes baixas da população, é claro) por causa de racismo, e não pela ausência dele.

Foi nessa ideologia que o movimento integralista se apoiou, e é nessa mesma ideologia que se apóia esse movimento pardo-mestiço. É por isso que louvam tanto a miscigenação e as raças inventadas no Brasil, como mamelucos, caboclos, cafuzos, etc... Mas como o conceito de mestiços humanos já se mostrou falso, eles continuam tentando impor a idéia de ‘mestiço’ a nível de identidade. Quem quiser comprovar, é só entrar no “nação mestiça”, o sítio que eles mantém na internet.

Comentário de Ailton Benedito de Sousa em 23 agosto 2012 às 17:22

Corrigindo, "não dão destaque aos negros.."

Comentário de Ailton Benedito de Sousa em 23 agosto 2012 às 17:21

A cabeça de algumas pessoas negras é complexa...Adoram a dar destaque a pessoas do sistema, e ao contrário, são dão destaque aos negros depois que os brancos os consagram... Vá entender essa!

Comentário de Instituto Mídia Étnica em 22 agosto 2012 às 22:29

Você acha que o Brasil ainda mantém alguma influência da época que teve um Partido Nazista?

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