Em ano eleitoral se presencia discursos de candidatos e candidatas que se comprometem com a inclusão racial e o combate veemente ao racismo. Após as eleições as promessas caem no vazio.
Precisamos construir novos parâmetros para escolher nossos representantes e na hora de votar incluir a população
negra nas esferas privilegiadas de poder,
tanto em cargos majoritários
(executivo: presidência, governo e senado) como proporcionais (legislativo:
deputado(a)s estaduais e federais), que possam trazer para a sociedade os temas
que nos interessa.



Neste contexto, a nova conjuntura nos traz grandes desafios: o extermínio da juventude negra – 70% do(a)s jovens assassinado(a)s são negro(a)s; participação efetiva nas reservas petrolíferas
(pré-sal),
que se vislumbra como uma das maiores possibilidades de inclusão
do(a) jovem no mercado de trabalho; reforma
da educação pública
garantindo qualidade, reforma do SUS, garantindo agilidade e eficiência. Estes e outros
temas são prioridades nossas, só nossas, pois somos nós que estamos morrendo,
sem emprego, analfabeto(a)s e doentes.



Mas, como trazer estas discussões para a sociedade se a maioria que está no poder não passa por estes problemas. O poder por incrível que pareça está em nossas mãos, dos nove milhões de eleitores da Bahia, representamos sete milhões.
E ai, como reclamar depois das eleições? Já pensou que este é um dos motivos
que após eleição o poder não nos ouve?



O Título deste texto foi inspirado no Ator Milton Gonçalves, que em entrevista ao site http://revistaquem.globo.com no dia 06/10/2008, afirmou:Nós não estamos na fotografia do poder”, ele que foi candidato a
deputado federal nos anos 80 e a governador do Rio de Janeiro na década de 90,
não eleito, apesar de ser ator global desde 1965. Segundo ele o “problema não é
ser o primeiro ator. O grande problema é que nós não estamos na fotografia do
poder. Olhe para o Congresso Nacional, passando pela Câmara e pelo Senado. Nós
somos a metade da população do país, olha essa fotografia e me diz se há uma
correspondência de negros. Não tem. Nem a Bahia, que é a terra mais negra do Brasil, tem governador
negro”



Tivemos lideranças negras expressivas postulando vagas em cargos majoritários, em quase todas coligações e partidos, a exemplo de: Ivan
Carvalho
, engenheiro químico e economista, militante do movimento negro -
pleiteou uma vaga ao senado na coligação PT/PCdoB, PSB, PDT, PP, PRB e PSL - Hamilton Assis, historiador, militante
do movimento negro - pleiteou uma vaga ao governo no PSOL, João Jorge, mestre em direito, presidente do Olodum, militante do
movimento negro - pleiteou uma vaga ao senado no PV. Apesar da representação política
eleitoral, nenhuma dessas candidaturas foram contempladas, com o argumento de não possuir votos?


Na verdade, confirmamos que os partidos ditos de esquerda ainda são dirigidos por uma minoria branca, mentirosa, racista, homofóbica e machista. Alguns
inventaram uma nova modalidade nas escolhas de candidaturas, com exceção do PV
e PSOL, não houve discussões com a militância foi tudo feito por acordos e
aclamação!


Felizmente, na Convenção Nacional do PSOL, o companheiro Hamilton Assis
conquistou a vice-presidência na chapa majoritária nacional para as eleições de
2010. E para surpresa da Bahia a Coligação PMDB,
PR, PTB, PSC, PPS, PRP, PRTB, PSDC, PTC, PTN, PMN e PT do B
, definiu um
nome negro para concorrer a uma vaga ao senado, Edvaldo Brito, doutor em Direito, livre docente em Direito
Tributário e vice-prefeito de Salvador.




MOVIMENTO POPULAR PELA IGUALDADE ÉTNICA/RACIAL


E PELA REPRESENTATIVIDADE

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