O que vi na Campus Party Brasil 6, por Arivaldo Silva do blog Tech Dendê

A apresentação daquela grande ideia que pode mudar o mundo. Confesso que foi nesta expectativa que cheguei à arena do Centro de Convenções do Anhembi Parque, em São Paulo, na fria madrugada da terça-feira (29). Há seis anos, a terra da garoa, coração financeiro do Brasil abre suas portas para a Campus Party Brasil, o mais hypado evento mundial focado em inovação, empreendedorismo, Ciência e Tecnologia e cultura digital, que acontece entre os dias 28 de janeiro a 3 de fevereiro.

A apreensão inicial de estar presente à divulgação de uma descoberta genial deu lugar a uma reflexão: nenhum Einstein sairia de seus afazeres para participar da CP. Contudo, o precioso trabalho de formiguinha faz toda a diferença em um evento como este. Demonstrando assim, que o esforço individual ou de pequenos grupos para desenvolver soluções para demandas sociais, converge sempre para a criação de algo maior.

Basta lembrar de todas as inovações que impactaram a humanidade. Desde a lâmpada elétrica de Newton, ao 14 Bis de Santos Dumont, o referencial teórico e empírico deixado por pequenas descobertas anteriores a estes grandes inventos, serviram de base para tais avanços tecnológicos, que beneficiam milhões de indivíduos.

Criação colaborativa e empreendedorismo – Em um mar de barracas de camping - sete mil ao todo – gente de todas as partes do Brasil e do mundo ficam misturados em uma cidade em miniatura. Foi neste ambiente que conheci o projeto Recife on Hand’s, algo como Recife em suas mãos, um protótipo de aplicativo para smartphones e tablets que foi escolhido entre mil projetos de todo o País na Maratona de Negócios do Sebrae – Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas. 

O objetivo do Sebrae durante a CP é impulsionar a indústria de Tecnologia da Informação e Telecomunicação brasileira, fomentando o desenvolvimento de  aplicativos e serviços úteis para grandes eventos esportivos, convertendo ideias de empreendedores em empresas operativas no mercado.

Justamente o caso do Recife on Hand’s, que foi desenvolvido pelo turismólogo e designer Charles Guedes visando os eventos esportivos deste ano, já que, como Salvador, Recife é uma das cidades-sede da Copa das Confederações. “Criamos este app com o objetivo de auxiliar o turista que chega à capital pernambucana durante a Copa das Confederações e Copa do Mundo de Futebol. A princípio, o protótipo foi feito para iOS, mas estamos desenvolvendo também para Android e Windows Phone”, ressaltou Guedes em entrevista ao Tech Dendê.

Mouses malditos e super internet cabeada. Nada de Wi-Fi - Este foi um dos assuntos mais comentados na CP. A aparição de ratos nas proximidades de uma das lanchonetes do Anhembi virou até piada em um grupo de discussão de “campuseiros”, no Facebook. A maldade: os mouses dos computadores criaram vida na madrugada e foram passear pela arena.

Rafael Marconi, técnico do Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro) que participa da #cpbr6 publicou um vídeo no YouTube que mostra dois roedores ao lado da lanchonete, fechada naquele horário. 

Brincadeiras à parte, a assessoria de imprensa do evento disse estar ciente do ocorrido e prometeu se pronunciar por meio de nota.

30 GB - Muitos campuseiros de primeira viagem foram surpreendidos com a falta de conexão Wi-Fi neste que é um dos maiores eventos de tecnologia do país. A velocidade de conexão de até 30 GB oferecida pelo evento está disponível apenas por cabos de rede, o que limita o acesso a dispositivos móveis, como smartphones e tablets.

Fotos: Arivaldo Silva

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